sexta-feira, 4 de março de 2011

Audição Pública sobre a Linha do Tua - Cachão

No dia 28 de Fevereiro, realizou-se no Cachão, freguesia de Frechas, uma audição pública sobre a Petição n.º 119/XI, recentemente apresentada na Assembleia da República contra o encerramento da Linha do Tua. Esta audição foi feita pelo deputado Bruno Dias, do PCP, relator da referida petição.
Estiveram presentes cerca de três de dezenas de defensores da Linha do Tua, pessoas anónima, políticos e representantes de vários movimentos defensores da Linha do Tua, ameaçada pela construção da barragem de Foz-Tua que porá debaixo de água 16 quilómetros da linha centenária.
Das várias intervenções feitas destacaram-se as de José Brinquete (Associação Municipal de Bragança), Daniel Conde (Movimento Cívico da Linha do Tua), Graciela Nunes (movimento surgido em Codeçais), Pedro Fonseca (Assembleia de Municipal de Mirandela), Gabriel Lopes (Associação Valonguense dos Amigos da Ferrovia) e Manuela Cunha (deputada do grupo parlamentar Os Verdes).
Todas as vozes, sem excepção, realçaram a importância da Linha do Tua para a manutenção do Vale do Tua, património natural único de grande interesse turístico e com fortes ligações às populações locais. Esgrimindo argumentos emocionais, mais económicos ou políticos, em síntese, foram estas as ideias fortes defendidas:
- É importante que a questão da linha seja discutida localmente, e não em Lisboa;
- Os horários das composições da linha do Tua, o apoio da autarquia de Mirandela ao transporte rodoviário da população escolar, não apoiando de forma semelhante o passe no metro, levaram à decrescente utilização da linha;
- Nunca foram divulgados os números relativos aos utilizadores da linha e à sua evolução ao longo dos anos;
- A manutenção da Linha do Tua foi descuidada durante muitos anos;
- As autarquias abrangidas nunca se preocuparam com progressiva decadência da infra-estrutura;
- Os acidentes ocorridos foram “muito convenientes” e “oportunos”;
- A Linha e o Rio formam um conjunto único, com grande potencial, devendo ser defendidos em conjunto;
- A barragem não vai trazer benefícios às populações locais;
- A água da barragem ficará sem vida, poluída e mal cheirosa;
- A barragem poderá criar dificuldades de navegação no Douro;
- Há muitas dúvidas se o rio Tua se torna navegável;
- As barragens não trazem desenvolvimento (Trás-os-Montes já é exemplo);
- Os autarcas acreditam nas promessas do Governo, mas estas promessas merecem pouca de credibilidade;
- As diferentes entidades envolvidas não são transparentes no que toca à Linha do Tua;
- A proposta apresentada para o transporte de turistas (serviço multimodal) é anedótico (caro, incómodo e pouco atractivo) e pouco credível;
- Era possível desenvolver o vale do Tua sem a barragem, nomeadamente com o melhoramento da linha, o seu aproveitamento turístico e com o prolongamento da mesma até Espanha;
- O encerramento da Linha do Sabor é um mau exemplo, que não deve ser seguido;
- O governo não cumpre o que ele próprio estabeleceu (como por exemplo uma alternativa ferroviária);
- A autarquia de Mirandela reteve uma quantidade assinalável de assinaturas recolhidas para a petição (que mesmo assim ultrapassou as 5 mil assinaturas);
- O autarca de Mirandela tornou-se uma desilusão para os defensores das Linha do Tua.
A discussão prolongou-se por mais de duas horas, com a apresentação de outros problemas como a poluição do rio Tua, a poluição atmosférica no Cachão e as recentes alterações nos horários do metro e dos táxis alternativos.
O deputado tomou nota das posições defendidas e prometeu apresentá-las logo no dia seguinte, reuniões que teria com representantes do governo.
Estiveram também na audição mais alguns lutadores pela Linha do Tua como Mário de Carvalho, Célia Quintas e Vânia Seixas.
Apesar do sentimento de abandono por parte do poder local e do descrédito do poder central, os defensores da Linha do Tua continuam convictos que ainda vale a pena lutar, até porque defendem valores como a água, a vida, a identidade de uma região, que não se compram com 10 milhões de euros e promessas.

Nota: a fotografia da reunião foi cedida por Adriano Pereira, também ele um defensor da Linha do Tua.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Navegabilidade do Douro poderá estar em causa com a barragem do Tua

O Deputado do PEV, José Luís Ferreira, confronta o Ministro das Obras Públicas sobre a navegabiliade no Douro e os transportes alternativos à Linha do Tua - Comissão de Obras Públicas, na Assembleia da República, a 1 de Março de 2011.

A primeira pedra no TUA

Tanto espectáculo com a primeira pedra no TUA... afinal ela já foi ali colocada há milhares de anos (por algum primata)!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quilómetro 4

Ao quilómetro 4 entre a estação de Tralhariz e o Túnel das Fragas Más.

