Defendem que a esta altura do campeonato a beleza natural do vale já não vai existir e que já só há a ganhar com o desenvolvimento que a obra traz à região.
Os presidentes de câmara da região do Alto Douro Vinhateiro dizem ser inaceitável parar nesta altura as obras da Barragem de Foz Tua. Depois dos ambientalistas, foi a vez de os autarcas dizerem o que pensam à delegação da UNESCO que está de visita à região.
As obras não podem parar, é a posição transmitida esta quarta-feira às técnicas da Unesco pelo presidente da Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua e da Comunidade Intermunicipal do Douro.
“Aquilo que tínhamos a perder já perdemos, que é de facto a questão da beleza selvagem, e aquilo que agora teríamos a ganhar, se parasse, não ganhávamos nada”, defende Artur Cascarejo.
“A beleza natural do vale enquanto vale selvagem já não vai existir. Vai existir é um projecto de desenvolvimento regional em parceria com as autoridades locais e com o Governo português, que têm um verdadeiro projecto de desenvolvimento integrado para todo o território”, argumenta.
“As populações do Vale do Tua não podem perder esta oportunidade porque ela representa o fim do esquecimento a que durante anos este território foi votado pelos diferentes Governos. Esta é uma oportunidade única que nós agarramos com todas as mãos e que portanto não vamos perder”, insiste ainda o autarca.
É possível compatibilizar a central hidroeléctrica com a paisagem Património da Humanidade, dizem os autarcas, que não aceitam perder um projecto que segundo eles trará desenvolvimento à região e ao país.
Sem grandes conclusões para divulgar, a delegação da UNESCO para já sublinha a importância de recolha de opiniões diversas sobre um projecto polémico com algum impacto em área protegida.
Fonte do texto: Renascença
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Tua: UNESCO recebida por manifestação de ambientalistas
De acordo com a Lusa, três especialistas do Comité do Património Mundial da UNESCO deslocaram-se ao Douro, esta semana, para avaliar, no local, os impactos provocados pelos trabalhos de construção da Barragem de Foz Tua, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.
A missão da UNESCO reúne-se hoje, na Régua, com organizações ligadas ao ambiente, que desde o início estão contra a construção do empreendimento hidroelétrico, como o Partido Ecologista «Os Verdes», a Quercus ou o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), e com os autarcas da região.
À chegada ao Museu do Douro, os técnicos foram recebidos por cerca de 20 manifestantes e uma das especialistas parou para falar com os ambientalistas e para tirar fotografias dos cartazes colocados nas paredes do edifício.
Nestes cartazes podia ler-se «STOP novas barragens», «Barragem de Foz Tua = cancro no Alto Douro Vinhateiro» ou «Barragens afundam património».
A visita ao Douro vinhateiro foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante a qual foi aprovado um «abrandamento significativo» das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.
Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto até ao final do ano.
Durante esta semana está a ser apresentado à UNESCO o projeto do arquiteto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroelétrica, inserida na área classificada, com a paisagem.
O projeto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.
Durante a realização desta nova missão, Portugal espera poder convencer a UNESCO, em definitivo, sobre a compatibilidade da construção da barragem no Tua, nos seus novos moldes, com a classificação do Douro como Património Mundial.
O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.
A barragem, cujas obras arrancaram há 15 meses, vai ocupar 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/unesco-tua-barragem-protesto-tvi24-regua/1365282-4071.html
Por: tvi24 | 1- 8- 2012 10: 4
terça-feira, 24 de julho de 2012
O Douro e a UNESCO
Ser representante de Portugal junto da UNESCO, em acumulação com as funções que desempenho em França, trouxe-me a responsabilidade acrescida de ter de cuidar, na linha da frente, de um conjunto de questões que ligam Portugal a diversas áreas de competência da organização. Devo dizer que, nestes meses, embora tenha tido de me "desmultiplicar" para poder atender a todo esse conjunto de tarefas, aprendi muito sobre mais esta dimensão multilateral da nossa política externa. E, devo dizer, estou a gostar da experiência.
