sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O que diz a comunicação social - Dez2011

 Outras notícias

Barragem do Tua pode levar a Região do Douro Vinhateiro a perder a classificação de Património da Humanidade


Património da Humanidade, ou Betão?

MCLT - Comunicado
Património da Humanidade, ou Betão?

Desde Junho de 2009 que o MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua vinha a alertar para o perigo real de desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, graças à construção da barragem do Tua. Finalmente a UNESCO veio confirmar o nosso receio, e não é com o pó de arroz de um galardoado arquitecto nacional que este problema será de todo contornado, demais a mais num edifício de 6 andares a apenas 500 metros da foz do Tua, tendo como enquadramento uma parede de betão de 100 metros de altura. Apenas lamentamos que a voz da UNESCO tenha sido “abafada” desde Agosto pelo actual Governo, uma prática já utilizada pelo anterior Governo no dossiê Tua.
A questão é agora incontornável: ou o Governo opta por deixar prosseguir uma barragem de Sócrates, cujos argumentos falaciosos para a sua construção foram todos rebatidos um a um por mais do que uma vez, ou opta por salvar a classificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, naquela que é a 3ª região turística mais importante do país.
Para além do silêncio do Governo sobre o arrasador relatório da UNESCO, registamos as infelizes bacoradas da Ministra Assunção Cristas, segundo a qual o paredão desta barragem já estaria construído, e que seria impossível agora parar com a construção da mesma por causa do encaixe financeiro do pagamento da EDP pela sua concessão, sendo que o seu impacte em área classificada nem seria muito grande. Na verdade, não existe paredão, é preferível parar com esta loucura já! E, como finalmente ficou a descoberto, a barragem do Tua, se construída, VAI levar à desclassificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, por muito que Francisco José Viegas diga o contrário. Aliás, contra aquilo que o Secretário de Estado disse, relembre-se o vergonhoso arquivamento do pedido de classificação da Linha do Tua como Património Nacional, para ver se a Cultura foi ou não ouvida sobre este assunto, sob os auspícios da nada saudosa Ministra Gabriela Canavilhas.
Já uma representante da UNESCO em Portugal, Clara Bertrand Cabral, a 21 de Novembro, dizia num tom de estupefacção “Nunca ouvi de que o Douro pudesse ser desclassificado, não sei de onde vem essa ideia porque aqui não temos qualquer informação sobre isso”, e ainda que “E nunca se falou sequer que o Douro pudesse ir para essa lista. Portanto não sei de onde vem essa ideia”. Todos sabemos agora de onde veio a ideia: da própria UNESCO.
É mais que lamentável, é criminosa, a forma como este Governo está a conduzir este assunto, num lavar de mãos abjecto e alarmantemente danoso para o país. Esta é a sua última oportunidade para, em consciência ou por obrigação, anular esta odiosa Parceria Público Privada, plena de destruição de riqueza e de valores económico-sociais e vazia de argumentos para a sua construção; não o fazendo, Passos Coelho junta a sua assinatura à de José Sócrates e Francisco José Viegas na destruição de Trás-os-Montes e Alto Douro, terra natal destas três personalidades.
Em anexo junta-se um mapa extraído do EIA (ano 2008), onde inequivocamente está representado o contorno da área classificada e os elementos da barragem.
Mapa constante no Estudo de Impacta Ambiental da Barragem do Tua

Pelo MCLT
Mirandela, 7 de Novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal


Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal

O MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, e o MCLC – Movimento Cívico pela Linha do Corgo, irão organizar duas manifestações, no âmbito de uma série de eventos dedicados aos Vales Durienses Ameaçados.
O MCLT organizará uma manifestação com percurso entre o Centro Cultural de Mirandela e a estação de caminhos-de-ferro de Mirandela, onde convidamos cada participante a acender uma vela para depositá-la depois no cais de embarque da estação de 124 anos. Esta manifestação está marcada para as 16h30 do dia 1 de Dezembro próximo, e tem como principais objectivos não só despertar as consciências – sobretudo as que povoam o Governo em Lisboa – para a situação actual da Linha do Tua e a sua importância para o futuro da região, mas também para os factos e números que envolvem a construção da barragem do Tua.
O MCLC organizará um dia de aproximação à Linha do Corgo, que culminará na concentração no largo da estação da Régua, tendo como objectivo também chamar a atenção da sociedade civil para a situação actual da Linha do Corgo, e o seu potencial de desenvolvimento. A concentração está marcada para as 15h00 do dia 4 de Dezembro próximo.
Apesar de ambas as iniciativas apresentarem objectivos bem localizados, o convite estende-se a todas as associações, movimentos cívicos e cidadãos de todo o país, que lutam pelo caminho-de-ferro em diversas vertentes, desde a Linha do Minho à do Douro, do Ramal da Lousã e da Linha do Vouga à Linha do Oeste, e do Ramal de Cáceres e da Linha do Leste às Linhas do Sueste e Algarve.
Trinta anos de políticas desastrosas para o caminho-de-ferro em Portugal levaram-nos à miserável condição de único país da Europa Ocidental a perder passageiros na ferrovia, e agora o Plano Estratégico dos Transportes está a tentar ditar o encerramento de vias-férreas que no seu conjunto não representam sequer 3% dos prejuízos da CP, perpetuando uma farsa que lentamente levou o país a uma perigosíssima dependência das estradas.
BASTA! Esta situação é insustentável, e a má gestão sistemática de sucessivas tutelas e Conselhos de Administração da CP e da REFER não poderá passar incólume e remediada com mais encerramentos de troços ferroviários e perda de horários e outros serviços, com importância económico-social fundamental para o bem-estar da sociedade.

Pelo Caminho-de-Ferro em Portugal!
 Vila Real, 27 de Novembro de 2011

Fonte: MCLT

Quilómetro 14º

A Linha do Tua, pouco depois da passagem por Santa Luzia. Neste local ouve uma derrocada (entre muitas outras), já há mais de uma ano. Está tudo ao abandono.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Protesto em foz tua


protesto em foz tua from Quercus Porto on Vimeo.
Activistas contra buraco económico provocado pela construção das barragens

A QUERCUS, GAIA, COAGRET, AAVRT, Campo Aberto e Geota saúdam o protesto, decorrido no passado dia 6 de Novembro, alertando para os custos encapotados e avultados da construção das novas barragens, pois estas vão custar aos portugueses um valor equivalente ao actual défice de Portugal. As condições de concessão das novas grandes barragens vão criar novos custos para os consumidores e contribuintes, que vamos ter que pagar durante os 65 a 75 anos de concessão, na factura de electricidade ou através dos impostos.

É estimado que o encargo total das novas barragens para os cidadãos atinja os 16 mil milhões de euros durante a vida da concessão, ou seja 4900 Euros / família. Equivalente ao deficit actual (ver quercus.pt/​scid/​webquercus/​defaultArticleViewOne.asp?categoryID=568&articleID=3636).

Para além dos argumentos económicos, só por si suficientes para o governo suspender este projecto, a barragem de Foz Tua está a pôr em risco a classificação da UNESCO de Património da Humanidade, à paisagem do Douro Vinhateiro, esta barragem vai também destruir a centenária linha ferroviária do Tua - considerada pelo IGESPAR como tendo “um valor patrimonial de excepçãonos domínios histórico, social, técnico e paisagístico”, vai destruir muito património ambiental relevante e ainda solos agrícolas e florestais.

Assim, as organizações cívicas e ambientais saúdam esta acção e alertam os novos dirigentes políticos para este atentado múltiplo:

- à economia nacional, por obrigar, numa altura de crise, ao pagamento de verbas avultadas durantes as próximas décadas;

- à biodiversidade, por destruir os últimos ecossistemas de água corrente em Portugal, por obrigar ao abate de milhares de árvores protegidas e por submergir habitats;

- ao património, porque a barragem de Foz Tua põe em sério risco a classificação do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade pela UNESCO;

- às populações do Douro, principais sacrificadas, não só pela possível perda da distinção da UNESCO, mas porque o Douro já conta com 60 barragens e a maioria das novas barragens vai incidir sobre a bacia hidrográfica do Douro, recaindo assim no Douro a maioria dos impactes negativos;

