- 31.07.2010 - Diario Digital - Tua: Autarca diz que processo é «uma barafunda total»
- 31.07.2010 - JN - Classificação da linha do Tua não pára barragem
- 29.07.2010 - TVI - Classificação da linha do Tua como monumento nacional pode travar barragem
- 29.07.2010 - Publico - Classificação da linha do Tua faz parar obras da barragem
- 29.07.2010 - RTP - Abertura do processo de classificação como monumento nacional pode travar barragem
- 29.07.2010 - Destak - Classificação como monumento nacional pode travar barragem
- 24.07.2010 - DN Economia - EDP avança com barragem de Foz Tua
- 23.07.2010 - Destak - Construção avança com impasse da ferrovia por resolver
- 23.07.2010 - Jornal de Notícias - EDP lança concurso para construção da barragem de Foz-Tua
- 23.07.2010 - Jornal de Negócios - EDP lança concurso para construção da barragem de Foz-Tua
- 21.07.2010 - ionline - "Verdes" acusam EDP de "gigantesca hipocrisia" por proposta de criação de parque natural Sabor/Tua
- 19.07.2010 - Expresso - Barragens: EDP propõe a ciração do parque natural Sabor/Tua
- 17.07.2010 - SIC - Investigador diz que novas barragens não vão ter aproveitamento turístico
- 13.07.2010 - Jornal de Notícias - Pare, Escute, Olhe
- 11.07.2010 - Correio da Manhã - Abandonar o interior
- 09.07.2010 - DN - Linha do Tua: Ministério está a estudar vários cenários - António Mendonça
- 09.07.2010 - RTP - Autarca de Mirandela aponta dedo ao ministro das Obras Públicas por “mais uma patacoada”
- 09.07.2010 - Mensageiro notícias - Movimento propõe referendo regional à Linha do Tua
sábado, 31 de julho de 2010
O que diz a comunicação social - Jul2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Tua: um rio, uma linha
Tua: um rio, uma linha - Exposição de fotografia na Casa Museu Maurício Penha
A Fundação Casa-Museu Maurício Penha tem a honra de convidar Vª. Exª. para a inauguração da exposição de fotografia de José Miguel Ferreira numa iniciativa conjunta com a Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua, a levar a cabo no dia 24 de Julho de 2010 pelas 18h00:http://www.jmf-photo.net/expo-tua-penha-jmf-en.htm
A exposição estará patente até 30 de Setembro de 2010 e pode ser visitada dentro do horário da Casa-Museu.
Mais informações:
Fundação Casa-Museu Maurício Penha
Rua Fonte de Baixo, 5
5070-367 Sanfins do Douro (Alijó)
Portugal
cmuseumpenha@mail.telepac.pt
cmuseumpenha@gmail.com
Tel /fax:: 259686133
segunda-feira, 19 de julho de 2010
José Silvano acusa ministro de só dizer “patacoadas”
A Linha do Tua é mais rentável para a região, em termos turísticos, do que a Auto-estrada Transmontana.
A ideia é defendida pelo autarca de Mirandela, no seguimento das palavras do Ministro das Obras Públicas que, na Assembleia da República, disse que a manutenção da linha tem um custo de 150 milhões por ano e, por isso, valia mais comprar um carro a cada utilizador da linha.
Silvano diz que o Ministro anda confuso com os números, e não acerta naquilo que diz.
“Desde que entrou para ministro ainda não acertou uma. Disse que a segurança da linha custaria 150 milhões de euros, isto é, fazer uma praticamente nova, e não o funcionamento da linha como ele disse, que estava a enganar os deputados. O funcionamento da linha custa à CP 250 mil euros por ano. O que custaria 150 milhões era a consolidação e manutenção da linha para que tivesse segurança no futuro. Mas o investimento de 150 milhões seria mais rentável para a região do que os trezentos e tal da auto-estrada. É que a auto-estrada traz gente mas leva gente da região e a linha apenas traz. Por isso é que digo que é mais uma patacoada do senhor ministro.”
