quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Linha do Tua: transportes alternativos garantidos apenas até ao final do mês

As populações da linha do Tua têm transportes alternativos ao comboio assegurados apenas até ao final do mês, desconhecendo-se ainda a solução do Governo para a continuidade do serviço, disse nesta quarta-feira o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco.

O autarca social-democrata é também presidente da empresa Metro de Mirandela, que tem como principal accionista o município, e que assegurava o transporte ferroviário suspenso desde 2008 na linha do Tua, assumindo depois o transporte rodoviário alternativo em troca da mesma compensação financeira de 250 mil euros.
A 1 de Julho, os táxis alternativos ao comboio pararam, deixando as populações sem transportes durante mais de uma semana até que o Governo autorizou uma solução provisória que termina no final do mês, sem que ainda seja conhecida a prometida solução definitiva para assegurar o serviço.
O presidente da Câmara de Mirandela afirmou hoje à Lusa que contactou, no início de Setembro, a Secretaria de Estado dos Transportes, mas ainda não lhe foi comunicada qualquer decisão.
“Foi-me dito que já existiria uma proposta de portaria para o enquadramento do serviço que estava a ser analisada”, afirmou.
O autarca sublinhou que continua à espera da prometida solução definitiva, assim como da formalização do acordo que permitiu a continuidade dos transportes de forma provisória desde 11 de Julho.
Segundo disse, a Metro de Mirandela “ainda não recebeu um tostão” pelo serviço que decidiu assumir, mesmo sem contrato firmado, acreditando “na palavra da CP”, para não privar a maioria dos habitantes do vale do Tua do único transporte público.
Durante os três meses apontados para esta medida provisória devia ter sido estudada a solução que vigorará até ao plano de mobilidade previsto nas contrapartidas da barragem de Foz Tua, que submergirá parte da linha de caminho-de-ferro.
O plano só estará pronto dentro de quatro anos, junto com a conclusão da hidroeléctrica que foi adiada um ano devido ao abrandamento das obras imposto pela UNESCO, enquanto analisa os impactos no Douro Património da Humanidade.
Em Março de 2011 os cinco autarcas da zona, que integram a Agência para o Desenvolvimento do Vale do Tua, a EDP, a Refer, a CP, o Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) e a Câmara de Mirandela, accionista maioritária do Metro, assinaram um protocolo em que a CP se compromete a manter o acordo com o Metro para assegurar os transportes alternativos até à conclusão do novo plano de mobilidade.
A 1 de Julho, os táxis alternativos ao comboio pararam sem aviso às populações. A CP colocou apenas na página da Internet dois parágrafos com a informação sobre a supressão do serviço naquela data. A medida gerou a contestação dos autarcas locais, que ameaçaram rever a posição favorável à construção da barragem se os transportes não fossem repostos, independentemente de ser “a EDP, a CP ou o Governo” a assumir o financiamento.

12.09.2012 - 17:20 Por Lusa
Fonte: Público

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Governo dá incentivo de 33 milhões para construção da barragem do Tua

Portaria foi assinada dias depois da deslocação ao Douro da missão de inspecção do Comité do Património Mundial. Ambientalistas alertam a UNESCO de que está a ser enganada pelas autoridades
Uma carta anteontem remetida ao Comité do Património Mundial da UNESCO chama a atenção para os incentivos financeiros agora aprovados pelo executivo de Passos Coelho para a construção da barragem do Tua, concluindo que aquele organismo está a ser enganado pelo Governo português. A iniciativa partiu do consórcio de associações que têm contestado o empreendimento e o documento é assinado pelo presidente da associação ambientalista Geota, João Joanaz de Melo.
Apesar de Portugal se ter comprometido a abrandar as obras e a aguardar pelo relatório dos peritos que, nos primeiros dias do mês, estiveram no Douro numa missão de avaliação dos impactos da obra sobre a classificação do Alto Douro Vinhateiro, dias depois foi aprovado "o montante anual do incentivo ao investimento" na construção de novas barragens, que, para o caso do Tua, prevê um total que ultrapassa os 33 milhões de euros, a ser pago ao longo de dez anos.
A missão da UNESCO terminou a visita ao Douro a 3 de Agosto e a portaria foi assinada três dias depois pelo secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, e esta segunda-feira publicada em Diário da República.
"As implicações desta decisão e o seu timing são claros e cristalinos: a EDP e o Governo português têm andado a enganar a UNESCO ao longo de todo este tempo sem se importar minimamente com as conclusões do relatório da missão", alerta a carta. No documento, o Governo e a EDP são ainda acusados de prosseguir "uma estratégia de facto consumado", pondo em causa o respeito pelos protocolos e a credibilidade das decisões da UNESCO.
Para os ambientalistas, além de constituir "uma benesse injustificada" para a EDP, a aprovação dos incentivos é também a prova de que o Estado português não está a respeitar o compromisso de aguardar pelo relatório da missão para depois decidir o futuro da barragem.