- às populações das regiões costeiras, obrigadas a gastar milhões de euros a restaurar o areal das praias, situação para a qual contribui a retenção de sedimentos por parte das barragens;

- aos portugueses, pelas mentiras a que continuam sujeitos a respeito das barragens, pela perda de solos rentáveis, pela perda de recursos hídricos para privados, pela perda de paisagem, pela perda de desporto de águas bravas, pela perda de transportes públicos;

- à coerência energética, porque a produção líquida de energia das novas barragens será nula - como demonstrado pelo Prof. Pinto de Sá, especialista em energia do Instituto Superior Técnico, que estima que Portugal venha a ter dentro de alguns anos a electricidade mais cara do mundo (faroldeideias.com/​arquivo_farol/​index.php?programa=Biosfera&id=1193), porque as 10 barragens do Plano Nacional vão gerar apenas 3% da electricidade consumida em Portugal, porque Portugal tem aumentado em muito o consumo de electricidade sem aumentar na mesma proporção o PIB nacional (revelando-se urgente apostar na eficiência energética).

Portugal tem um potencial de poupança energética acima dos 20%, com vantagens óbvias a nível da economia, emprego e sustentabilidade, pelo que as organizações cívicas e ambientalistas em protesto na foz do Tua não aceitam a construção desta barragem nem das restantes 9 do Plano Nacional por apenas 3% da electricidade consumida e com prejuízos para o ambiente, economia e sociedade portuguesa tão avultados.

Os impactos da construção da barragem de Foz-Tua são irreversíveis – para o bolso dos cidadãos, para o património e para a natureza, e hipotecam para muitas gerações o futuro de Trás-os-Montes. É urgente um novo olhar para Trás-os-Montes e para o desenvolvimento transmontano, em particular, do Vale do Tua.

Foz Tua, 6 de Novembro de 2011

As Direcções Nacionais
Campo Aberto, AAVRT, COAGRET, GAIA, GEOTA, QUERCUS

Fonte: Vimeo.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tudo o que ainda precisa de saber sobre as novas barragens


Dentro de poucos anos vamos ter a eletricidade mais cara do mundo, devido a um mix energético de parques eólicos e grandes barragens. E no entanto, as novas barragens do Plano Nacional vão produzir 0% (!) de energia líquida e custar 16 mil milhões de euros a todos nós. Confuso? É natural. Estas e outras contas vão ser explicadas no Biosfera desta semana.
Ainda lhe mostramos como se vai perder o potencial de desenvolvimento de Trás-os-montes com a submersão da Linha do Tua. Sabia que esta podia ficar ligada à alta velocidade espanhola dentro de dois anos?

Hoje, 11 de outubro, 19horas na RTP2. Não perca!

Uma reportagem de Sílvia Camarinha, com imagem de Sérgio Morgado e Tiago Mendes. O grafismo é de Sofia Miranda. A edição de Marco Miranda.
— com Sérgio Morgado, Joana Guedes Pinto, Sílvia Pereira, Marília Moura, Sofia Miranda, Joana Deusdado, José Lemos, Mariana Viana, Tiago Mendes, Marco Miranda e Rute Marinho.

Fonte: Biosfera

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De Lisboa ao Tua e do Tua a Mirandela