Seguindo o raciocínio do Ministro António Mendonça, o presidente da câmara de Mirandela ironiza e sugere que nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, onde o prejuízo é muito maior, a classe dos veículos a oferecer seja diferente.
“É de rir porque eu então pergunto pelos mil e seiscentos milhões de euros de saldo negativo da Metro do Porto? Será para comprar um camião a cada portuense? E os dois mil milhões do metro de Lisboa, que já davam para um camião TIR a cada lisboeta? Se a questão é posta assim, tem de ser vista em todos os lados em todo o lado e não só em Trás-os-Montes.”
A reacção do autarca de Mirandela às recentes declarações do Ministro das Obras Públicas em relação à Linha do Tua.
Escrito por CIR
Fonte: Radio Brigantia
A ideia é defendida pelo autarca de Mirandela, no seguimento das palavras do Ministro das Obras Públicas que, na Assembleia da República, disse que a manutenção da linha tem um custo de 150 milhões por ano e, por isso, valia mais comprar um carro a cada utilizador da linha.
Silvano diz que o Ministro anda confuso com os números, e não acerta naquilo que diz.
“Desde que entrou para ministro ainda não acertou uma. Disse que a segurança da linha custaria 150 milhões de euros, isto é, fazer uma praticamente nova, e não o funcionamento da linha como ele disse, que estava a enganar os deputados. O funcionamento da linha custa à CP 250 mil euros por ano. O que custaria 150 milhões era a consolidação e manutenção da linha para que tivesse segurança no futuro. Mas o investimento de 150 milhões seria mais rentável para a região do que os trezentos e tal da auto-estrada. É que a auto-estrada traz gente mas leva gente da região e a linha apenas traz. Por isso é que digo que é mais uma patacoada do senhor ministro.”
Seguindo o raciocínio do Ministro António Mendonça, o presidente da câmara de Mirandela ironiza e sugere que nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa, onde o prejuízo é muito maior, a classe dos veículos a oferecer seja diferente.
“É de rir porque eu então pergunto pelos mil e seiscentos milhões de euros de saldo negativo da Metro do Porto? Será para comprar um camião a cada portuense? E os dois mil milhões do metro de Lisboa, que já davam para um camião TIR a cada lisboeta? Se a questão é posta assim, tem de ser vista em todos os lados em todo o lado e não só em Trás-os-Montes.”
A reacção do autarca de Mirandela às recentes declarações do Ministro das Obras Públicas em relação à Linha do Tua.
Escrito por CIR
Fonte: Radio Brigantia
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Sim ou Não às barragens do Tua e Sabor? - Museu do Douro, 17JUL2010
Exmos(as) Senhores(as),
No próximo sábado, dia 17 de Julho, pelas 10 horas no Museu do Douro, Régua, o blog Nortadas marca a agenda da actualidade com um importante debate à volta da questão das barragens do Tua e do Sabor.
De acordo com informação constante no blog "Nortadas", haverá intervenções a favor da solução das barragens e do plano nacional de barragens e intervenções contra a solução proposta das barragens.
A EDP far-se-á representar e os demais palestrantes, já confirmados, são:
Professor Doutor Rui Cortes (UTAD),
Professsor Alvaro Domingues (FAUP);
Professor Doutor Joanaz de Melo (UNL)
Professor Doutor Sampaio Nunes;
Dr. Francisco Sousa Fialho;
Dr. João Anacoreta Correia.
Segue em anexo convite para este debate, que se espera participativo!
Podem ser obtidas mais informações no blog:
http://nortadas.blogspot.com/
Cumprimentos,
Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
No próximo sábado, dia 17 de Julho, pelas 10 horas no Museu do Douro, Régua, o blog Nortadas marca a agenda da actualidade com um importante debate à volta da questão das barragens do Tua e do Sabor.
De acordo com informação constante no blog "Nortadas", haverá intervenções a favor da solução das barragens e do plano nacional de barragens e intervenções contra a solução proposta das barragens.