Obras a toda a força
Além da denúncia dos incentivos à construção, os ambientalistas remeteram também várias fotografias e documentos, procurando demonstrar que, "ao contrário daquilo que tem sido divulgado pelo Governo", as obras estão a decorrer "a toda a força". "Estão lá agora mais máquinas que há três meses", diz Joanaz de Melo, assegurando que têm recolhido fotografias diariamente. E deixa até o desafio ao Governo para que divulgue "o registo do número de máquinas e de trabalhadores na obra ao longo das últimas semanas".
Quanto aos incentivos agora aprovados pelo Governo, dizem respeito ao conjunto de todas as novas barragens ou obras para o aumento de potência nas já existentes. Tal como foi anteontem noticiado pelo PÚBLICO, o Governo anunciou que aqueles montantes representam até uma poupança substancial face ao que estava previsto no programa inicial negociado pelo anterior executivo liderado por José Sócrates com a EDP, Endesa e Iberdrola.
Diferente é a perspectiva dos ambientalistas, para quem estes apoios não passam de uma "benesse injustificada" para as empresas. Além disso, contrariam não só o próprio programa do Governo, como também as orientações comunitárias e o memorando com a troika, "que propõem medidas de eficiência energética e contrárias ao incentivo ao consumo", frisa Joanaz de Melo.
O responsável do Geota diz mesmo que o incentivo à construção de barragens "é um erro crasso em termos de política energética", já que Portugal tem actualmente excesso de capacidade instalada. Representa também uma "extorsão aos portugueses", já que nada justifica os montantes que vão ser atribuídos às empresas do sector eléctrico.

Por José Augusto Moreira in Público

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Horários dos taxis

O serviço de táxis na Linha do Tua foi suspenso em julho e retomado poucos dias depois. A CP continua a disponibilizar os horários, curiosamente com a representação da ligação ao TGV em Puebla de Sanábria(!).

Em caso de dúvida há sempre a possibilidade de recorrer ao Posto de Turismo de Mirandela, embora a Linha do Tua lhe passe um pouco ao lado.

Rua D.Afonso III (junto ao edifício da Estação da CP)
5370 Mirandela


e-mail: postodeturismo@cm-mirandela.pt
Telefone (Número Verde): 800 300 278
Telefone (acesso a partir do estrangeiro): +351 278 203 143

Horário Anual de funcionamento:
Inverno
Segunda a sexta - 09H00 às 17H30
Fins de semana e feriados- 10H00 às 16H00
Verão
Segunda a domingo - 10H00 às 16H00

Horários em PDF

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Valerá a pena?


Destruir
  • Um vale único 
  •  Uma linha de caminho de ferro considerada uma das maiores obras da Engenharia Portuguesa e uma das mais belas do Mundo 
  • Oliveiras centenárias que produzem o melhor azeite do Mundo 
  •  Videiras e um microclima que produz o melhor vinho do Mundo 
  • Termas sulfurosas milenares 
  • A ligação de caminho de ferro ao interior de Trás os Montes 
  • Aumentar a desertificação e abandonar as populações 
  • Arriscar que o DOURO PERCA A CLASSIFICAÇÃO DE PATRIMÓNIO MUNDIAL 

Por


  • UM MONSTRO DE UMA BARRAGEM QUE SÓ VAI CONTRIBUIR COM A PRODUÇÃO DE 0.3% DA ENERGIA ??????

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Autarcas do Tua recusam parar obras da barragem

Defendem que a esta altura do campeonato a beleza natural do vale já não vai existir e que já só há a ganhar com o desenvolvimento que a obra traz à região.