Desde há muito tempo que ansiava fazer esta linha a pé. Lancei a ideia e acabei por juntar um forte grupo de caminhantes, entre amigos e colegas de trabalho. Mas ao contrário da maioria dos caminhantes desta linha, fomos em autonomia total e com o objectivo de cumprir a totalidade do percurso. Indo de comboio até à estação do Tua e regressando a Lisboa de expresso.
A nossa viagem começou em Lisboa, pelas 11h40 de sexta-feira 27 de Maio, onde seis dos sete elementos embarcaram de comboio com destino à estação do Tua. No Marco de Canaveses juntou-se-nos o sétimo elemento, o Alves.
Na estação de Mosteirô estivemos parados cerca de duas horas devido à queda de uma árvore na linha, o que veio atrasar todo o nosso percurso.
Finalmente chegados ao Tua começá-mos a caminhar já com a noite a fechar-se. Mas não desistimos de fazer o planeado para esse dia, percorrer os primeiros 7 kms de linha para pernoitar no apeadeiro de Castanheiro. Não fazíamos ideia se as estações/apeadeiros estariam ou não abertos, para nos abrigarmos. No Castanheiro alguém abriu acesso, que nos deu jeito para nos refugiarmos da chuva que já caia grossa nessa noite.
No dia seguinte, com um óptimo tempo, já pudemos observar a bela paisagem que o Tua tem para nos oferecer, e não conseguimos resistir a dar um mergulho antes de nos fazermos ao caminho.
Em Santa Luzia cruzámos-nos com um grupo grande que estava a descansar à sombra. Em São Lourenço subimos à aldeia para abastecer de água e conhecer as termas.
O nosso dia terminou em Abreiro, onde construímos um bivaque com toldos. A noite esteve muito quente, ao ponto de ser desconfortável.
No domingo, 29, apontámos a um dos maiores objectivos desta expedição, a Ribeirinha. Mal lá chegámos fomos directo ao Lucky Luke. Fomos muito bem recebidos pelos donos e ficámos a conhecer o Mário, filho do Sr Abílio. Acabámos por ficar lá um bom bocado a comer, beber minis, contar e especialmente ouvir as histórias do Mário, que são de chorar a rir! Estávamos já de partida do Lucky Luke quando eis que o Sr Abílio aparece, lentamente, agarrado à sua bengala. Mais umas fotos rápidas e regresso à linha!
No Cachão, o Alves, teve que partir de Metro até Mirandela, para garantir que chegava a horas ao trabalho na segunda-feira. Ficámos os restantes para devorar o restinho de travessas que nos separava de Mirandela.
A ideia inicial era pernoitar a 4 km de Mirandela, na estação de Latadas, e retomar na segunda-feira. Mas nem sinal das ruínas da estação, nem de um local aprazível junto ao rio para montarmos bivaque. A opção foi continuar até Mirandela. O que a mim, pessoalmente, custou bastante, devido ao muito cansaço acumulado. Lá nos conseguimos arrastar até ao km 54.
Não aconselho a fazer o percurso integral em 3 dias como nós, porque já é difícil andar com aquele passito de travessa em travessa, ainda pior com a casa às costas.

Travessas: 150 a cada 100 metros, 1500 a cada km e em 54km são 81000.
Cada um gastou cerca de €15 em alimentação.
Transportes ida e volta €42.
1º dia 7,6km
2º dia 21,7km
3º dia 24,8km

Primeiro quero agradecer a todos os elementos que alinharam neste empreendimento que há muito queria fazer, ao blog “A linha é Tua”, pelas valiosas informações que disponibiliza, e especialmente ao documentário “Pare Escute e Olhe” que nos impulsionou e nos ajudou a perceber o valor da zona que visitá-mos.

Os elementos do grupo: B. Fernandes (eu), Alves, A. Fernandes, André, Barata, Gomes e Henrique.

Nota: Agradeço a B. Fernandes (e todos os que o acompanharam) por partilharem neste blogue a sua aventura na Linha do Tua.
Aníbal Gonçalves

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A ponte

Ponte rodoviária sobre o Rio Tua que une os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães. Ao fundo a ponte ferroviária da Linha do Douro, e o Rio Douro. A fotografia foi tirada no dia em que se realizou a iniciativa "Abraço ao Tua".

