- 30.03.2012 - RTP - Plano de mobilidade e reativação da linha só avança com 75 milhões de fundos comunitários
- 26.03.2012 - RTP - Trabalhos na zona de acidente mortal em Foz Tua só serão retomados com um novo acesso
- 13.03.2012 - GAIA - Dia Internacional pelos Rios - Dezenas acampam em Foz-Tua contra a barragem da EDP
- 06.03.2012 - RTP Notícias - Ambientalistas e defensores do vale e da linha do Tua vão promover um acampamento, entre sábado e o dia 18 de março, contra a barragem que a EDP está a construir na foz do Tua.
- 06.03.2012 - Lusa - Barragem Foz Tua: Ambientalistas e defensores da Linha do Tua promovem acampamento de protesto
- 04.03.2012 - GAIA - Tua - Chumbo da linha de muito alta tensão
sexta-feira, 16 de março de 2012
O que diz a comunicação social - Mar2012
Ecos do Acampamento
Seria um erro. Seria um erro muito grande se permitíssemos a construção da barragem edp em Foz-Tua. Seria um erro ser conivente com tamanha construção erguida no seio do Património da Humanidade. Por este motivo estamos no acampamento e fazemos o convite a todos os que se dignam em defender o Património Natural e Cultural. Convidámos todos a não cometer o erro de ver o Vale do Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro ser afundado.
Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para quem conhece a beleza deste vale, o local de construção é um cenário dantesco, revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. A simbiose do labor do homem com a Natureza, muito característica desta região está a ser completamente desvirtuada pela corrupção humana.
Entendemos que este é o momento Actuar. A construção da barragem do Tua apenas traz proveito para os interesse dos tecnocratas na monopolização dos recursos naturais comuns. O Rio Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro fazem parte do Património da Humanidade em Trás-os-Montes e Alto Douro. A partir de amanhã iremos publicamente expulsar empresas facciosas como a EDP, a Mota Engil e a Somague do nosso Património. Iremos denunciá-los e acusá-los publicamente de prevaricação e atentado crime contra o Património e contra o Ambiente.
Não estamos sós. Os habitantes da região não têm escondido a sua revolta em relação à barragem e têm dado o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. É importante para nós sentir o calor humano, é importante sentir que o logro das políticas energéticas são faliciosas, é importante para nós sentir que as pessoas não querem ver o Património destruído, espoliado e coberto de cimento! O Rio Tua é muito mais que cimento e betão. O Rio, a Linha, o Vale não têm igual noutro país. Todo este Património vale mais que todas as barragens juntas construídas em Portugal
Somos pouco, Somos! Temos poucos meios, Temos! Pensamos diferente, Pensamos! É isso que nos move. A nossa diferença e o nosso direito em distinguir-mo-nos de partidos políticos e empresas público-privadas que afundam o Património e poluem o nosso Planeta. Apenas temos um planeta mas consumimos energia de três planetas. Por isso, existem 156 grandes barragens em Portugal e 50 na bacia hidrográfica do Douro, mas não é o suficiente, nunca é suficiente. O Douro, o Tâmega o Sabor e agora o Tua. Onde vamos parar? Quando tivermos roubado todos os recursos às gerações futuras?
Não. A gula, corrupção e avareza da EDP pára aqui!
O Governo está contra os portugueses e está contra o Património. Mas não permitimos que nos enfiem mentiras pelas goelas abaixo. As mentiras sobre produção de energia, as mentiras sobre independência energética e as mentiras do mito das hidroeléctricas promoverem o desenvolvimento regional. Mentiras que destroem de década para década a identidade cultural e os recursos naturais e monumentais do país. Queremos a mudança. Queremos, podemos e desfazemos. Parem a construção da barragem em Foz Tua Agora!
Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para quem conhece a beleza deste vale, o local de construção é um cenário dantesco, revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. A simbiose do labor do homem com a Natureza, muito característica desta região está a ser completamente desvirtuada pela corrupção humana.