Os presidentes de câmara da região do Alto Douro Vinhateiro dizem ser inaceitável parar nesta altura as obras da Barragem de Foz Tua. Depois dos ambientalistas, foi a vez de os autarcas dizerem o que pensam à delegação da UNESCO que está de visita à região.
As obras não podem parar, é a posição transmitida esta quarta-feira às técnicas da Unesco pelo presidente da Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua e da Comunidade Intermunicipal do Douro.
“Aquilo que tínhamos a perder já perdemos, que é de facto a questão da beleza selvagem, e aquilo que agora teríamos a ganhar, se parasse, não ganhávamos nada”, defende Artur Cascarejo.
“A beleza natural do vale enquanto vale selvagem já não vai existir. Vai existir é um projecto de desenvolvimento regional em parceria com as autoridades locais e com o Governo português, que têm um verdadeiro projecto de desenvolvimento integrado para todo o território”, argumenta.
“As populações do Vale do Tua não podem perder esta oportunidade porque ela representa o fim do esquecimento a que durante anos este território foi votado pelos diferentes Governos. Esta é uma oportunidade única que nós agarramos com todas as mãos e que portanto não vamos perder”, insiste ainda o autarca.
É possível compatibilizar a central hidroeléctrica com a paisagem Património da Humanidade, dizem os autarcas, que não aceitam perder um projecto que segundo eles trará desenvolvimento à região e ao país.
Sem grandes conclusões para divulgar, a delegação da UNESCO para já sublinha a importância de recolha de opiniões diversas sobre um projecto polémico com algum impacto em área protegida.

Fonte do texto: Renascença

Tua: UNESCO recebida por manifestação de ambientalistas


A missão da UNESCO, que está de visita ao Douro Património Mundial, foi recebida, hoje de manhã, na Régua, por uma manifestação de cerca de 20 ambientalistas, que protestavam contra a construção da Barragem de Foz Tua.
De acordo com a Lusa, três especialistas do Comité do Património Mundial da UNESCO deslocaram-se ao Douro, esta semana, para avaliar, no local, os impactos provocados pelos trabalhos de construção da Barragem de Foz Tua, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.
A missão da UNESCO reúne-se hoje, na Régua, com organizações ligadas ao ambiente, que desde o início estão contra a construção do empreendimento hidroelétrico, como o Partido Ecologista «Os Verdes», a Quercus ou o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), e com os autarcas da região.
À chegada ao Museu do Douro, os técnicos foram recebidos por cerca de 20 manifestantes e uma das especialistas parou para falar com os ambientalistas e para tirar fotografias dos cartazes colocados nas paredes do edifício.
Nestes cartazes podia ler-se «STOP novas barragens», «Barragem de Foz Tua = cancro no Alto Douro Vinhateiro» ou «Barragens afundam património».
A visita ao Douro vinhateiro foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante a qual foi aprovado um «abrandamento significativo» das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.
Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto até ao final do ano.
Durante esta semana está a ser apresentado à UNESCO o projeto do arquiteto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroelétrica, inserida na área classificada, com a paisagem.
O projeto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.
Durante a realização desta nova missão, Portugal espera poder convencer a UNESCO, em definitivo, sobre a compatibilidade da construção da barragem no Tua, nos seus novos moldes, com a classificação do Douro como Património Mundial.
O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.
A barragem, cujas obras arrancaram há 15 meses, vai ocupar 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/unesco-tua-barragem-protesto-tvi24-regua/1365282-4071.html

Por: tvi24  |  1- 8- 2012  10: 4

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Douro e a UNESCO

Ser representante de Portugal junto da UNESCO, em acumulação com as funções que desempenho em França, trouxe-me a responsabilidade acrescida de ter de cuidar, na linha da frente, de um conjunto de questões que ligam Portugal a diversas áreas de competência da organização. Devo dizer que, nestes meses, embora tenha tido de me "desmultiplicar" para poder atender a todo esse conjunto de tarefas, aprendi muito sobre mais esta dimensão multilateral da nossa política externa. E, devo dizer, estou a gostar da experiência.