A EDP far-se-á representar e os demais palestrantes, já confirmados, são:
Professor Doutor Rui Cortes (UTAD),
Professsor Alvaro Domingues (FAUP);
Professor Doutor Joanaz de Melo (UNL)
Professor Doutor Sampaio Nunes;
Dr. Francisco Sousa Fialho;
Dr. João Anacoreta Correia.
Segue em anexo convite para este debate, que se espera participativo!
Podem ser obtidas mais informações no blog:
http://nortadas.blogspot.com/
Cumprimentos,
Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
sexta-feira, 9 de julho de 2010
II Festival Internacional de Canoagem de Águas Bravas da Terra Quente
O II Festival Internacional de Canoagem de Águas Bravas da Terra Quente, vai realizar-se a 9, 10 e 11 de Julho de 2010 em Trás-os-Montes, no Vale do Tua. O evento será organizado pela COAGRET (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases), em parceria com CCABP (Clube de Canoagem de Águas Bravas de Portugal), Grupo dos Tamecanos de Mondim - Aventura e o Clube Náutico de Fafe.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
LINHA DO TUA: Movimento cívico quer referendo popular
O Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) desafiou autarcas portugueses e espanhóis a promoverem um referendo sobre a reabertura, modernização e prolongamento da linha do Tua até Espanha.
O movimento defende que as populações locais devem pronunciar-se sobre o assunto e enviou as razões desta posição em documentos dirigidos aos autarcas de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, e para os alcaides espanhóis de Pedralba de la Pradería e de Puebla de Sanábria.
O MCLT acredita que os nove municípios ainda podem vir a estar unidos pela ferrovia que há mais de 120 anos foi pensada com esse propósito de ligar o Douro, no sul do Distrito de Bragança, à fronteira com Espanha, a norte.
Porém a Linha do Tua nunca chegou a Espanha, ficando pela cidade de Bragança que viu partir o comboio pela última vez em 1992, data em que foi desativado o maior troço entre a capital de distrito e Mirandela.
A circulação está reduzida, há dois anos, a 15 quilómetros, entre Mirandela e o Cachão, depois de uma sucessão de acidentes com quatro mortos, à espera das conclusões dos estudos da barragem de Foz Tua, que vai submergir parte da linha.
O MCLT defende a manutenção da ferrovia e apela aos autarcas que “afixem cartazes explicativos sobre as verdadeiras consequências” da hidroelétrica.
Pede uma “reunião de todos os autarcas para discussão e assinatura de um protocolo de reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua”.
“Estamos a desafiar o espírito de cooperação mútua em prol do desenvolvimento não apenas regional como transfronteiriço, de onde advirão ganhos significativos para ambas as regiões deprimidas dos dois países ibéricos”, refere.
O movimento lembra que “foi igual ação enérgica por parte de uma coligação de autarquias que finalmente convenceu "Lisboa" a reabrir o troço Pocinho - Barca d'Alva na Linha do Douro, e que é a união, não a desunião, que faz forte a região”.
Fonte: Marão Online
O movimento defende que as populações locais devem pronunciar-se sobre o assunto e enviou as razões desta posição em documentos dirigidos aos autarcas de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Bragança, e para os alcaides espanhóis de Pedralba de la Pradería e de Puebla de Sanábria.
O MCLT acredita que os nove municípios ainda podem vir a estar unidos pela ferrovia que há mais de 120 anos foi pensada com esse propósito de ligar o Douro, no sul do Distrito de Bragança, à fronteira com Espanha, a norte.
Porém a Linha do Tua nunca chegou a Espanha, ficando pela cidade de Bragança que viu partir o comboio pela última vez em 1992, data em que foi desativado o maior troço entre a capital de distrito e Mirandela.
A circulação está reduzida, há dois anos, a 15 quilómetros, entre Mirandela e o Cachão, depois de uma sucessão de acidentes com quatro mortos, à espera das conclusões dos estudos da barragem de Foz Tua, que vai submergir parte da linha.
O MCLT defende a manutenção da ferrovia e apela aos autarcas que “afixem cartazes explicativos sobre as verdadeiras consequências” da hidroelétrica.
Pede uma “reunião de todos os autarcas para discussão e assinatura de um protocolo de reabertura, modernização e prolongamento da Linha do Tua”.
“Estamos a desafiar o espírito de cooperação mútua em prol do desenvolvimento não apenas regional como transfronteiriço, de onde advirão ganhos significativos para ambas as regiões deprimidas dos dois países ibéricos”, refere.
O movimento lembra que “foi igual ação enérgica por parte de uma coligação de autarquias que finalmente convenceu "Lisboa" a reabrir o troço Pocinho - Barca d'Alva na Linha do Douro, e que é a união, não a desunião, que faz forte a região”.
Fonte: Marão Online
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Cinema itinerante nas aldeias do Rio Tua
O GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, em conjunto com a Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua, a COAGRET, Coordenadora de Afectad@s pelas Grandes Barragens e Transvases – Secção Portuguesa e o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), irá dinamizar um ciclo de cinema itinerante pelas aldeias ribeirinhas do Rio Tua, na região de Trás-os-Montes.
Quem desejar apoiar este projecto, que irá decorrer durante o mês de Julho de 2010, poderá fazê-lo através de um Donativo por PayPal ou para o nosso NIB 0035 0298 00006902130 27 (Conta do GAIA Lisboa na Caixa Geral de Depósitos). Ao fazer o donativo, informe-nos do mesmo através no nosso email, gaia@gaia.org.pt, e diga a que fim se destina, no caso o Cinema Itinerante. Para que possamos passar-lhe o recibo não se esqueça de fornecer os seus dados pessoais. Mais informação em Apoia!
*
Neste ciclo iremos percorrer as várias aldeias da região, projectando um documentário sobre a linha de comboio do Tua, ao qual se seguirá uma conversa com as pessoas presentes, de forma a conhecer o sentimento das populações locais acerca desta linha de comboio centenária.
O documentário será projectado na rua, após o pôr-do-sol, retomando uma actividade que antigamente acontecia nestas aldeias. A rua como local de projecção tem também como objectivo facilitar a presença de toda a gente que deseje visionar o documentário, pois a rua é por definição o local onde a vida da aldeia decorre, o local predilecto de interacção social, aberto a qualquer pessoa.
Este posicionamento na rua, ao ar livre, possibilita que o debate que se deseja após a projecção do documentário seja aberto e transparente, acessível a qualquer pessoa. Durante o debate pretende-se incitar a população a partilhar os seus sentimentos sobre a linha de comboio do Tua, que vivências nela tem, que recordações lhe traz, que perspectivas lhe sugere.
O debate pretende também que as pessoas possam demonstrar o seu contentamento ou desagrado com a potencial barragem de Foz Tua, num ambiente de diálogo informativo e construtivo. O processo deseja-se participativo, de forma a que a cada pessoa seja possível construir o seu próprio conhecimento e torná-lo depois vivo, adquirindo a confiança necessária para o fazer chegar a quem toma as decisões políticas na região.
Com base em visitas anteriores aos Rios Tua e Sabor e respectivo contacto com habitantes locais, antevemos uma óptima experiência de partilha, apoiada na enorme hospitalidade que estas populações demonstram. Iremos dando conta dessa experiência aqui na página do GAIA, em gaia.org.pt/cineitinerante, sendo que sempre que se justifique colocaremos a informação na página principal.O documentário será projectado na rua, após o pôr-do-sol, retomando uma actividade que antigamente acontecia nestas aldeias. A rua como local de projecção tem também como objectivo facilitar a presença de toda a gente que deseje visionar o documentário, pois a rua é por definição o local onde a vida da aldeia decorre, o local predilecto de interacção social, aberto a qualquer pessoa.
Este posicionamento na rua, ao ar livre, possibilita que o debate que se deseja após a projecção do documentário seja aberto e transparente, acessível a qualquer pessoa. Durante o debate pretende-se incitar a população a partilhar os seus sentimentos sobre a linha de comboio do Tua, que vivências nela tem, que recordações lhe traz, que perspectivas lhe sugere.
O debate pretende também que as pessoas possam demonstrar o seu contentamento ou desagrado com a potencial barragem de Foz Tua, num ambiente de diálogo informativo e construtivo. O processo deseja-se participativo, de forma a que a cada pessoa seja possível construir o seu próprio conhecimento e torná-lo depois vivo, adquirindo a confiança necessária para o fazer chegar a quem toma as decisões políticas na região.
As primeiras projecções serão nas Aldeias do Castanheiro (6ªf, 02 de Julho) e da Brunheda (Sábado, 03 de Julho). Apareçam!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Jantar popular 1 Julho: benefit ao projecto da linha do Tua!
QUINTA-FEIRA, 1 JULHO, 20H no Centro Social do GAIA na Mouraria:
JANTAR POPULAR DE APOIO AO PROJECTO NA LINHA DO TUA
Esta quinta o jantar popular vai ser um benefit para o projecto na Linha do Tua - uma iniciativa que vai percorrer Trás-os-Montes para falar com a comunidade local sobre a linha de comboio do Tua e os prós e os contras da construção de uma barragem naquela zona!
Ementa: bolonhesa de lentilhas!
Retirado de GAIA
JANTAR POPULAR DE APOIO AO PROJECTO NA LINHA DO TUA
Esta quinta o jantar popular vai ser um benefit para o projecto na Linha do Tua - uma iniciativa que vai percorrer Trás-os-Montes para falar com a comunidade local sobre a linha de comboio do Tua e os prós e os contras da construção de uma barragem naquela zona!
Ementa: bolonhesa de lentilhas!
Retirado de GAIA
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O que diz a comunicação social - Jun2010
- 24.06.2010 - Diário Digital - Linha do Tua: Movimento cívico quer referendo popular
- 08.06.2010 - DN - Movimento acusa ministro de "total desrespeito"
- 04.06.2010 - RRenascença - Ministro das Obras Públicas faltou a comissão
- 04.06.2010 - Diário Digital - Comissão das Obras Públicas adia audição sobre linha do Tua
- 04.06.2010 - TVI 24 - Ministro faltou a comissão parlamentar
- 04.06.2010 - RTP - Deputados recusaram ouvir secretário de Estado perante a ausência do ministro das Obras Públicas
- 23.05.2010 - IOL Diário - Bloco de Esquerda quer travar barragem no Tua
sábado, 19 de junho de 2010
6.ª Caminhada entre Foz-Tua e Brunheda
Ao contrário da Linha do Tua, que está cada vez mais parada, nós, os que não somos subsídiodependentes somos obrigados a trabalhar cada vez mais, para termos cada vez menos poder de compra. Desabafos à parte, não me tem sobrado muito tempo para a escrita dos meu passeios pedestres, pelo Tua ou pelo Sabor.
Uma das últimas “viagens” na Linha do Tua aconteceu a 8 de Maio. Foi mais uma caminhada ente Foz-Tua e Brunheda, mas esta foi muito “molhada” e, por isso, bastante diferente das anteriores.
Fui de carro até Foz-Tua, onde cheguei perto das 9 da manhã. Quando passei Ribalonga em direcção ao Tua tive o primeiro momento feliz do dia. Um chasco-negro veio pousar num poste de telefone relativamente perto de mim. Só recentemente soube que a pequena ave (Oenanthe leucura) é muito rara em Portugal. A norte, praticamente só se pode observar nesta zona do Douro do concelho de Carrazeda de Ansiães.
Depois de um café, para espevitar um pouco, parti linha acima disposto a passar todo o dia na mais completa solidão.
Logo nos primeiros metros já se notavam os efeitos do abandono da linha. A erva tomou conta dos carris, com azedas a crescerem por toda a parte.
Mais à frente, sobre o viaduto das Presas, foi construída uma passadeira, talvez para facilitar o acesso ao pessoal que aí trabalha na futura barragem. Apesar das máquinas terem de fazer um grande volta, quase pela estação de Tralhariz, as pessoas têm acesso rápido e directo pelo viaduto e túnel das Presas.
Ainda não tinha estado no local desde o início das obras e, confesso, estava à espera de maior destruição. Na margem esquerda do rio, junto da linha, as alterações são ainda poucas, ainda que já sejam demasiadas. Na margem direita, onde foi aberto um estradão já algum tempo, é que a destruição é maior.
Os carris ao longo de quase dois quilómetros foram arrancados para possibilitar a circulação de máquinas ao longo da linha. Como passei pelo local num fim-de-semana não havia máquinas em movimento.
O céu foi-se encobrindo cada vez mais e preparei-me para o pior. Para quem gosta de fotografar, não há nada como não ter luz. De qualquer forma, a chuva não me assustava porque já levava algum equipamento a contar com essa eventualidade.
Mesmo em condições pouco convidativas, não podia deixar de reparar na quantidade de flores multicolores que povoam a paisagem. Março, Abril, Maio e Junho são meses com cores fantásticas e isso é visível em toda a extensão da linha.
Quando estava entre os dois túneis das Fragas Más fui alcançado por um grupo de seis pessoas. Nele estava Miguel Faria que já enviou algumas das suas fotografias desse dia para este blogue. Como o seu ritmo era mais elevado, acabei por ficar para trás, mas voltaríamos a encontrar-nos no Castanheiro, no S. Lourenço e na Brunheda.
Pouco depois de passar o Castanheiro, começou a chover com bastante intensidade. Se o ambiente saturado de vapor de água me agradava, a máquina fotográfica quase completamente encharcada preocupava-me muito. Quando a retirava a de baixo da capa de água, ou estava com a objectiva completamente embaciada, ou toda molhada. Não tinha guarda-chuva, o que dificultava as coisas. Não fiz nenhuma pausa para o almoço, que fui mordiscando depois da uma, perto da ponte de Paradela.
Em Santa Luzia ainda fiz uma pequena pausa para arrumas as coisas na mochila. A chuva era cada vez mais intensa e eu não me podia dar ao luxo de não chegar a horas do Taxi, na Brunheda.
Quase ao longo de toda alinha são evidentes os sinais de abandono. Há muitas derrocadas, rochas enormes na linha e os carris foram deslocados (nalguns lugares cerca de 20 cm). Pouco antes da Brunheda, sensivelmente onde se verificou o último acidente, a linha está praticamente destruída em ao longo de mais de 100 metros. Inicialmente não percebi porquê, mas depois apercebi-me que são as obras para a construção de uma ponte para o futuro IC5. É assim a gestão deste país, bastam-se milhos em estradas e afoga-se uma linha centenária, das mais bonitas da Europa.
A caminhada foi-se tornando monótona. Cada vez era mais difícil tirar fotografias e já tinha as pernas e os pés completamente encharcados. Fui caminhando com calma para que não sofressem muito, dificultando-me o avanço. Consegui manter um ritmo constante e chegar à Brunheda às dezassete menos dez minutos. Pouco depois chegou o grupo que se encontrava também a fazer a caminhada.
Apanhei o táxi para Foz-Tua. O corpo arrefeceu e comecei a sentir bastante frio. Felizmente a viagem demorou pouco e rapidamente pude voltar a casa.
Uma das últimas “viagens” na Linha do Tua aconteceu a 8 de Maio. Foi mais uma caminhada ente Foz-Tua e Brunheda, mas esta foi muito “molhada” e, por isso, bastante diferente das anteriores.