Entendemos que este é o momento Actuar. A construção da barragem do Tua apenas traz proveito para os interesse dos tecnocratas na monopolização dos recursos naturais comuns. O Rio Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro fazem parte do Património da Humanidade em Trás-os-Montes e Alto Douro. A partir de amanhã iremos publicamente expulsar empresas facciosas como a EDP, a Mota Engil e a Somague do nosso Património. Iremos denunciá-los e acusá-los publicamente de prevaricação e atentado crime contra o Património e contra o Ambiente.
Não estamos sós. Os habitantes da região não têm escondido a sua revolta em relação à barragem e têm dado o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. É importante para nós sentir o calor humano, é importante sentir que o logro das políticas energéticas são faliciosas, é importante para nós sentir que as pessoas não querem ver o Património destruído, espoliado e coberto de cimento! O Rio Tua é muito mais que cimento e betão. O Rio, a Linha, o Vale não têm igual noutro país. Todo este Património vale mais que todas as barragens juntas construídas em Portugal
Somos pouco, Somos! Temos poucos meios, Temos! Pensamos diferente, Pensamos! É isso que nos move. A nossa diferença e o nosso direito em distinguir-mo-nos de partidos políticos e empresas público-privadas que afundam o Património e poluem o nosso Planeta. Apenas temos um planeta mas consumimos energia de três planetas. Por isso, existem 156 grandes barragens em Portugal e 50 na bacia hidrográfica do Douro, mas não é o suficiente, nunca é suficiente. O Douro, o Tâmega o Sabor e agora o Tua. Onde vamos parar? Quando tivermos roubado todos os recursos às gerações futuras?
Não. A gula, corrupção e avareza da EDP pára aqui!
O Governo está contra os portugueses e está contra o Património. Mas não permitimos que nos enfiem mentiras pelas goelas abaixo. As mentiras sobre produção de energia, as mentiras sobre independência energética e as mentiras do mito das hidroeléctricas promoverem o desenvolvimento regional. Mentiras que destroem de década para década a identidade cultural e os recursos naturais e monumentais do país. Queremos a mudança. Queremos, podemos e desfazemos. Parem a construção da barragem em Foz Tua Agora!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Acampamento Actua pelo Tua
Este acampamento pretende reflectir sobre o momento actual que vive Trás-os-Montes e, em especial, a Linha do Tua e ao mesmo tempo, partilhar a realidade, a cultura de uma comunidade que há muitos anos sente e vive o Vale do Tua. O acampamento será também uma ocasião para criar redes entre as pessoas, fortalecendo a aprendizagem entre todos e todas: a troca de experiências e difusão de informação sobre questões ambientais, sociais e políticas. Será também um espaço para acções de protesto, junto aos locais e com as pessoas afectadas pela construção da barragem, para exigir a suspensão imediata dos trabalhos de construção. Não podemos permitir que a construção da barragem condene a Região do Vale do Tua com a desclassificação do Alto Douro Vinhateiro e a submersão da centenária Linha do Tua.
Do dia 10 ao dia 18 de Março iremos organizar um acampamento pela preservação do Vale do Tua e pela censura pública dos promotores deste empreendimento.
Mais informação no Blogue: http://acampamentoactua.wordpress.com/
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O que diz a comunicação social - Fev2012
- 08.02.2012 - TSF - Geota envia queixa para Bruxelas sobre barragem de Foz Tua
- 08.02.2012 - TSF - Foz Tua: ACT vai abrir inquérito e suspende obras no local do acidente
- 08.02.2012 - TSF - Foz Tua: Acidente em barragem ficou a dever-se a um rebentamento
- 03.02.2012 - Correio da Manha - Movimento pela Linha do Tua pede segurança na construção da barragem
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Acidente na barragem do Tua causa cinco feridos
Cinco operários ficaram feridos num acidente de trabalho que ocorreu, ao início da tarde desta quarta-feira, nas obras da barragem do Tua, que está a ser construída entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães e Alijó. A frente de obra foi suspensa por ordem da Autoridade para as Condições de Trabalho que já abriu um inquérito para apurar as causas do sinistro.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó, José Rebelo, confirmou, ao JN, que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que "dores no tórax" e a sua estabilização requereu a presença no local de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). Os outros trabalhadores envolvidos na ocorrência sofreram ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços. Todos foram transportados para o Hospital de Vila Real.