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Caminhada na Linha do Tua

A viagem correu sem sobressaltos, tendo sido bastante apreciada por todos os que nela participaram. A calma e beleza do vale são absolutamente indescritíveis.
Tivemos a sorte de ter tido uma descrição pormenorizada do relevo e da fauna, pois alguns dos nossos amigos que foram connosco são biólogos e outros geólogos, tendo-nos assim alertado para alguns pormenores fantásticos que de outra forma nos teriam passado despercebidos.
Tanto numa como noutra área o vale é riquíssimo, tendo nós observado alguns especimens pouco comuns como sejam, citando apenas as mais importantes, 3 tartarugas terrestres, um Guarda Rios, um Papa Figos, (do Tua até S. Lourenço) e várias colónias de morcegos no interior dos túneis, o que nos preocupou um pouco a todos, pois ainda não vimos nenhuma informação sobre a criação de abrigos alternativos para estes amigos alados, para o caso da barragem vir mesmo a ser construída.
Ficámos todos um pouco tristes com a destruição que já se vê em virtude das obras que já estão em curso, tendo ainda a esperança que seja tudo reposto e que o projecto da barragem seja abandonado.
No conjunto todos ficámos maravilhados com a riqueza e tranquilidade do vale, tendo apreciado um valente mergulho no fim da caminhada junto a estação de Brunheda, onde encontramos várias amostras de bivalves dos Rios (ameijoa dos rios), ou para ser mais correcto, do que sobrou delas pois não encontramos nenhuma viva, apenas cascas vazias...
Por fim resta-me agradecer em nome de todos a esplêndida ajuda que nos deu, pela qual ficamos todos imensamente gratos...
Seguem em anexo algumas das fotos que tirámos, se necessitar de mais será um prazer.
Jorge Salvado


Caminhada realizada por Jorge Salgado em Maio de 2010.
Agradeço a Jorge Salgado e companheiros na caminhada por terem permitido o seu testemunho no Blogue A Linha é Tua.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Percurso da linha do Tua pé

Éramos 4. Encontrámo-nos na Brunheda por volta das 08H30, onde deixámos um dos carros junto à estação.
Às 09H30 depois de algumas fotos junto dos comboios e carruagens que se encontram na estação de Foz-Tua, iniciamos o percurso.
Como parámos muitas vezes para contemplar a paisagem, que é lindíssima, e tirar fotografias em todos os marcos que assinalam os "Km's" (faltam alguns), demoramos mais tempo que o previsto.
O viaduto das Presas, caso não estivesse "coberto com tábuas" era capaz de assustar ainda mais e após o túnel das sentimos as primeiras dificuldades, dado não existirem carris nem traves e o percurso foi percorrido sobre cascalho durante um km.
Por volta das 11H15 estávamos no viaduto das "Fragas Más" que assusta um pouco e por volta das 11H45 parámos para um primeiro reforço alimentar em "Castanheiro", onde passou por nós um casal que caminhava no mesmo sentido.
Antes do Km 9 fomos alcançados por um outro casal que nos acompanhou durante alguns kms (O Ricardo Leonardo, que fez um comentário no vosso blogue) e no sentido oposto caminhava um grupo que teria mais de 20 pessoas.
Por volta das 13H15 chegámos à Ponte da Paradela que impôs algum respeito. Parámos para almoçar e recolher água em S. Lourenço às 14H30.
Saímos passado uma hora, e daí para a frente, foi quase sempre a andar. Chegámos a Brunheda por volta das 17H00 e regressamos de carro novamente a Foz-Tua.
A dificuldade da viagem está em conseguir o ritmo certo para caminhar em cima das travessas. A distância entre elas é mais curta que o passo normal e o calçado, este sim, de extrema importância.
O que nos valeu foram as "dicas" que colocou no blogue, nomeadamente calçado a usar, pontos de água e km/hora.
É caso para dizer que ficamos viciados em linhas e já este sábado, dia 07/05/2011, vamos fazer a 2ª etapa, Brunheda - Cachão.
Nuno Cunha

Caminhada realizada no dia 9 de Abril de 2011, entre Foz-Tua e Brunheda.
Obrigado pela partilha das emoções e das fotografias.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

“Pare, Escute, Olhe”, na SIC Televisão, dia 16 de Abril

O documentário “Pare, Escute, Olhe”, já tem estreia marcada na SIC Televisão (co-produtora do filme). Adaptado a uma versão de 55 minutos, o documentário será exibido no dia 16 de Abril, às 23h30 - depois da novela Laços de Sangue.

:: SINOPSE :: Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos. A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.

Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras. Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linhas ferroviárias da Europa.

PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra. Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada.