terça-feira, 3 de abril de 2012

Caminhadas na Linha do Tua - Informações

Amieiro/Santa Luzia
 Tenho recebido muitos pedidos de informação de pessoas que pretendem percorrer a Linha do Tua a pé. Está a começar uma época fantástica para o fazer. As perguntas prendem-se essencialmente com a questão das obras no local da barragem e com o horário e funcionamento dos transportes alternativos entre Foz-Tua e Mirandela.
A informação mais atualizada que consegui recolher é esta:
Possível percurso
Está fora de questão atravessar a pé a zona das obras da barragem. Além de proibido é perigoso e não podemos esquecer que ainda há pouco tempo morreram trabalhadores no local.
O fim de semana passado fiz uma caminhada que me permitiu estudar uma alternativa para contornar esta situação. Uma das possibilidades é saltar os três primeiros quilómetros da linha, que tinham uma beleza especial e obras de arte que nunca mais vão poder ser apreciadas, mas onde decorrem as principais obras. A interversão já se estende para além destes 3 primeiros quilómetros. O percurso pela linha, quando for ascendente, começará entre os terceiro e o quarto quilómetro, podendo estender-se até Mirandela, com bastante cuidado em Brunheda onde também decorrem obras da construção de uma ponte rodoviária sobre o rio Tua (IC5). Infelizmente, nos primeiros quilómetros (partindo do Tua), o relevo não ajuda muito (mas também é aí que está a singularidade do local) sendo necessário percorrer mais de 6 km para chegar à linha. Em caminhadas descendentes (em direção ao Tua) também pode ser usado o mesmo percurso, tomando o caminho que indico no mapa, logo depois do apeadeiro de Tralhariz, exatamente no local onde terminou o arranque dos carris.
Zona de encontro entre o caminho indicado e a Linha do Tua
A ligação entre Foz-Tua e Fiolhal não é feita por nenhum transporte público. Ou se utiliza transporte próprio, ou se recorre ao serviço de táxis (Táxi do Castanheiro 278 685 241). A rede de telemóvel é muito deficiente pelo que o contacto com algum táxi deve ser feito previamente.
A ligação entre Foz-Tua e Fiolhal pela estrada Nacional 214 pode ser feita de carro ligeiro ou a pé. Se for em caminhada podem ser feitos alguns atalhos, mas vão despender muita energia e tempo, preciosos para quem vai caminhar quase duas dezenas de quilómetros. A parte entre Fiolhal e a Linha pode ser feito por veículos todo-terreno. O meu conselho é que a caminhada comece logo no Fiolhal. O percurso é descendente, bonito e compensa um pouco a impossibilidade de se passar na zona das obras.
Tunel/Viaduto das Presas - Zona das obras
O Metro de Mirandela continua em funcionamento até ao Cachão e o restante serviço alternativo até Foz-Tua continua ativo (não sei até quando). Uma das confusões para quem não conhece o traçado da linha é pensar que este serviço acompanha a Linha. É impossível acompanhar o traçado da Linha, e, por isso, é que ela tão importante. O táxi aproxima-se das principais estações e apeadeiros, mas passa longe de muitos outros. Entre Foz-Tua e Brunheda (21 km) não há possibilidade de aceder a este serviço.
Outra questão que me é colocada frequentemente é sobre o alojamento ou a possibilidade de acampar. Não há nenhuma unidade hoteleira nas proximidades de linha, à exceção de Foz-Tua (Casa do Tua), Vilarinho das Azenhas e Mirandela. As restantes alternativas exigem sempre deslocação de mais de uma dezena de quilómetros para Alijó, Carrazeda de Ansiães, Tralhariz, Pombal de Ansiães, Vilarinho da Castanheira, etc.
Horários da Agenda Cultural de Mirandela de Janeiro de 2012
Para acampar ao longo da linha, depende dos hábitos e das necessidades de cada um. As estações não oferecem grandes ou nenhumas facilidades, embora nalgumas seja possível utilizar espaços cobertos, no caso de mau tempo. Se eu pensasse em acampar escolheria S. Lourenço (há banhos e água potável) e/ou Brunheda.
Quando fizerem caminhadas na Linha do Tua (há uma grande hipótese de me encontrarem), não se esqueçam de enviar para este blogue - A LINHA É TUA, algumas fotografias e parágrafos para partilhar com o mundo quanto é belo este recanto vendido à EDP (ou será que foi à China?). Fico à espera.