A EDP explicou, em comunicado, que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita do rio Tua (Alijó)", no âmbito da execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212. Nesta operação que envolveu explosivos, "fragmentos de rocha atingiram trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda (Carrazeda de Ansiães).
Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos e residem na área de Marco de Canaveses, Esposende e Braga.
Este foi o segundo acidente de trabalho, no espaço de duas semanas, nas obras da barragem do Tua. No primeiro, no dia 26 de Janeiro, morreram três operários na sequência de uma derrocada de pedras.
Entretanto, o grupo ambientalista GEOTA enviou esta quarta-feira para a Comissão Europeia uma queixa sobra a barragem de Foz Tua, considerando-a uma das "mais danosas" e defendendo que a sua construção deve "cessar imediatamente".
Fonte: Eduardo Pinto - Jornal de Notícias
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alijó, José Rebelo, confirmou, ao JN, que o ferido que inspirou mais cuidados queixava-se que "dores no tórax" e a sua estabilização requereu a presença no local de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). Os outros trabalhadores envolvidos na ocorrência sofreram ferimentos ligeiros ao nível do tronco e dos braços. Todos foram transportados para o Hospital de Vila Real.
A EDP explicou, em comunicado, que o acidente aconteceu às 14.45 horas "na sequência de um desmonte de rocha efectuado na margem direita do rio Tua (Alijó)", no âmbito da execução do desvio provisório da Estrada Nacional 212. Nesta operação que envolveu explosivos, "fragmentos de rocha atingiram trabalhadores que se encontravam a montar cofragens na boca de saída do túnel de derivação provisória do rio, na margem esquerda (Carrazeda de Ansiães).
Os trabalhadores feridos têm idades compreendidas entre os 25 e os 40 anos e residem na área de Marco de Canaveses, Esposende e Braga.
Este foi o segundo acidente de trabalho, no espaço de duas semanas, nas obras da barragem do Tua. No primeiro, no dia 26 de Janeiro, morreram três operários na sequência de uma derrocada de pedras.
Entretanto, o grupo ambientalista GEOTA enviou esta quarta-feira para a Comissão Europeia uma queixa sobra a barragem de Foz Tua, considerando-a uma das "mais danosas" e defendendo que a sua construção deve "cessar imediatamente".
Fonte: Eduardo Pinto - Jornal de Notícias
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O que diz a comunicação social - Jan2012
- 31.01.2012 - Jornal Nordeste - Obras na barragem do Tua param devido a acidente mortal
- 30.01.2012 - Notícias de Vila Real - “Os Verdes” descontentes com declarações da EDP sobre acidente do Tua
- 27.01.2012 - Público - Quercus quer acidente investigado pelo Ministério Público
- 26.01.2012 - Público - Linha do Tua: CP sonegou dados pedidos pelo Parlamento, acusa relator
- 26.01.2012 - Expresso - Três mortos em acidente na barragem do Tua
- 26.01.2012 - Público - Normas de segurança estavam a ser "cumpridas" na obra da barragem
- 26.01.2012 - Público - Derrocada matou três operários na obra da barragem de Foz Tua
- 26.01.2012 - RTP - Acidente na barragem de Foz Tua faz três mortos
- 26.01.2012 - SIC Notícias - Três mortos em acidente nas obras na barragem do Tua
- 26.01.2012 - DN - Foz Tua vai acentuar desertificação
- 26.01.2012 - DN - EDP abre inquérito a acidente
- 26.01.2012 - DN - Barragem de 300 milhões de euros
- 26.01.2012 - DN - Vítimas eram de Alijó, Armamar e Cabeceiras de Basto
- 26.01.2012 - DN - Os Verdes pedem "suspensão imediata" da construção da barragem após a morte de três trabalhadores
- 26.01.2012 - DN - Vídeo com imagens aéreas do local do acidente
- 26.01.2012 - Público - Linha do Tua: CP sonegou dados pedidos pelo Parlamento, acusa relator
- 26.01.2012 - JN - Parlamento debate petição pela reabilitação da Linha do Tua
- 26.01.2012 - DN - Os Verdes pedem "suspensão imediata" da construção da barragem após a morte de três trabalhadores
- 24.01.2012 - PTJornal - Cidadãos entregam petição na AR para preservar Linha do Tua
- 19.01.2012 - Sol - Arquivado 'caso dos 25 mil' a Manuel Godinho
- 19.01.2012 - PTJornal - Ferrovia do rio Tua em debate no Parlamento
- 03.01.2012 - PTJornal - BE acusa Governo de pôr em causa futuro dos transmontanos
Acidente na barragem do Tua faz três mortos
Três trabalhadores morreram esta quinta-feira soterrados, na sequência de um acidente ocorrido nas obras da barragem da Foz do Tua.
Na origem do acidente terá estado um aluimento de terras no local onde decorriam as obras, que terá levado à queda de uma máquina.
O número de vítimas mortais foi entretanto confirmado à Sic Notícias pelo vice-presidente da câmara de Alijó, Adérito Figueira.
O mesmo responsável não adiantou as razões que motivaram o acidente, por serem ainda escassas as informações, mas disse que não deverão existir mais vítimas a lamentar entre os trabalhadores.
Notícia atualizada às 15.10 horas
Fonte: A Bola.pt
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Tragédia de Ribadelago em exposição em Foz Côa
A exposição "Ribadelago, a morte de uma aldeia" estará patente de 22 de Janeiro a 19 de Fevereiro, em Vila Nova de Foz Côa.
Ribadelago, aldeia da comarca de Sanábria (vizinha do concelho de Bragança), fundada na Alta Idade Média próximo do belo lago glaciar, desapareceu do mapa numa madrugada do mês de Janeiro de 1959, arrastada por uma tromba de água proveniente do rebentamento do paredão da barragem hidroeléctrica de Vega de Tera, inaugurada cerca de 3 anos antes.
Na tragédia, pereceram 144 dos seus 549 habitantes - dos quais somente se recuperaram 28 cadáveres -, 60% das casas foram arrasadas e morreram 1.500 animais.
Foi a aldeia reconstruida, num outro local, a que o ditador Franco chamou “Ribadelago de Franco”, hoje “Ribadelago Nuevo”.
Esta exposição pretende homenagear as vítimas dessa tragédia e contribuir para não deixar cair no esquecimento, a dívida que o povo de Espanha tem para com estes sanabreses, nossos vizinhos raianos e irmãos no infortúnio, num momento em que o Douro Transmontano é alvo da soberba humana na questão do PNBEPH.
Autor: Asociación Hijos de Ribadelago
Local: Sala de Exposições
Organização: Fozcôactiva, E.E.M
Ribadelago, aldeia da comarca de Sanábria (vizinha do concelho de Bragança), fundada na Alta Idade Média próximo do belo lago glaciar, desapareceu do mapa numa madrugada do mês de Janeiro de 1959, arrastada por uma tromba de água proveniente do rebentamento do paredão da barragem hidroeléctrica de Vega de Tera, inaugurada cerca de 3 anos antes.
Na tragédia, pereceram 144 dos seus 549 habitantes - dos quais somente se recuperaram 28 cadáveres -, 60% das casas foram arrasadas e morreram 1.500 animais.