Como é sabido, esta semana, em São Petersburgo, o Comité do Património da UNESCO debaterá uma resolução, preparada pelas instâncias próprias da organização, que apela à suspensão imediata das obras de construção de uma barragem perto da foz do rio Tua, por considerar que essa obra coloca em risco o equilíbrio global do Alto Douro Vinhateiro, como conjunto considerado património mundial.

Alguns países, organizações não-governamentais e diversas outras vozes, nomeadamente na imprensa, estão de acordo com os termos dessa resolução. O Estado português considera que, sendo embora essencial garantir a preservação do estatuto internacional atribuído ao Alto Douro Vinhateiro, tal não é incompatível com a edificação de uma barragem no rio Tua. E que, por essa razão, não se justifica, sem uma análise atenta a um conjunto de medidas que entretanto foram tomadas e outras que estão em análise, que tais obras sejam suspensas de imediato.

Não deixa de ser uma curiosa coincidência que o debate desta questão esteja a ser titulado, junto da UNESCO e em nome de Portugal, por alguém que nasceu a escassas dezenas de quilómetros do Douro e que hoje preside ao Conselho geral da Universidade da região. E que, porventura, gosta muito mais do Douro do que muitos dentre quantos, com outras legitimidades, se têm desdobrado em declarações inflamadas sobre o tema.

Publicado por Francisco Seixas da Costa no Blogue: duas ou três coisas (notas pouco diárias do embaixador português em França).

Aconselho a leitura do texto e os comentários, alguns deles de pessoas conhecidas e empenhadas na defesa doa linha e do vele do Tua.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A UNESCO e o TUA

Bem pode o laureado Souto Moura, arquitecto muito apreciado e distinguido nos Foruns internacionais, puxar pela  cabeça, esmerar-se e caprichar no seu projecto de tentar ocultar a gigantesca parede de betão que a poderosa EDP, contra ventos e marés sob os protestos de esclarecidos resistentes dos Movimentos Cívicos e insuspeitos órgãos de informação como é exemplo este jornal, decidiu construir na foz do rio Tua em arriscada e porventura negligente colisão com o estatuto do Douro Património Mundial.
Ainda que a sua obra possa ser aplaudida, cujo preço os portugueses por enquanto desconhecem mas que por certo não contemplará nenhum desconto ao dono da encomenda, ela será sempre um bonito penso de proteção em cima duma cicatriz testemunha de má e insensata intervenção do seu executor!
Chegados ao epílogo deste tempestuoso romance configurado na construção apressada duma barragem hidro-eléctrica no ponto onde o sofrido rio Tua se entrega extenuado no portentoso Douro, já não vale a pena argumentar com a destruição dum vale único pela sua singular beleza, nem da sua linha ferroviária orgulho da Engenharia portuguesa e que com alguma imaginação poderia ser a alavanca para o tão necessário quanto vital desenvolvimento sustentado da região empobrecida que parece não causar preocupação aos sucessivos governos da República.    Como também não vale a pena trazer de novo à baila os poderosos argumentos fruto de cuidados estudos universitários que demonstram ser dispensável a intervenção no rio Tua como fonte de aumento de produção energética.   
O que está agora em apreço é a anunciada visita da Unesco, agência das Nações Unidas para os assuntos da ciência e cultura com grande predomínio dos desafios ambientais e que deu finalmente um sinal de alerta recomendando o “Ralentissement” das obras que a EDP, frenética e arrogante, desencadeou num abrir e fechar de olhos! Da Unesco, todos esperamos uma decisão transparente, alheia a pressões e que defenda os valores um Património que sendo único, é da Humanidade e por isso de todos nós.
 É que gato escondido com rabo de fora, não é do agrado de ninguém, nem é para os tempos que correm. O turismo internacional que ora invadiu o Douro, “a realidade mais séria que temos entre nós,”(1) e que tanto ajuda as nossas pobres finanças, não aceita nem perdoará beliscaduras na imaculada simbiose da natureza e do homem. Ainda que tenha a assinatura do melancólico e criativo Souto Moura! 

Mirandela, 17-7-2012
José Manuel Pavão

(1) Miguel Torga

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Stop the Tua River Dam - Parar a barragem do Tua

Why this is important

In May 2012, the World Heritage Committee of UNESCO, asked the Portuguese government to stop the construction of the hidroelectric dam at the mouth of the Portuguese River Tua. Its construction threatens the classified area of the Alto Douro Wine Region.
Let's say to Portuguese Parliament that we are against the construction of this dam, which in addition to adversely affecting the our world cultural and natural heritage, will cause the cost per kWh of electrical energy production to be more than twice the current average cost of production, five times greater than just reinforcement of existing dams and twelve times greater than the implementation of measures for energy efficiency. Several new dams such as this one could imply a 10% increase in electricity bills of Portuguese families! The only ones benefiting from this are EDP (the biggest Portuguese energy corporation) and its managers.
The World Heritage Status of the Alto Douro Wine Region will be examined by the World Heritage Committee at its 36th session in St Petersburg 24 June-6 July 2012 ... but the Portuguese government is still defending the impossible - that the dam can be made compatible with the World heritage landscape.
We have no time to lose, sign the petition to stop the dam and save the river Tua, its natural environment and our common heritage (yes its yours too - its world heritage after all! ) and spread the word outside Portugal as international attention can make a huge difference! 
 

Comunicado MCLT

O MCLT mostra-se chocado e indignado pela impunidade com que o Conselho de Administração da CP tem lidado com a Linha do Tua, os seus utentes e funcionários. No passado dia 1 de Julho, quando nada o fazia prever, e sem qualquer tipo de aviso nas estações da Linha do Tua – meramente no seu sítio na Internet – a CP concluiu de forma admirável que o melhor meio de transporte para o vale do Tua é o rodoviário (algo curiosamente desmentido no Estudo de Impacte Ambiental da barragem do Tua), o qual etiqueta mesmo de mais ecológico que o próprio comboio. Como tal, faz tábua rasa de um protocolo que assinou juntamente com 5 autarquias, a REFER e a EDP, e unilateralmente e sem consultar nenhuma das partes decidiu acabar com o transporte alternativo entre o Cachão e o Tua.
Esta fantástica conclusão surge depois de actos levados a cabo por esta empresa e pela REFER, que se dão ao luxo de ludibriar as sucessivas tutelas com dados falsos acerca das actividades ferroviárias que desempenham, desde a década de 1980: redução e desadequação de horários, desinvestimento na manutenção dos elementos da via, emparedamento de estações, encerramento do troço Mirandela – Bragança (o de maior procura na Linha do Tua) na Noite do Roubo, etc. O próprio administrador nomeado pela CP para o Metro de Mirandela dá-se ao luxo de não apreciar propostas para a redução de custos de exploração, o que atesta o total desprezo desta empresa pública pela Linha do Tua.
Lembramos que o transporte alternativo era efectuado por táxi, com uma reduzidíssima oferta de lugares e horários simplesmente absurdos, ao contrário do que se passou por exemplo em linhas como as do Corgo e do Tâmega, que dispunham de melhores horários e de transporte em autocarros. Ademais, foi apenas por iniciativa do Metro de Mirandela que se conseguiu reduzir de forma significativa os custos com este transporte, ao abrir um concurso local a vários taxistas. Por iniciativa – ou puro laxismo – do Conselho de Administração da CP, a sangria de dinheiro público poderia ter continuado incólume.
Esta decisão unilateral contra um compromisso assumido perante e em conjunto com várias entidades públicas vem assim atirar com dezenas de habitantes do vale do Tua para um dia a dia sem qualquer transporte público, onerando em alguns casos de forma insustentável a sua qualidade de vida e a sua própria sobrevivência – caso de vários idosos que dependiam do comboio para as suas consultas médicas e compra de medicamentos, esmagados por pensões de miséria. Para além disso, vem colocar em xeque a existência do Metro de Mirandela, não apenas no troço Mirandela – Cachão, mas até no troço Mirandela – Carvalhais, onde os transportes rodoviários da Câmara Municipal de Mirandela não terão capacidade para transportar todos os alunos inscritos nas escolas situadas junto à estação de Carvalhais destas para a cidade. Nos principais horários dos dias de semana, o Metro de Mirandela circula LOTADO no pequeno troço de 4 km reaberto depois do encerramento decretado por um Governo de Cavaco Silva.
O MCLT urge assim à tutela que imponha ordem e respeito a este Conselho de Administração néscio, mesquinho e inconsequente. Fazemos sobretudo o apelo a uma concertação com a sociedade civil local, que conhece muito melhor as necessidades e acessibilidades da região que um Conselho de Administração sedeado a 400 km de distância. É urgente passar a gestão da exploração da Linha do Tua a uma entidade local e isenta, que entenda que as receitas de um caminho-de-ferro como a Linha do Tua vão muito além das que provêm apenas da bilheteira: provêm do turismo, do merchandising, da publicidade, de viagens charter, do aluguer de espaços nas estações, e do transporte de despachos. Estas componentes poderão assegurar um encaixe correspondente a pelo menos 50% daquele obtido nas bilheteiras, e que poderá, aliado a medidas de incentivo da utilização do comboio, significar a sustentabilidade financeira da exploradora da Linha do Tua, sem qualquer tipo de subsídio ou compensação do Estado.
 
Pelo MCLT
Mirandela, 2 de Julho de 2012

O que diz a comunicação social - Jul2012

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Projeto de Resolução de “Os Verdes” para parar Barragem de Foz Tua

Amanhã, quarta-feira, dia 4 de Julho, às 11.00h, a Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas irá pronunciar-se sobre o Projeto de Resolução de “Os Verdes” que visa parar as obras da Barragem de Foz Tua. 

A convicção de que a construção da Barragem de Foz Tua traz inúmeros prejuízos às populações locais, nomeadamente à sua mobilidade, à região e ao país, podendo vir a por em causa a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, e de que esta Barragem só beneficia os interesses da EDP, leva “OsVerdes” a persistirem na necessidade de por fim às obras.

No momento em que a violação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que esteve na base da autorização da construção da Barragem obtida pela EDP, se torna óbvia, designadamente no que diz respeito à mobilidade das populações, com o fim, no domingo passado, do serviço de táxis que garantia (ainda que mal) a pouca mobilidade às populações das aldeias do Vale do Tua, e no momento em que continua em aberto a ameaça sobre a classificação como Património da Humanidade do Alto Douro Vinhateiro, este Projeto de “O Verdes” é uma nova oportunidade para as forças políticas que pretendam defender as populações e a região, deem um sinal claro ao governo votando favoravelmente este Projeto.

Fonte: Partido Ecologista "Os Verdes"

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Latadas, 48º Km

Aspeto do antigo apeadeiro de Latadas ao 48º km. A primeira fotografia foi tirada em Novembro de 2008. Não existe qualquer edifício que do que foi o apeadeiro. Existe no local um antigo moinho de água e o rio apresenta uma paisagem bucólica.  É um local com uma beleza extraordinária.
A segunda fotografia mostra o aspeto do apeadeiro pelos anos 70. A fotografia é de autor desconhecido e foi retirada do sítio aventar.eu

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vale do Tua visto do ar (1/5)

 Nos próximos dias irei publicar um conjunto de fotografias de Alberto Aroso, realizadas numa viagem de helicóptero, em 2005, percorrendo o vale do Tua a Mirandela. O autor autorizou a publicação das fotografias no Blogue, o que me deixou bastante satisfeito. Esta é uma visão do vale pouco fotografada, quer por mim quer pelos restantes entusiasta da Linha, do Rio e do Vale que o têm percorrido nos últimos tempos.
Pelo aspeto da paisagem e pelo caudal do rio, as imagens devem ter sido obtidas em pleno Verão.
Na primeira fotografia vê-se S. Mamede de Riba Tua no alto da encosta. O troço da linha que se avista é anterior à apeadeiro de Tralhariz, conseguindo distinguir-se a entrada do túnel da Alvela ou de Tralhariz. O apeadeiro está escondido numa curva.
Na segunda fotografia nota-se a entrada zona mais difícil de abertura da linha, local onde existem dois túneis e um viaduto(Quilómetro 5º). Não chega a ver-se o 1.º túnel, das Fragas Más I. 
A terceira fotografia foi tirada ao ao quilómetro 7, apanhando a zona do Apeadeiro do Castanheiro. A construção não é visível porque está completamente encaixada na encosta mas. No rio há uma pequena praia de areia branca muito procurada por banhistas e pescadores. Também existiram algumas azenhas neste local,
A quarta fotografia penso que é a pequena distância da anterior. Na zona inferior vê-se a pequena praia de que falei.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O que diz a comunicação social - Mai2012

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