Como é sabido, esta semana, em São Petersburgo, o Comité do Património da UNESCO debaterá uma resolução, preparada pelas instâncias próprias da organização, que apela à suspensão imediata das obras de construção de uma barragem perto da foz do rio Tua, por considerar que essa obra coloca em risco o equilíbrio global do Alto Douro Vinhateiro, como conjunto considerado património mundial.
Alguns países, organizações não-governamentais e diversas outras vozes, nomeadamente na imprensa, estão de acordo com os termos dessa resolução. O Estado português considera que, sendo embora essencial garantir a preservação do estatuto internacional atribuído ao Alto Douro Vinhateiro, tal não é incompatível com a edificação de uma barragem no rio Tua. E que, por essa razão, não se justifica, sem uma análise atenta a um conjunto de medidas que entretanto foram tomadas e outras que estão em análise, que tais obras sejam suspensas de imediato.
Não deixa de ser uma curiosa coincidência que o debate desta questão esteja a ser titulado, junto da UNESCO e em nome de Portugal, por alguém que nasceu a escassas dezenas de quilómetros do Douro e que hoje preside ao Conselho geral da Universidade da região. E que, porventura, gosta muito mais do Douro do que muitos dentre quantos, com outras legitimidades, se têm desdobrado em declarações inflamadas sobre o tema.
Publicado por Francisco Seixas da Costa no Blogue: duas ou três coisas (notas pouco diárias do embaixador português em França).
Aconselho a leitura do texto e os comentários, alguns deles de pessoas conhecidas e empenhadas na defesa doa linha e do vele do Tua.
Como é sabido, esta semana, em São Petersburgo, o Comité do Património da UNESCO debaterá uma resolução, preparada pelas instâncias próprias da organização, que apela à suspensão imediata das obras de construção de uma barragem perto da foz do rio Tua, por considerar que essa obra coloca em risco o equilíbrio global do Alto Douro Vinhateiro, como conjunto considerado património mundial.
Alguns países, organizações não-governamentais e diversas outras vozes, nomeadamente na imprensa, estão de acordo com os termos dessa resolução. O Estado português considera que, sendo embora essencial garantir a preservação do estatuto internacional atribuído ao Alto Douro Vinhateiro, tal não é incompatível com a edificação de uma barragem no rio Tua. E que, por essa razão, não se justifica, sem uma análise atenta a um conjunto de medidas que entretanto foram tomadas e outras que estão em análise, que tais obras sejam suspensas de imediato.
Não deixa de ser uma curiosa coincidência que o debate desta questão esteja a ser titulado, junto da UNESCO e em nome de Portugal, por alguém que nasceu a escassas dezenas de quilómetros do Douro e que hoje preside ao Conselho geral da Universidade da região. E que, porventura, gosta muito mais do Douro do que muitos dentre quantos, com outras legitimidades, se têm desdobrado em declarações inflamadas sobre o tema.
Publicado por Francisco Seixas da Costa no Blogue: duas ou três coisas (notas pouco diárias do embaixador português em França).
Aconselho a leitura do texto e os comentários, alguns deles de pessoas conhecidas e empenhadas na defesa doa linha e do vele do Tua.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
A UNESCO e o TUA
Bem pode o laureado Souto Moura, arquitecto muito apreciado e distinguido nos Foruns internacionais, puxar pela cabeça, esmerar-se e caprichar no seu projecto de tentar ocultar a gigantesca parede de betão que a poderosa EDP, contra ventos e marés sob os protestos de esclarecidos resistentes dos Movimentos Cívicos e insuspeitos órgãos de informação como é exemplo este jornal, decidiu construir na foz do rio Tua em arriscada e porventura negligente colisão com o estatuto do Douro Património Mundial.
Ainda que a sua obra possa ser aplaudida, cujo preço os portugueses por enquanto desconhecem mas que por certo não contemplará nenhum desconto ao dono da encomenda, ela será sempre um bonito penso de proteção em cima duma cicatriz testemunha de má e insensata intervenção do seu executor!