Audição Pública
sobre a Linha do Tua 
28 de Fevereiro (segunda-feira) 
18:00
antigo Infantário do Cachão
Cachão

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O que diz a comunicação social - Fev2011


Outras notícias

Audição Pública sobre a Linha do Tua, a propósito da Petição n.º 119/XI


Audição Pública
sobre a Linha do Tua 
28 de Fevereiro (segunda-feira) 
18:00
antigo Infantário do Cachão
Cachão 

Apoiando a petição a favor da manutenção de Trás os Montes e da preservação da linha do Tua

Esta petição foi criada pelo Grupo de Cidadãos com origem em Codeçais, obteve cerca de 5 mil assinaturas e vai ser discutida na ASSEMBLEIA DA REPUBLICA.

Fotografia: Junto à estação de Brunheda, após uma caminhada.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

...na Linha do Tua!

Fonte Mensageiro de Bragança

Obras de construção da barragem da foz do rio Tua começam hoje



Começam hoje as obras de construção da barragem da foz do rio Tua. a primeira pedra será colocada pela EDP ás 11 e meia da manhã na presença do Governo e dos autarcas da região. É um investimento calculado em 305 milhões de euros. O projecto deverá contribuir para a criação de 4 mil postos de trabalho ao longos dos próximos cinco anos. A EDP irá também gastar 10 milhões de euros no financiamento de vários projectos de transportes alternativos à linha do Tua que irá ficar submersa. A barragem da foz do rio Tua deverá começar a produzir energia em 2015
2011-02-18 08:34:47
RTP

José Sócrates lançou a primeira pedra da barragem da foz do Tua - RTP Noticias, Vídeo



José Sócrates lançou esta manhã a primeira pedra da polémica barragem da Foz do Tua. A obra, de mais de trezentos milhões de euros, vai criar mil empregos diretos, mas obriga também à desativação da linha ferroviária entre a barragem e a estação de Brunheda. A EDP vai, por isso, desenvolver um projeto de 10 milhões de euros, para transportes alternativos.
2011-02-18 13:45:44

Movimento cívico diz que barragem do Tua é «ilegal»

O Movimento Cívico pela linha do Tua afirmou, esta sexta-feira, que a construção da Barragem de Foz Tua, que irá deitar debaixo de água 16 quilómetros de linha férrea é «ilegal».
Os protestos surgem no dia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, se desloca a Alijó para lançar a primeira pedra daquela construção, que irá custar mais de 300 milhões de euros e criar cerca de mil postos de trabalho directos.
Em declarações à TSF, o porta-voz do movimento, Daniel Conde, considerou que o primeiro-ministro deveria demarcar-se de uma obra que «não está devidamente adjudicada nem licenciada» e que ainda tem acções a decorrer contra si em tribunal.
Também Manuela Cunha, do Partido Ecologista Os Verdes afirmou que há procedimentos legais que «não foram cumpridos» na obra e assegurou que o PEV vai continuar a sua «luta» para tentar travar o projecto.
Do lado do Governo, o secretário de Estado da Energia negou as acusações e garantiu que a obra «cumpre todos os requisitos legais». Apesar de admitir que a obra terá impactos positivos e negativos, Carlos Zorrinho afirmou que a construção da barragem tem um impacto «muito positivo» para o País, uma vez que deverá criar cerca de quatro mil postos de trabalho, mil deles de forma directa.
Fonte do Texto: A Bola.pt

Barragem de Foz Tua ameaça navegabilidade do Douro

BARRAGEM DE FOZ TUA AMEAÇA NAVEGABILIDADE DO DOURO
“OS VERDES” INTERROGAM O GOVERNO

O Partido Ecologista “Os Verdes” alerta para o facto que, caso a Barragem de Foz Tua venha a ser construída, os seus impactes podem impedir a navegabilidade no Rio Douro de Foz Tua para cima. Esta denúncia é sustentada nos pareceres dados pelo Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, I.P. (IPTM), entidade responsável pela Via Navegável do Douro.
O IPTM, no quadro da consulta pública referente ao processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), avisou para os impactos não estudados que a eventual construção da Barragem de Foz Tua teria sobre a navegabilidade do Douro, impactes agravados pela natureza reversível do empreendimento hidroeléctrico que leva a alterações substanciais de caudal no Rio Douro e pela proximidade da Barragem de Valeira.
“Os Verdes” consideram da maior estranheza que esta participação do IPTM, tal como várias outras, nomeadamente a do Partido Ecologista “Os Verdes”, tenha “desaparecido” e não tenha sido tida em conta na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) emitida em 11 de Maio de 2009, acabando por só vir referida na Alteração à DIA emitida em 18 de Junho de 2009, “sem contudo a mesma incorporar qualquer dos assuntos mencionados”, tal como se pode constatar no Parecer dado por este Instituto ao Senhor Secretário Estado dos Transportes, em 19 de Maio de 2010.
No entanto, a Alteração à DIA referia que estas participações tinham sido posteriormente enviadas à Comissão de Avaliação (CA) para análise, tendo esta concluído que “todas as questões relevantes apresentadas já tinham sido devidamente consideradas e contempladas no Relatório desta Comissão e que, consequentemente, essas questões foram acolhidas nas condicionantes da DIA e nas suas medidas de minimização, compensação e nos planos de monitorização”, o que não corresponde à verdade, como se pode verificar no Parecer dado pelo IPTM a 19 de Maio de 2010 ao Secretário de Estado dos Transportes.
Relativamente aos impactes da Barragem de Foz Tua sobre a navegabilidade no Douro, a DIA não apresentou nenhuma condicionante, não exigia, em fase de Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE), qualquer estudo, nem a adopção de nenhuma medida de minimização e/ou de adaptação.
Os impactes negativos sobre a navegabilidade do Douro, apontados pelo ITPM, são e continuam a ser uma matéria totalmente omissa na avaliação dos impactes da Barragem de Foz Tua, tal como se pode verificar no Parecer da CA de Agosto 2010, assim como no Aditamento datado de 6 de Janeiro de 2010, e nas intervenções dos Ministros do Ambiente e das Obras Públicas quando confrontados com estas matérias, pelos Verdes, na Assembleia da República.
O ITPM alerta ainda para o facto que no EIA e na Avaliação que se seguiu, a questão da interpolaridade das propostas de transporte apresentadas pela EDP com o actual transporte fluvial e ferroviário existente no Douro, não foi minimamente abordada.
Considerando “Os Verdes” que o Turismo Fluvial no Douro é uma actividade económica de algum relevo e importância para a região, que resistiu à crise actual e que não pode agora vir a ser ameaçada pela construção da Barragem;
Considerando ainda “Os Verdes” a importância de atrair este potencial do turismo fluvial, já consolidado, para o Museu do Côa e para as zonas mais interiores do território Duriense;
Considerando também que, segundo informações veiculadas pela comunicação social, o Primeiro-Ministro prepara-se para colocar amanhã a primeira pedra da Barragem, dando como um facto consumado a Barragem de Foz Tua quando ainda muito está por definir;

Continuando “Os Verdes” cada vez mais convictos que a construção desta barragem tem inúmeros impactos negativos para a região e para o país, como se verifica com mais esta denúncia, o PEV entendeu apresentar na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo, nomeadamente ao Ministério das Obras Públicas, para que sejam esclarecidas, com carácter de urgência, as seguintes questões:

  1. Face às questões colocadas pelo IPTM, que estudos foram feitos e que medidas foram tomadas pelo Ministério em relação aos impactes decorrentes da Barragem de Foz Tua sobre a navegabilidade do Douro?
  2. Que informação foi dada aos operadores turísticos sobre este problema?
  3. Caso a Barragem venha a ser construída e caso sejam necessárias intervenções na navegabilidade do Douro, visto estas não terem sido previamente previstas e exigidas à EDP, quem as vai custear?

O Partido Ecologista “Os Verdes”
Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
Lisboa, 17 de Fevereiro de 2011

Linha do Tua desativada

Relativamente à linha do Tua, desactivada entre a barragem e a estação de Brunheda, será desenvolvido um Projecto de Mobilidade com um sistema multimodal. Serão implementados dois sistemas complementares de mobilidade, um destinado à mobilidade quotidiana e outro com finalidade turística.

Para este efeito, a EDP disponibilizará um montante máximo de €10 milhões destinado a alavancar o financiamento global das ações-âncora do projecto.

Entre as soluções previstas destacam-se a utilização do troço de via-férrea entre a Estação da Foz do Tua e a base da barragem; instalação de um funicular entre a base da barragem e o seu coroamento; transporte fluvial entre a barragem e Brunheda, e a construção de embarcadouros; e ainda a qualificação da infra-estrutura ferroviária a partir de Brunheda.

O serviço multimodal do Tua deverá ser explorado em regime de concessão

Fonte do Texto: Jornal Expresso

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Outra visão do TUA (II)

Ontem foi mais um dia de Descoberta Fotográfica. A escolha recaiu nas aldeias de Castanheiro e Tralhariz. Mesmo longe da Linha, não me esqueci dela e consegui esta fotografia que mostra um troço do rio Tua e da Linha do Tua, um pouco a montante do apeadeiro do Castanheiro.
A fotografia foi tirada mesmo do meio da aldeia.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tralhão (02)

Cortaram íngremes fragas,
Ao longo do Rio Tua,
Para construir a linha,
À luz do sol e da lua.

Tal obra de engenharia
Foi também um cemitério;
Ficaremos bem mais pobres,
Se fechar for o critério.

Excerto do livro Pombal de Ansiães - Outras Memórias, da autoria de Fernando Augusto de Figueiredo (2009).
Fotografia: Zona da linha junto ao antigo apeadeiro do Tralhão, que servia Pinhal do Norte, no concelho de Carrazeda de Ansiães.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Edição em DVD "PARE, ESCUTE, OLHE"



Uma edição dupla (2 DVD’s), mais de duas horas de extras. Preço de venda do DVD: 15€.

::INCLUI::
- Banda Sonora Original de Manuel Faria e Frankie Chavez
- Documentário “Documentar, Partilhar, Reflectir”
- Clips adicionais sobre ferroviários
- Imagens antigas da linha do Tua
- Problemática das barragens
- A luta pelo Tua
- Os comboios na Suíça
- Reportagem rádio Bragançana
- Fotos making of