Foi a aldeia reconstruida, num outro local, a que o ditador Franco chamou “Ribadelago de Franco”, hoje “Ribadelago Nuevo”.
Esta exposição pretende homenagear as vítimas dessa tragédia e contribuir para não deixar cair no esquecimento, a dívida que o povo de Espanha tem para com estes sanabreses, nossos vizinhos raianos e irmãos no infortúnio, num momento em que o Douro Transmontano é alvo da soberba humana na questão do PNBEPH.
Autor: Asociación Hijos de Ribadelago
Local: Sala de Exposições
Organização: Fozcôactiva, E.E.M
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Assembleia da República - petição que defende a reabertura à circulação da Linha do Tua
Caros Amigos do Tua,
Para informação e participação, no dia 26 de Janeiro de 2012, subirá ao plenário da Assembleia da República uma petição que defende a reabertura à circulação da Linha do Tua, levada a cabo pelo Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua (MCDLT). Todos os cidadãos podem assistir à discussão em plenário, na AR.
Lembro que este movimento teve origem numa das aldeias do Vale do Tua, em Codeçais, em 2009. Desde então, mais um conjunto de iniciativas foram encetadas, com uma dinâmica e emoção próprias de gente que move montanhas! Esta petição reuniu mais de 4000 assinaturas, o número mínimo necessário para ser levada a plenário, e foi conseguida à custa de muito esforço, percorrendo feiras, comboios, hospitais, escolas, etc...Onde houvesse gente que pudesse defender a Linha e o Vale do Tua, a Graciela, o Armando ou a Paula, entre outros, lá estavam para recolher mais um apoio!
De salientar também o esforço e atenção dada a esta petição pelo relator da mesma na AR, o deputado do PCP, Dr. Bruno Dias. Durante este processo, fez questão de ouvir todos os intervenientes do processo e reuniu localmente com cidadãos e várias entidades.
Um grande muito obrigada a todos os envolvidos nesta petição e nas muitas outras acções em defesa da linha do Tua.
No próximo dia 26 de Janeiro, lá estaremos nas galerias da Assembleia da Republica, escutando com atenção o que os deputados dos vários partidos politicos dirão sobre o Tua. Mais uma vez, lá estaremos.
Tenho que confessar que estou particularmente curiosa com o comportamento dos novos e ilustres deputados, representantes dos distritos de Bragança e Vila Real...
Será que no momento da discussão vão ausentar-se do plenário como outros o fizeram? Ou será que vão assumir uma posição publica em defesa dos interesses do património transmontano e duriense, como outros, na mesma situação, não o fizeram?
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/01/18/debate-quinzenal-com-primeiro-ministro-a-3-de-fevereiro-intervencaoinicial-sera-do-pcp
Agradecemos a presença de todos na Assembleia da Republica, em apoio a esta iniciativa e em defesa do Vale e da Linha do Tua.
Com os melhores cumprimentos,
Célia Quintas
sábado, 7 de janeiro de 2012
Mogadouro // População de Bemposta contra cor da barragem
Amarelo-choque colocado pela EDP representa um investimento de 150 mil euros, mas ambientalistas e população não gostam
A população de Bemposta, no concelho de Mogadouro não gostou de ver a barragem construída na freguesia, há mais de 40 anos, pintada de amarelo-choque, após uma intervenção artística promovida pela EDP. A intervenção apelidada de “artística” fez que algumas plataformas ambientalista se colocassem de imediato ao lado da população, tentando, também, saber o porquê de tal” obra de arte” em pleno Douro Internacional.
Fonte: Mensageiro de Bragança
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A estratégia do muro pintado ou a lápide do Tua vai ser linda
De repente, os cérebros iluminados dos responsáveis pelo crime do Vale do Tua, engendraram uma estratégia para desviar a atenção dos cidadãos da delapidação patrimonial inconcebível que se chama: “o alagamento do Vale do Tua”: concentrar as atenções no paredão com cerca de 100 metros de altura, que é o corpo visível mais relevante da barragem.
Então, e segundo eles, é assim:
O que vai afetar a paisagem é o tal paredão, pelo que há que resolver o assunto de forma integrá-lo na dita paisagem. Porque o problema é o paredão, esmagador e pesado.
E nesta estratégia, o primeiro a alinhar foi o Secretário de Estado Francisco José Viegas que, publicamente, até disse que o melhor talvez fosse pintar o muro de verde.
O assunto deu que falar e toda a gente comentou a genial solução do responsável cultural do país. Logo de seguida a EDP não o faz por menos, e anuncia a contratação do laureado arquiteto Souto Moura, para fazer o projeto de integração paisagística do muro. O assunto volta outra vez a ser falado e vivamente discutido. E, para não se perder o balanço, a EDP anuncia que a obra de Souto Moura vai ser um ex-libris do Douro.
E toda a gente discute o muro. Segundo eles, o muro é que é o problema. Mas vai ser resolvido.
Mas só é enganado quem quer. É que problema não é o muro da barragem. O muro é o menos. Fosse o muro o nosso problema!
Texto da autoria de Francisco Gouveia, Eng.º, publicado em Notícias do Douro.
Então, e segundo eles, é assim:
O que vai afetar a paisagem é o tal paredão, pelo que há que resolver o assunto de forma integrá-lo na dita paisagem. Porque o problema é o paredão, esmagador e pesado.
E nesta estratégia, o primeiro a alinhar foi o Secretário de Estado Francisco José Viegas que, publicamente, até disse que o melhor talvez fosse pintar o muro de verde.
O assunto deu que falar e toda a gente comentou a genial solução do responsável cultural do país. Logo de seguida a EDP não o faz por menos, e anuncia a contratação do laureado arquiteto Souto Moura, para fazer o projeto de integração paisagística do muro. O assunto volta outra vez a ser falado e vivamente discutido. E, para não se perder o balanço, a EDP anuncia que a obra de Souto Moura vai ser um ex-libris do Douro.
E toda a gente discute o muro. Segundo eles, o muro é que é o problema. Mas vai ser resolvido.
Mas só é enganado quem quer. É que problema não é o muro da barragem. O muro é o menos. Fosse o muro o nosso problema!
Continuar a ler aqui
Texto da autoria de Francisco Gouveia, Eng.º, publicado em Notícias do Douro.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
RAIDóTUA
fotos by Carlos Marinho
O TUA é de TODOS…
Foi assim que o CLAC - Clube de Lazer Aventura e Competição do Entroncamento, contribuiu para a causa do Vale do Tua. Ao organizar o RAIDóTUA, levou consigo doze amigos que tinham como objectivo fazer os 47 km em autonomia de toda a linha desactivada. Quase mil fotografias tiradas que ficaram na nossa memória. E assim divulgámos toda a beleza de uma zona lindíssima com um grande potencial turístico. Para finalizar, um sentimento de tristeza e impotência que se apodera de nós, que depois de mais de 40 km paradisíacos, o desventrar das fragas que não resistiram à condição humana.
A 9 e 10 de Dezembro de 2011
João Pimenta – CLAC – Entroncamento
sábado, 17 de dezembro de 2011
Linha do Tua é a morte anunciada dos Transmontanos
São poucas as coisas de que os transmontanos se podem orgulhar, além do bom vinho, do fumeiro, e do azeite reconhecido mundialmente, temos o rio Tua e a linha que acompanha o seu serpenteio. Estamos a falar do último rio selvagem em Portugal, à beira da extinção logo a seguir à morte anunciada e executada no Rio Sabor.
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.
Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.
Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
10 anos da Classificação do Alto Douro Vinhateiro
Nos últimos dias vieram a publico noticias preocupantes da possível desclassificação do Alto Douro Vinhateiro pela UNESCO, devido á construção da Barragem de Foz Tua. A este propósito queremos mostrar a nossa preocupação e indignação com as más decisões acerca do futuro do Vale do Douro e do Tua!
Convidamos todos os defensores do Douro e do Vale do Tua a estarem presentes nas comemorações dos 10 anos do Douro Património da Humanidade e a vestir de Luto!
Tragam faixas e bandeiras negras! Vamos mostrar que não aceitamos a vergonha que é a Barragem do Tua!! Vamos fazer parar este crime!!
Francisco José Viegas Secretário de Estado da Cultura será um dos ilustres presentes nesta comemoração. Será muito importante a Vossa presença!
Apareçam na cidade de Peso da Régua, dia 14 de Dezembro, à entrada do Museu do Douro às 9.30h!
Apareçam e divulguem!!
From: Vila Real e Viseu QUERCUS quercus.vila.real.viseu@gmail.com
Convidamos todos os defensores do Douro e do Vale do Tua a estarem presentes nas comemorações dos 10 anos do Douro Património da Humanidade e a vestir de Luto!
Tragam faixas e bandeiras negras! Vamos mostrar que não aceitamos a vergonha que é a Barragem do Tua!! Vamos fazer parar este crime!!
Francisco José Viegas Secretário de Estado da Cultura será um dos ilustres presentes nesta comemoração. Será muito importante a Vossa presença!
Apareçam na cidade de Peso da Régua, dia 14 de Dezembro, à entrada do Museu do Douro às 9.30h!
Apareçam e divulguem!!
From: Vila Real e Viseu QUERCUS quercus.vila.real.viseu@gmail.com
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Requiem pelo Vale do Tua
Música de Chico Gouveia
Chico Gouveia (guitarra portuguesa)
José Neves (guitarra clássica)
Chico Gouveia (guitarra portuguesa)
José Neves (guitarra clássica)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O que diz a comunicação social - Dez2011
- 09.12.2011 - Correio da Manhã - A meter água
- 08.12.2011 - RTP - Disputa de fundo financeiro da EDP atrasa arranque da agência de desenvolvimento
- 08.12.2011 - RTP - Reativação do que resta da Linha do Tua não está assegurada
- 07.12.2011 - Visão - Douro/Património: Governo ou opta pela barragem ou salva a classificação - Movimento Linha do Tua.
- 07.12.2011 - SIC Notícias - Secretário de Estado da Cultura garante que há formas de evitar
- 07.12.2011 - Expresso - GEOTA pede paragem da construção da barragem do Tua
- 07.12.2011 - TVI 24 - Douro: PEV exige explicações do secretário de Estado
- 07.12.2011 - SIC Notícias - BE acusa governos de "completa leviandade" e diz que barragem do Tua é "negócio ruinoso"
- 07.12.2011 - TVI 24 - Douro Património: «Se Sócrates tivesse ouvido...»
- 07.12.2011 - SIC Notícias - O presidente da associação ambientalista GEOTA defendeu hoje que o Governo deve parar de imediato a construção da barragem
- 07.12.2011 - SIC Notícias - Quercus pede ao Governo para ver o que é mais importante, o Douro como Património Mundial ou a barragem do Tua
- 07.12.2011 - SIC Notícias - Barragem do Tua pode levar a Região do Douro Vinhateiro a perder a classificação de Património da Humanidade
- 07.12.2011 - Expresso - UNESCO pode desclassificar Douro
- 07.12.2011 - Económico - Barragem do Tua põe em risco Património Mundial no Douro
- 07.12.2011 - Público - Até Novembro UNESCO não tinha recebido resposta do Governo, diz PEV
- 07.12.2011 - Público - EDP reformula projecto e promete “o melhor enquadramento ambiental” para barragem
- 07.12.2011 - Público - Barragem do Tua põe em risco Património Mundial no Douro
- 07.12.2011 - Público - Quercus questiona o que é mais importante: barragem do Tua ou classificação do Douro
- 07.12.2011 - RTP - Barragem de Foz Tua tem "impacto irreversível" no Alto Douro Vinhateiro
- 07.12.2011 - O Mirante - CLAC organiza expedição pedestre ao Vale do Tua
- 06.12.2011 - TVI24 - Tua: ambientalistas contra construção da barragem
- 02.12.2011 - Correio da Manhã - Protesto pela linha do Corgo
- 01.12.2011 - Noticias de Vila Real - Movimento Cívico pelas linhas do Corgo e Tua organiza novo protesto
- 01.12.2011 - Expresso - Manifestação pela linha do Tua reuniu 20 pessoas
Património da Humanidade, ou Betão?
MCLT - Comunicado
Património da Humanidade, ou Betão?
Desde Junho de 2009 que o MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua vinha a alertar para o perigo real de desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, graças à construção da barragem do Tua. Finalmente a UNESCO veio confirmar o nosso receio, e não é com o pó de arroz de um galardoado arquitecto nacional que este problema será de todo contornado, demais a mais num edifício de 6 andares a apenas 500 metros da foz do Tua, tendo como enquadramento uma parede de betão de 100 metros de altura. Apenas lamentamos que a voz da UNESCO tenha sido “abafada” desde Agosto pelo actual Governo, uma prática já utilizada pelo anterior Governo no dossiê Tua.
A questão é agora incontornável: ou o Governo opta por deixar prosseguir uma barragem de Sócrates, cujos argumentos falaciosos para a sua construção foram todos rebatidos um a um por mais do que uma vez, ou opta por salvar a classificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, naquela que é a 3ª região turística mais importante do país.
Para além do silêncio do Governo sobre o arrasador relatório da UNESCO, registamos as infelizes bacoradas da Ministra Assunção Cristas, segundo a qual o paredão desta barragem já estaria construído, e que seria impossível agora parar com a construção da mesma por causa do encaixe financeiro do pagamento da EDP pela sua concessão, sendo que o seu impacte em área classificada nem seria muito grande. Na verdade, não existe paredão, é preferível parar com esta loucura já! E, como finalmente ficou a descoberto, a barragem do Tua, se construída, VAI levar à desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, por muito que Francisco José Viegas diga o contrário. Aliás, contra aquilo que o Secretário de Estado disse, relembre-se o vergonhoso arquivamento do pedido de classificação da Linha do Tua como Património Nacional, para ver se a Cultura foi ou não ouvida sobre este assunto, sob os auspícios da nada saudosa Ministra Gabriela Canavilhas.
Já uma representante da UNESCO em Portugal, Clara Bertrand Cabral, a 21 de Novembro, dizia num tom de estupefacção “Nunca ouvi de que o Douro pudesse ser desclassificado, não sei de onde vem essa ideia porque aqui não temos qualquer informação sobre isso”, e ainda que “E nunca se falou sequer que o Douro pudesse ir para essa lista. Portanto não sei de onde vem essa ideia”. Todos sabemos agora de onde veio a ideia: da própria UNESCO.
É mais que lamentável, é criminosa, a forma como este Governo está a conduzir este assunto, num lavar de mãos abjecto e alarmantemente danoso para o país. Esta é a sua última oportunidade para, em consciência ou por obrigação, anular esta odiosa Parceria Público Privada, plena de destruição de riqueza e de valores económico-sociais e vazia de argumentos para a sua construção; não o fazendo, Passos Coelho junta a sua assinatura à de José Sócrates e Francisco José Viegas na destruição de Trás-os-Montes e Alto Douro, terra natal destas três personalidades.
Em anexo junta-se um mapa extraído do EIA (ano 2008), onde inequivocamente está representado o contorno da área classificada e os elementos da barragem.
Mapa constante no Estudo de Impacta Ambiental da Barragem do Tua
Pelo MCLT
Mirandela, 7 de Novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal
Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal
O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.
O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as 16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.
O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.
Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.
Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.
BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.
Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!
Vila Real, 27 de Novembro de 2011
Fonte: MCLT
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