Chegados ao epílogo deste tempestuoso romance configurado na construção apressada duma barragem hidro-eléctrica no ponto onde o sofrido rio Tua se entrega extenuado no portentoso Douro, já não vale a pena argumentar com a destruição dum vale único pela sua singular beleza, nem da sua linha ferroviária orgulho da Engenharia portuguesa e que com alguma imaginação poderia ser a alavanca para o tão necessário quanto vital desenvolvimento sustentado da região empobrecida que parece não causar preocupação aos sucessivos governos da República. Como também não vale a pena trazer de novo à baila os poderosos argumentos fruto de cuidados estudos universitários que demonstram ser dispensável a intervenção no rio Tua como fonte de aumento de produção energética.
O que está agora em apreço é a anunciada visita da Unesco, agência das Nações Unidas para os assuntos da ciência e cultura com grande predomínio dos desafios ambientais e que deu finalmente um sinal de alerta recomendando o “Ralentissement” das obras que a EDP, frenética e arrogante, desencadeou num abrir e fechar de olhos! Da Unesco, todos esperamos uma decisão transparente, alheia a pressões e que defenda os valores um Património que sendo único, é da Humanidade e por isso de todos nós.
É que gato escondido com rabo de fora, não é do agrado de ninguém, nem é para os tempos que correm. O turismo internacional que ora invadiu o Douro, “a realidade mais séria que temos entre nós,”(1) e que tanto ajuda as nossas pobres finanças, não aceita nem perdoará beliscaduras na imaculada simbiose da natureza e do homem. Ainda que tenha a assinatura do melancólico e criativo Souto Moura!
Mirandela, 17-7-2012
José Manuel Pavão
(1) Miguel Torga
Ainda que a sua obra possa ser aplaudida, cujo preço os portugueses por enquanto desconhecem mas que por certo não contemplará nenhum desconto ao dono da encomenda, ela será sempre um bonito penso de proteção em cima duma cicatriz testemunha de má e insensata intervenção do seu executor!
Chegados ao epílogo deste tempestuoso romance configurado na construção apressada duma barragem hidro-eléctrica no ponto onde o sofrido rio Tua se entrega extenuado no portentoso Douro, já não vale a pena argumentar com a destruição dum vale único pela sua singular beleza, nem da sua linha ferroviária orgulho da Engenharia portuguesa e que com alguma imaginação poderia ser a alavanca para o tão necessário quanto vital desenvolvimento sustentado da região empobrecida que parece não causar preocupação aos sucessivos governos da República. Como também não vale a pena trazer de novo à baila os poderosos argumentos fruto de cuidados estudos universitários que demonstram ser dispensável a intervenção no rio Tua como fonte de aumento de produção energética.
O que está agora em apreço é a anunciada visita da Unesco, agência das Nações Unidas para os assuntos da ciência e cultura com grande predomínio dos desafios ambientais e que deu finalmente um sinal de alerta recomendando o “Ralentissement” das obras que a EDP, frenética e arrogante, desencadeou num abrir e fechar de olhos! Da Unesco, todos esperamos uma decisão transparente, alheia a pressões e que defenda os valores um Património que sendo único, é da Humanidade e por isso de todos nós.
É que gato escondido com rabo de fora, não é do agrado de ninguém, nem é para os tempos que correm. O turismo internacional que ora invadiu o Douro, “a realidade mais séria que temos entre nós,”(1) e que tanto ajuda as nossas pobres finanças, não aceita nem perdoará beliscaduras na imaculada simbiose da natureza e do homem. Ainda que tenha a assinatura do melancólico e criativo Souto Moura!
Mirandela, 17-7-2012
José Manuel Pavão
(1) Miguel Torga
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Stop the Tua River Dam - Parar a barragem do Tua
Why this is important
In May 2012, the World Heritage Committee of UNESCO, asked the Portuguese government to stop
the construction of the hidroelectric dam at the mouth of the Portuguese
River Tua. Its construction threatens the classified area of the Alto Douro Wine
Region.
Let's say to Portuguese Parliament that we are against the construction of this dam, which in addition to adversely affecting the our world cultural and natural heritage, will cause the cost per kWh of electrical energy production to be more than twice the current average cost of production, five times greater than just reinforcement of existing dams and twelve times greater than the implementation of measures for energy efficiency. Several new dams such as this one could imply a 10% increase in electricity bills of Portuguese families! The only ones benefiting from this are EDP (the biggest Portuguese energy corporation) and its managers.
The World Heritage Status of the Alto Douro Wine Region will be examined by the World Heritage Committee at its 36th session in St Petersburg 24 June-6 July 2012 ... but the Portuguese government is still defending the impossible - that the dam can be made compatible with the World heritage landscape.
We have no time to lose, sign the petition to stop the dam and save the river Tua, its natural environment and our common heritage (yes its yours too - its world heritage after all! ) and spread the word outside Portugal as international attention can make a huge difference!
Let's say to Portuguese Parliament that we are against the construction of this dam, which in addition to adversely affecting the our world cultural and natural heritage, will cause the cost per kWh of electrical energy production to be more than twice the current average cost of production, five times greater than just reinforcement of existing dams and twelve times greater than the implementation of measures for energy efficiency. Several new dams such as this one could imply a 10% increase in electricity bills of Portuguese families! The only ones benefiting from this are EDP (the biggest Portuguese energy corporation) and its managers.
The World Heritage Status of the Alto Douro Wine Region will be examined by the World Heritage Committee at its 36th session in St Petersburg 24 June-6 July 2012 ... but the Portuguese government is still defending the impossible - that the dam can be made compatible with the World heritage landscape.
We have no time to lose, sign the petition to stop the dam and save the river Tua, its natural environment and our common heritage (yes its yours too - its world heritage after all! ) and spread the word outside Portugal as international attention can make a huge difference!
Comunicado MCLT
O MCLT mostra-se chocado e
indignado pela impunidade com que o Conselho de Administração da CP tem lidado
com a Linha do Tua, os seus utentes e funcionários. No passado dia 1 de Julho,
quando nada o fazia prever, e sem qualquer tipo de aviso nas estações da Linha
do Tua – meramente no seu sítio na Internet – a CP concluiu de forma admirável
que o melhor meio de transporte para o vale do Tua é o rodoviário (algo
curiosamente desmentido no Estudo de Impacte Ambiental da barragem do Tua), o
qual etiqueta mesmo de mais ecológico que o próprio comboio. Como tal, faz
tábua rasa de um protocolo que assinou juntamente com 5 autarquias, a REFER e a
EDP, e unilateralmente e sem consultar nenhuma das partes decidiu acabar com o
transporte alternativo entre o Cachão e o Tua.
Esta fantástica conclusão surge
depois de actos levados a cabo por esta empresa e pela REFER, que se dão ao
luxo de ludibriar as sucessivas tutelas com dados falsos acerca das actividades
ferroviárias que desempenham, desde a década de 1980: redução e desadequação de
horários, desinvestimento na manutenção dos elementos da via, emparedamento de
estações, encerramento do troço Mirandela – Bragança (o de maior procura na
Linha do Tua) na Noite do Roubo, etc. O próprio administrador nomeado pela CP
para o Metro de Mirandela dá-se ao luxo de não apreciar propostas para a
redução de custos de exploração, o que atesta o total desprezo desta empresa
pública pela Linha do Tua.
Lembramos que o transporte
alternativo era efectuado por táxi, com uma reduzidíssima oferta de lugares e
horários simplesmente absurdos, ao contrário do que se passou por exemplo em
linhas como as do Corgo e do Tâmega, que dispunham de melhores horários e de
transporte em
autocarros. Ademais, foi apenas por iniciativa do Metro de
Mirandela que se conseguiu reduzir de forma significativa os custos com este
transporte, ao abrir um concurso local a vários taxistas. Por iniciativa – ou
puro laxismo – do Conselho de Administração da CP, a sangria de dinheiro
público poderia ter continuado incólume.