Posto de Turismo de Mirandela (Número Verde): 800 300 278
Táxi (Castanheiro): 278 685 241
Casa do Tua: 278 681 116
Hotel Casal de Tralhariz: 278 681 042
Casa Dona Urraca: 919 700 83
Casa das Azenhas: 278 511 129
Hotel Rural Flor do Monte: 278 660 010

GPSies - Tua_LinhadoTua

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que diz a comunicação social - Mar2012

 Outras notícias

Ecos do Acampamento

Seria um erro. Seria um erro muito grande se permitíssemos a construção da barragem edp em Foz-Tua. Seria um erro ser conivente com tamanha construção erguida no seio do Património da Humanidade. Por este motivo estamos no acampamento e fazemos o convite a todos os que se dignam em defender o Património Natural e Cultural. Convidámos todos a não cometer o erro de ver o Vale do Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro ser afundado.

Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para quem conhece a beleza deste vale, o local de construção é um cenário dantesco, revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. A simbiose do labor do homem com a Natureza, muito característica desta região está a ser completamente desvirtuada pela corrupção humana.

Entendemos que este é o momento Actuar. A construção da barragem do Tua apenas traz proveito para os interesse dos tecnocratas na monopolização dos recursos naturais comuns. O Rio Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro fazem parte do Património da Humanidade em Trás-os-Montes e Alto Douro. A partir de amanhã iremos publicamente expulsar empresas facciosas como a EDP, a Mota Engil e a Somague do nosso Património. Iremos denunciá-los e acusá-los publicamente de prevaricação e atentado crime contra o Património e contra o Ambiente.

Não estamos sós. Os habitantes da região não têm escondido a sua revolta em relação à barragem e têm dado o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. É importante para nós sentir o calor humano, é importante sentir que o logro das políticas energéticas são faliciosas, é importante para nós sentir que as pessoas não querem ver o Património destruído, espoliado e coberto de cimento! O Rio Tua é muito mais que cimento e betão. O Rio, a Linha, o Vale não têm igual noutro país. Todo este Património vale mais que todas as barragens juntas construídas em Portugal

Somos pouco, Somos! Temos poucos meios, Temos! Pensamos diferente, Pensamos! É isso que nos move. A nossa diferença e o nosso direito em distinguir-mo-nos de partidos políticos e empresas público-privadas que afundam o Património e poluem o nosso Planeta. Apenas temos um planeta mas consumimos energia de três planetas. Por isso, existem 156 grandes barragens em Portugal e 50 na bacia hidrográfica do Douro, mas não é o suficiente, nunca é suficiente. O Douro, o Tâmega o Sabor e agora o Tua. Onde vamos parar? Quando tivermos roubado todos os recursos às gerações futuras?

Não. A gula, corrupção e avareza da EDP pára aqui!

O Governo está contra os portugueses e está contra o Património. Mas não permitimos que nos enfiem mentiras pelas goelas abaixo. As mentiras sobre produção de energia, as mentiras sobre independência energética e as mentiras do mito das hidroeléctricas promoverem o desenvolvimento regional. Mentiras que destroem de década para década a identidade cultural e os recursos naturais e monumentais do país. Queremos a mudança. Queremos, podemos e desfazemos. Parem a construção da barragem em Foz Tua Agora!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Acampamento Actua pelo Tua

Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, a cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. O acampamento será também uma ocasião para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos e todas: a troca de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as pessoas afectadas pela construção da barragem, para exigir a suspensão imediata dos trabalhos de construção. Não podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua.

Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.

Mais informação no Blogue: http://acampamentoactua.wordpress.com/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos

Cinco operários ficaram feridos num acidente de trabalho que ocorreu, ao início da tarde desta quarta-feira, nas obras da barragem do Tua, que está a ser construída entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó. A frente de obra foi suspensa por ordem da Autoridade para as Condições de Trabalho que já abriu um inquérito para apurar as causas do sinistro.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó, José Rebelo, confirmou, ao JN, que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que "dores no tórax" e a sua estabilização requereu a presença no local de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). Os outros trabalhadores envolvidos na ocorrência sofreram ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços. Todos foram transportados para o Hospital de Vila Real.

A EDP explicou, em comunicado, que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita do rio Tua (Alijó)", no âmbito da execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212. Nesta operação que envolveu explosivos, "fragmentos de rocha atingiram trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda (Carrazeda de Ansiães).

Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos e residem na área de Marco de Canaveses, Esposende e Braga.

Este foi o segundo acidente de trabalho, no espaço de duas semanas, nas obras da barragem do Tua. No primeiro, no dia 26 de Janeiro, morreram três operários na sequência de uma derrocada de pedras.

Entretanto, o grupo ambientalista GEOTA enviou esta quarta-feira para a Comissão Europeia uma queixa sobra a barragem de Foz Tua, considerando-a uma das "mais danosas" e defendendo que a sua construção deve "cessar imediatamente".


Fonte: Eduardo Pinto - Jornal de Notícias

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O que diz a comunicação social - Jan2012

 Outras notícias

Acidente na barragem do Tua faz três mortos


Três trabalhadores morreram esta quinta-feira soterrados, na sequência de um acidente ocorrido nas obras da barragem da Foz do Tua.

Na origem do acidente terá estado um aluimento de terras no local onde decorriam as obras, que terá levado à queda de uma máquina.

O número de vítimas mortais foi entretanto confirmado à Sic Notícias pelo vice-presidente da câmara de Alijó, Adérito Figueira.

O mesmo responsável não adiantou as razões que motivaram o acidente, por serem ainda escassas as informações, mas disse que não deverão existir mais vítimas a lamentar entre os trabalhadores.

Notícia atualizada às 15.10 horas
Fonte: A Bola.pt

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tragédia de Ribadelago em exposição em Foz Côa

A exposição "Ribadelago, a morte de uma aldeia" estará patente de 22 de Janeiro a 19 de Fevereiro, em Vila Nova de Foz Côa.

Ribadelago, aldeia da comarca de Sanábria (vizinha do concelho de Bragança), fundada na Alta Idade Média próximo do belo lago glaciar, desapareceu do mapa numa madrugada do mês de Janeiro de 1959, arrastada por uma tromba de água proveniente do rebentamento do paredão da barragem hidroeléctrica de Vega de Tera, inaugurada cerca de 3 anos antes.

Na tragédia, pereceram 144 dos seus 549 habitantes - dos quais somente se recuperaram 28 cadáveres -, 60% das casas foram arrasadas e morreram 1.500 animais.

Foi a aldeia reconstruida, num outro local, a que o ditador Franco chamou “Ribadelago de Franco”, hoje “Ribadelago Nuevo”.


Esta exposição pretende homenagear as vítimas dessa tragédia e contribuir para não deixar cair no esquecimento, a dívida que o povo de Espanha tem para com estes sanabreses, nossos vizinhos raianos e irmãos no infortúnio, num momento em que o Douro Transmontano é alvo da soberba humana na questão do PNBEPH.

Autor: Asociación Hijos de Ribadelago
Local: Sala de Exposições
Organização: Fozcôactiva, E.E.M

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Assembleia da República - petição que defende a reabertura à circulação da Linha do Tua


Caros Amigos do Tua,

Para informação e participação, no dia 26 de Janeiro de 2012, subirá ao plenário da Assembleia da República uma petição que defende a reabertura à circulação da Linha do Tua, levada a cabo pelo Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua (MCDLT). Todos os cidadãos podem assistir à discussão em plenário, na AR.

Lembro que este movimento teve origem numa das aldeias do Vale do Tua, em Codeçais, em 2009. Desde então, mais um conjunto de iniciativas foram encetadas, com uma dinâmica e emoção próprias de gente que move montanhas! Esta petição reuniu mais de 4000 assinaturas, o número mínimo necessário para ser levada a plenário, e foi conseguida à custa de muito esforço, percorrendo feiras, comboios, hospitais, escolas, etc...Onde houvesse gente que pudesse defender a Linha e o Vale do Tua, a Graciela, o Armando ou a Paula, entre outros, lá estavam para recolher mais um apoio!

De salientar também o esforço e atenção dada a esta petição pelo relator da mesma na AR, o deputado do PCP, Dr. Bruno Dias. Durante este processo, fez questão de ouvir todos os intervenientes do processo e reuniu localmente com cidadãos e várias entidades.

Um grande muito obrigada a todos os envolvidos nesta petição e nas muitas outras acções em defesa da linha do Tua.

No próximo dia 26 de Janeiro, lá estaremos nas galerias da Assembleia da Republica, escutando com atenção o que os deputados dos vários partidos politicos dirão sobre o Tua. Mais uma vez, lá estaremos.


Tenho que confessar que estou particularmente curiosa com o comportamento dos novos e ilustres deputados, representantes dos distritos de Bragança e Vila Real...
Será que no momento da discussão vão ausentar-se do plenário como outros o fizeram? Ou será que vão assumir uma posição publica em defesa dos interesses do património transmontano e duriense, como outros, na mesma situação, não o fizeram?

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/01/18/debate-quinzenal-com-primeiro-ministro-a-3-de-fevereiro-intervencaoinicial-sera-do-pcp


Agradecemos a presença de todos na Assembleia da Republica, em apoio a esta iniciativa e em defesa do Vale e da Linha do Tua.

Com os melhores cumprimentos,
Célia Quintas

sábado, 7 de janeiro de 2012

Mogadouro // População de Bemposta contra cor da barragem


Amarelo-choque colocado pela EDP representa um investimento de 150 mil euros, mas ambientalistas e população não gostam

A população de Bemposta, no concelho de Mogadouro não gostou de ver a barragem construída na freguesia, há mais de 40 anos, pintada de amarelo-choque, após uma intervenção artística promovida pela EDP. A intervenção apelidada de “artística” fez que algumas plataformas ambientalista se colocassem de imediato ao lado da população, tentando, também, saber o porquê de tal” obra de arte” em pleno Douro Internacional.


Fonte: Mensageiro de Bragança

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A estratégia do muro pintado ou a lápide do Tua vai ser linda

De repente, os cérebros iluminados dos responsáveis pelo crime do Vale do Tua, engendraram uma estratégia para desviar a atenção dos cidadãos da delapidação patrimonial inconcebível que se chama: “o alagamento do Vale do Tua”: concentrar as atenções no paredão com cerca de 100 metros de altura, que é o corpo visível mais relevante da barragem.
Então, e segundo eles, é assim:
O que vai afetar a paisagem é o tal paredão, pelo que há que resolver o assunto de forma integrá-lo na dita paisagem. Porque o problema é o paredão, esmagador e pesado.
E nesta estratégia, o primeiro a alinhar foi o Secretário de Estado Francisco José Viegas que, publicamente, até disse que o melhor talvez fosse pintar o muro de verde.
O assunto deu que falar e toda a gente comentou a genial solução do responsável cultural do país. Logo de seguida a EDP não o faz por menos, e anuncia a contratação do laureado arquiteto Souto Moura, para fazer o projeto de integração paisagística do muro. O assunto volta outra vez a ser falado e vivamente discutido. E, para não se perder o balanço, a EDP anuncia que a obra de Souto Moura vai ser um ex-libris do Douro.
E toda a gente discute o muro. Segundo eles, o muro é que é o problema. Mas vai ser resolvido.
Mas só é enganado quem quer. É que problema não é o muro da barragem. O muro é o menos. Fosse o muro o nosso problema! 

Continuar a ler aqui

Texto da autoria de Francisco Gouveia, Eng.º, publicado em Notícias do Douro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

RAIDóTUA


fotos by Carlos Marinho

O TUA é de TODOS…
Foi assim que o CLAC - Clube de Lazer Aventura e Competição do Entroncamento, contribuiu para a causa do Vale do Tua. Ao organizar o RAIDóTUA, levou consigo doze amigos que tinham como objectivo fazer os 47 km em autonomia de toda a linha desactivada. Quase mil fotografias tiradas que ficaram na nossa memória. E assim divulgámos toda a beleza de uma zona lindíssima com um grande potencial turístico. Para finalizar, um sentimento de tristeza e impotência que se apodera de nós, que depois de mais de 40 km paradisíacos, o desventrar das fragas que não resistiram à condição humana.
A 9 e 10 de Dezembro de 2011

João Pimenta – CLAC – Entroncamento

sábado, 17 de dezembro de 2011

Linha do Tua é a morte anunciada dos Transmontanos

 São poucas as coisas de que os transmontanos se podem orgulhar, além do bom vinho, do fumeiro, e do azeite reconhecido mundialmente, temos o rio Tua e a linha que acompanha o seu serpenteio. Estamos a falar do último rio selvagem em Portugal, à beira da extinção logo a seguir à morte anunciada e executada no Rio Sabor.
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.

Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

10 anos da Classificação do Alto Douro Vinhateiro

Nos últimos dias vieram a publico noticias preocupantes da possível desclassificação do Alto Douro Vinhateiro pela UNESCO, devido á construção da Barragem de Foz Tua. A este propósito queremos mostrar a nossa preocupação e indignação com as más decisões acerca do futuro do Vale do Douro e do Tua!

Convidamos todos os defensores do Douro e do Vale do Tua a estarem presentes nas comemorações dos 10 anos do Douro Património da Humanidade e a vestir de Luto!
Tragam faixas e bandeiras negras! Vamos mostrar que não aceitamos a vergonha que é a Barragem do Tua!! Vamos fazer parar este crime!!

Francisco José Viegas Secretário de Estado da Cultura será um dos ilustres presentes nesta comemoração. Será muito importante a Vossa presença!

Apareçam na cidade de Peso da Régua, dia 14 de Dezembro, à entrada do Museu do Douro às 9.30h!
Apareçam e divulguem!!


From: Vila Real e Viseu QUERCUS quercus.vila.real.viseu@gmail.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que diz a comunicação social - Dez2011

 Outras notícias

Barragem do Tua pode levar a Região do Douro Vinhateiro a perder a classificação de Património da Humanidade


Património da Humanidade, ou Betão?

MCLT - Comunicado
Património da Humanidade, ou Betão?

Desde Junho de 2009 que o MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua vinha a alertar para o perigo real de desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, graças à construção da barragem do Tua. Finalmente a UNESCO veio confirmar o nosso receio, e não é com o pó de arroz de um galardoado arquitecto nacional que este problema será de todo contornado, demais a mais num edifício de 6 andares a apenas 500 metros da foz do Tua, tendo como enquadramento uma parede de betão de 100 metros de altura. Apenas lamentamos que a voz da UNESCO tenha sido “abafada” desde Agosto pelo actual Governo, uma prática já utilizada pelo anterior Governo no dossiê Tua.
A questão é agora incontornável: ou o Governo opta por deixar prosseguir uma barragem de Sócrates, cujos argumentos falaciosos para a sua construção foram todos rebatidos um a um por mais do que uma vez, ou opta por salvar a classificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, naquela que é a 3ª região turística mais importante do país.
Para além do silêncio do Governo sobre o arrasador relatório da UNESCO, registamos as infelizes bacoradas da Ministra Assunção Cristas, segundo a qual o paredão desta barragem já estaria construído, e que seria impossível agora parar com a construção da mesma por causa do encaixe financeiro do pagamento da EDP pela sua concessão, sendo que o seu impacte em área classificada nem seria muito grande. Na verdade, não existe paredão, é preferível parar com esta loucura já! E, como finalmente ficou a descoberto, a barragem do Tua, se construída, VAI levar à desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, por muito que Francisco José Viegas diga o contrário. Aliás, contra aquilo que o Secretário de Estado disse, relembre-se o vergonhoso arquivamento do pedido de classificação da Linha do Tua como Património Nacional, para ver se a Cultura foi ou não ouvida sobre este assunto, sob os auspícios da nada saudosa Ministra Gabriela Canavilhas.
Já uma representante da UNESCO em Portugal, Clara Bertrand Cabral, a 21 de Novembro, dizia num tom de estupefacção “Nunca ouvi de que o Douro pudesse ser desclassificado, não sei de onde vem essa ideia porque aqui não temos qualquer informação sobre isso”, e ainda que “E nunca se falou sequer que o Douro pudesse ir para essa lista. Portanto não sei de onde vem essa ideia”. Todos sabemos agora de onde veio a ideia: da própria UNESCO.
É mais que lamentável, é criminosa, a forma como este Governo está a conduzir este assunto, num lavar de mãos abjecto e alarmantemente danoso para o país. Esta é a sua última oportunidade para, em consciência ou por obrigação, anular esta odiosa Parceria Público Privada, plena de destruição de riqueza e de valores económico-sociais e vazia de argumentos para a sua construção; não o fazendo, Passos Coelho junta a sua assinatura à de José Sócrates e Francisco José Viegas na destruição de Trás-os-Montes e Alto Douro, terra natal destas três personalidades.
Em anexo junta-se um mapa extraído do EIA (ano 2008), onde inequivocamente está representado o contorno da área classificada e os elementos da barragem.
Mapa constante no Estudo de Impacta Ambiental da Barragem do Tua

Pelo MCLT
Mirandela, 7 de Novembro de 2011