Esta decisão unilateral contra um
compromisso assumido perante e em conjunto com várias entidades públicas vem
assim atirar com dezenas de habitantes do vale do Tua para um dia a dia sem
qualquer transporte público, onerando em alguns casos de forma insustentável a
sua qualidade de vida e a sua própria sobrevivência – caso de vários idosos que
dependiam do comboio para as suas consultas médicas e compra de medicamentos,
esmagados por pensões de miséria. Para além disso, vem colocar em xeque a
existência do Metro de Mirandela, não apenas no troço Mirandela – Cachão, mas
até no troço Mirandela – Carvalhais, onde os transportes rodoviários da Câmara
Municipal de Mirandela não terão capacidade para transportar todos os alunos
inscritos nas escolas situadas junto à estação de Carvalhais destas para a
cidade. Nos principais horários dos dias de semana, o Metro de Mirandela
circula LOTADO no pequeno troço de 4
km reaberto depois do encerramento decretado por um
Governo de Cavaco Silva.
O MCLT urge assim à tutela que
imponha ordem e respeito a este Conselho de Administração néscio, mesquinho e
inconsequente. Fazemos sobretudo o apelo a uma concertação com a sociedade
civil local, que conhece muito melhor as necessidades e acessibilidades da
região que um Conselho de Administração sedeado a 400 km de distância. É
urgente passar a gestão da exploração da Linha do Tua a uma entidade
local e isenta, que entenda que as receitas de um caminho-de-ferro
como a Linha do Tua vão muito além das que provêm apenas da bilheteira: provêm
do turismo, do merchandising, da publicidade, de viagens charter, do aluguer de
espaços nas estações, e do transporte de despachos. Estas componentes poderão
assegurar um encaixe correspondente a pelo menos 50% daquele obtido nas
bilheteiras, e que poderá, aliado a medidas de incentivo da utilização do
comboio, significar a sustentabilidade financeira da exploradora da Linha do
Tua, sem qualquer tipo de subsídio ou compensação do Estado.
Pelo MCLT
Mirandela, 2 de Julho de 2012
O que diz a comunicação social - Jul2012
- 31.07.2012 - ptjornal - UNESCO chama ‘Os Verdes’ para discussão sobre barragem do Tua
- 30.07.2012 - TVI24 - Património em risco? UNESCO avalia barragem
- 30.07.2012 - Jornal Nordeste - “Barragem de Foz Tua não é necessária”
- 17.07.2012 - Terra Quente - População volta a ter taxis até ao Tua até setembro
- 09.07.2012 - Diário Digital - Linha do Tua: Transportes alternativos retomados quarta-feira
- 09.07.2012 - Expresso - Linha do Tua: Transportes alternativos retomados quarta-feira
- 06.07.2012 - Diário Digital - Linha do Tua: EDP desmente obrigação legal de assegurar transportes
- 05.07.2012 - RR - Bloco de Esquerda e Verdes insistem em parar barragem do Tua
- 04.07.2012 - Expresso - Linha do Tua: Movimento cívico indignado com suspensão de transportes alternativos sem aviso
- 04.07.2012 - Jornal Nordeste - Tua fica sem táxis
- 03.07.2012 - TSF - Foz Tua: Autarcas ameaçam opor-se a barragem se plano de mobilidade não for cumprido
- 02.07.2012 - RTP - Mirandela espera que Estado cumpra compromissos
- 02.07.2012 - RTP - Habitantes da zona do Tua queixam-se de falta de alternativas de transporte
- 02.07.2012 - RTP - Habitantes da região da linha ferroviária do Tua sem transportes
- 02.07.2012 - Sol - Transportes alternativos no Tua acabaram
- 02.07.2012 - Jornal de Notícias - Suspensão de transportes na Linha do Tua viola plano de mobilidade
Projeto de Resolução de “Os Verdes” para parar Barragem de Foz Tua
Amanhã, quarta-feira, dia 4 de Julho, às 11.00h, a Comissão
Parlamentar de Economia e Obras Públicas irá pronunciar-se sobre o
Projeto de Resolução de “Os Verdes” que visa parar as obras da Barragem
de Foz Tua.
A convicção de que a construção da Barragem de Foz Tua traz inúmeros prejuízos às populações locais, nomeadamente à sua mobilidade, à região e ao país, podendo vir a por em causa a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, e de que esta Barragem só beneficia os interesses da EDP, leva “OsVerdes” a persistirem na necessidade de por fim às obras.
No momento em que a violação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que esteve na base da autorização da construção da Barragem obtida pela EDP, se torna óbvia, designadamente no que diz respeito à mobilidade das populações, com o fim, no domingo passado, do serviço de táxis que garantia (ainda que mal) a pouca mobilidade às populações das aldeias do Vale do Tua, e no momento em que continua em aberto a ameaça sobre a classificação como Património da Humanidade do Alto Douro Vinhateiro, este Projeto de “O Verdes” é uma nova oportunidade para as forças políticas que pretendam defender as populações e a região, deem um sinal claro ao governo votando favoravelmente este Projeto.
Fonte: Partido Ecologista "Os Verdes"
A convicção de que a construção da Barragem de Foz Tua traz inúmeros prejuízos às populações locais, nomeadamente à sua mobilidade, à região e ao país, podendo vir a por em causa a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, e de que esta Barragem só beneficia os interesses da EDP, leva “OsVerdes” a persistirem na necessidade de por fim às obras.
No momento em que a violação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que esteve na base da autorização da construção da Barragem obtida pela EDP, se torna óbvia, designadamente no que diz respeito à mobilidade das populações, com o fim, no domingo passado, do serviço de táxis que garantia (ainda que mal) a pouca mobilidade às populações das aldeias do Vale do Tua, e no momento em que continua em aberto a ameaça sobre a classificação como Património da Humanidade do Alto Douro Vinhateiro, este Projeto de “O Verdes” é uma nova oportunidade para as forças políticas que pretendam defender as populações e a região, deem um sinal claro ao governo votando favoravelmente este Projeto.
Fonte: Partido Ecologista "Os Verdes"
segunda-feira, 2 de julho de 2012
O que diz a comunicação social - Jun2012
- 27.06.2012 - RTP - Nova missão da UNESCO visita o Douro em finais de julho
- 27.06.2012 - Público - UNESCO pede a Portugal para abrandar “significativamente” construção da barragem de Foz Tua
- 26.06.2012 - Gaia - Carta ao Primeiro- Ministro
- 05.06.2012 - RR - Bloco de Esquerda e Verdes insistem em parar barragem do Tua
domingo, 1 de julho de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Latadas, 48º Km
Aspeto do antigo apeadeiro de Latadas ao 48º km. A primeira fotografia foi tirada em Novembro de 2008. Não existe qualquer edifício que do que foi o apeadeiro. Existe no local um antigo moinho de água e o rio apresenta uma paisagem bucólica. É um local com uma beleza extraordinária.
A segunda fotografia mostra o aspeto do apeadeiro pelos anos 70. A fotografia é de autor desconhecido e foi retirada do sítio aventar.eu
A segunda fotografia mostra o aspeto do apeadeiro pelos anos 70. A fotografia é de autor desconhecido e foi retirada do sítio aventar.eu
terça-feira, 12 de junho de 2012
Vale do Tua visto do ar (1/5)
Nos próximos dias irei publicar um conjunto de fotografias de Alberto Aroso, realizadas numa viagem de helicóptero, em 2005, percorrendo o vale do Tua a Mirandela. O autor autorizou a publicação das fotografias no Blogue, o que me deixou bastante satisfeito. Esta é uma visão do vale pouco fotografada, quer por mim quer pelos restantes entusiasta da Linha, do Rio e do Vale que o têm percorrido nos últimos tempos.
Pelo aspeto da paisagem e pelo caudal do rio, as imagens devem ter sido obtidas em pleno Verão.
Na primeira fotografia vê-se S. Mamede de Riba Tua no alto da encosta. O troço da linha que se avista é anterior à apeadeiro de Tralhariz, conseguindo distinguir-se a entrada do túnel da Alvela ou de Tralhariz. O apeadeiro está escondido numa curva.
Na segunda fotografia nota-se a entrada zona mais difícil de abertura da linha, local onde existem dois túneis e um viaduto(Quilómetro 5º). Não chega a ver-se o 1.º túnel, das Fragas Más I.
A terceira fotografia foi tirada ao ao quilómetro 7, apanhando a zona do Apeadeiro do Castanheiro. A construção não é visível porque está completamente encaixada na encosta mas. No rio há uma pequena praia de areia branca muito procurada por banhistas e pescadores. Também existiram algumas azenhas neste local,
A quarta fotografia penso que é a pequena distância da anterior. Na zona inferior vê-se a pequena praia de que falei.
Pelo aspeto da paisagem e pelo caudal do rio, as imagens devem ter sido obtidas em pleno Verão.
Na primeira fotografia vê-se S. Mamede de Riba Tua no alto da encosta. O troço da linha que se avista é anterior à apeadeiro de Tralhariz, conseguindo distinguir-se a entrada do túnel da Alvela ou de Tralhariz. O apeadeiro está escondido numa curva.
Na segunda fotografia nota-se a entrada zona mais difícil de abertura da linha, local onde existem dois túneis e um viaduto(Quilómetro 5º). Não chega a ver-se o 1.º túnel, das Fragas Más I.
A terceira fotografia foi tirada ao ao quilómetro 7, apanhando a zona do Apeadeiro do Castanheiro. A construção não é visível porque está completamente encaixada na encosta mas. No rio há uma pequena praia de areia branca muito procurada por banhistas e pescadores. Também existiram algumas azenhas neste local,
A quarta fotografia penso que é a pequena distância da anterior. Na zona inferior vê-se a pequena praia de que falei.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O que diz a comunicação social - Mai2012
- 15.05.2012 - RTP - UNESCO exige paragem da obra na Barragem do Tua até que seja analisado impacto na paisagem
- 15.05.2012 - RTP - Autarca de Alijó diz que região não pode perder milhões de euros de investimento da barragem
- 15.05.2012 - DN - Impacto potencial da barragem do Tua devia ser estudado
- 15.05.2012 - DN - Os Verdes pretendem confrontar ministra do Ambiente na Assembleia da República
- 15.05.2012 - TVI24 - Douro: património mundial não está em causa
- 15.05.2012 - Correio da Manhã - Presidente da Câmara de Mirandela, António Branco Autarca considera difícil parar a barragem de Foz Tua
- 15.05.2012 - RTP - Governo disponível para responder às dúvidas da UNESCO sobre Barragem do Tua
- 15.05.2012 - RTP - Turismo do Douro pede que tudo seja feito para manter classificação como património mundial
- 15.05.2012 - RTP - Quercus acredita que Barragem do Tua poderá ter o mesmo destino que a de Foz Côa
- 15.05.2012 - RTP - UNESCO queixa-se de falta de informação do Estado português, explica Presidente do ICOMOS Portugal
- 15.05.2012 - RTP - UNESCO vai mandar parar obras de construção da Barragem do Tua
- 15.05.2012 - Boas Notícias - UNESCO manda parar barragem do Tua
- 15.05.2012 - Rostos.pt - Os Verdes” regozijam-se com proposta da UNESCOpara parar obras da Barragem de Foz Tua
- 15.05.2012 - Público - UNESCO quer mandar parar obras da barragem do Tua
terça-feira, 15 de maio de 2012
UNESCO quer mandar parar obras da barragem do Tua
Comité da UNESCO critica Portugal por não ter prestado informações sobre construção de barragens na altura do processo de candidatura do Douro Vinhateiro a património mundial.
O "Público" escreve que parar imediatamente as obras de construção da barragem da Foz do Tua, solicitar uma missão conjunta de análise à situação da área de paisagem classificada do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial e remeter um relatório atualizado até ao final de janeiro próximo. Estas são as principais exigências que o Comité do Património Mundial da UNESCO se prepara para adotar na sua reunião de junho, relativamente ao caso da construção da barragem da EDP na foz deste afluente do rio Douro.
Além daquelas exigências, é também colocado em causa o comportamento das autoridades portuguesas ao longo de todo o processo, classificando a postura dos responsáveis portugueses como de certa deslealdade, por não terem prestado qualquer informação sobre os projetos de construção da barragem e autorizaram a sua construção numa altura em que a missão de análise que visitava o local não tinha sequer ainda iniciado o seu relatório.
Quanto à parte decisória, a UNESCO quer "instar o Estado português a parar imediatamente todos os trabalhos de construção da barragem da Foz do Tua e toda a infraestrutura associada".
Fonte do texto: JN
terça-feira, 8 de maio de 2012
2012-05-07 Reporter TVI - Facturas de Betão
Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir. Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.
Este vídeo encontra-se alojado no Youtube, mas é possível vê-lo com bastante qualidade (não sei até quando)no próprio sítio web de TVI24 AQUI
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Grande Reportagem-Factura das Barragens - Carlos Enes
Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir.
Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.
TVI24
terça-feira, 24 de abril de 2012
Manifesto pelo Tua
Está iminente a destruição do Vale do Tua, um dos últimos rios da Europa em estado natural e um dos mais belos de Portugal. Os signatários defendem a paragem imediata das obras em Foz Tua, antes que sejam cometidos danos irreparáveis sobre um património de inestimável valor social, ecológico e económico, parte da nossa herança cultural e identidade nacional.
Sete razões objectivas para parar a construção da barragem de Foz Tua:
Sete razões objectivas para parar a construção da barragem de Foz Tua:
- 1. Não cumpre os objectivos.
- 2. Não é necessária.
- 3. É cara.
- 4. Há alternativas melhores.
- 5. É um atentado cultural.
- 6. É um atentado ambiental.
- 7. É um atentado social.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Barragem de Foz Tua: EN 212 cortada até abertura de troço alternativo na terça-feira
Vila Real, 23 abr (Lusa) - A Estrada Nacional 212, entre Alijó e Foz Tua, vai estar cortada ao trânsito até terça-feira devido a uma derrocada de pedras que ocorreu ao início da tarde, na sequência dos rebentamentos programados da construção da barragem.
Segundo disse à agência Lusa fonte da EDP, na terça-feira é aberto um troço alternativo que já estava a ser preparado para substituir esta parte da estrada, que se localiza a partir da descida de São Mamede de Ribatua para a foz do rio Tua.
Por volta das 12:00 de hoje, durante um dos rebentamentos programados e que ocorrem no âmbito da empreitada de construção da barragem, verificou-se uma projeção de pedras para a EN-212, o que obrigou a um desvio do trânsito para Alijó-Carlão ou Alijó-Castedo.
Fonte da Fotografia: Vale do Tua
Fonte do texto: Visão
Segundo disse à agência Lusa fonte da EDP, na terça-feira é aberto um troço alternativo que já estava a ser preparado para substituir esta parte da estrada, que se localiza a partir da descida de São Mamede de Ribatua para a foz do rio Tua.
Por volta das 12:00 de hoje, durante um dos rebentamentos programados e que ocorrem no âmbito da empreitada de construção da barragem, verificou-se uma projeção de pedras para a EN-212, o que obrigou a um desvio do trânsito para Alijó-Carlão ou Alijó-Castedo.
Fonte da Fotografia: Vale do Tua
Fonte do texto: Visão
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O que diz a comunicação social - Abr2012
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- 18.04.2012 - RTP- Governo "chumba" linha de alta tensão Tua/Armamar
- 11.04.2012 - GAIA - Personalidade do ano, crime ambiental da década -Defensores do Rio Tua estragam festa a Souto Moura
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