Fui de carro até Foz-Tua, onde cheguei perto das 9 da manhã. Quando passei Ribalonga em direcção ao Tua tive o primeiro momento feliz do dia. Um chasco-negro veio pousar num poste de telefone relativamente perto de mim. Só recentemente soube que a pequena ave (Oenanthe leucura) é muito rara em Portugal. A norte, praticamente só se pode observar nesta zona do Douro do concelho de Carrazeda de Ansiães.
Depois de um café, para espevitar um pouco, parti linha acima disposto a passar todo o dia na mais completa solidão.
Logo nos primeiros metros já se notavam os efeitos do abandono da linha. A erva tomou conta dos carris, com azedas a crescerem por toda a parte.
Mais à frente, sobre o viaduto das Presas, foi construída uma passadeira, talvez para facilitar o acesso ao pessoal que aí trabalha na futura barragem. Apesar das máquinas terem de fazer um grande volta, quase pela estação de Tralhariz, as pessoas têm acesso rápido e directo pelo viaduto e túnel das Presas.
Ainda não tinha estado no local desde o início das obras e, confesso, estava à espera de maior destruição. Na margem esquerda do rio, junto da linha, as alterações são ainda poucas, ainda que já sejam demasiadas. Na margem direita, onde foi aberto um estradão já algum tempo, é que a destruição é maior.
Os carris ao longo de quase dois quilómetros foram arrancados para possibilitar a circulação de máquinas ao longo da linha. Como passei pelo local num fim-de-semana não havia máquinas em movimento.
O céu foi-se encobrindo cada vez mais e preparei-me para o pior. Para quem gosta de fotografar, não há nada como não ter luz. De qualquer forma, a chuva não me assustava porque já levava algum equipamento a contar com essa eventualidade.
Mesmo em condições pouco convidativas, não podia deixar de reparar na quantidade de flores multicolores que povoam a paisagem. Março, Abril, Maio e Junho são meses com cores fantásticas e isso é visível em toda a extensão da linha.
Quando estava entre os dois túneis das Fragas Más fui alcançado por um grupo de seis pessoas. Nele estava Miguel Faria que já enviou algumas das suas fotografias desse dia para este blogue. Como o seu ritmo era mais elevado, acabei por ficar para trás, mas voltaríamos a encontrar-nos no Castanheiro, no S. Lourenço e na Brunheda.
Pouco depois de passar o Castanheiro, começou a chover com bastante intensidade. Se o ambiente saturado de vapor de água me agradava, a máquina fotográfica quase completamente encharcada preocupava-me muito. Quando a retirava a de baixo da capa de água, ou estava com a objectiva completamente embaciada, ou toda molhada. Não tinha guarda-chuva, o que dificultava as coisas. Não fiz nenhuma pausa para o almoço, que fui mordiscando depois da uma, perto da ponte de Paradela.
Em Santa Luzia ainda fiz uma pequena pausa para arrumas as coisas na mochila. A chuva era cada vez mais intensa e eu não me podia dar ao luxo de não chegar a horas do Taxi, na Brunheda.
Quase ao longo de toda alinha são evidentes os sinais de abandono. Há muitas derrocadas, rochas enormes na linha e os carris foram deslocados (nalguns lugares cerca de 20 cm). Pouco antes da Brunheda, sensivelmente onde se verificou o último acidente, a linha está praticamente destruída em ao longo de mais de 100 metros. Inicialmente não percebi porquê, mas depois apercebi-me que são as obras para a construção de uma ponte para o futuro IC5. É assim a gestão deste país, bastam-se milhos em estradas e afoga-se uma linha centenária, das mais bonitas da Europa.
A caminhada foi-se tornando monótona. Cada vez era mais difícil tirar fotografias e já tinha as pernas e os pés completamente encharcados. Fui caminhando com calma para que não sofressem muito, dificultando-me o avanço. Consegui manter um ritmo constante e chegar à Brunheda às dezassete menos dez minutos. Pouco depois chegou o grupo que se encontrava também a fazer a caminhada.
Apanhei o táxi para Foz-Tua. O corpo arrefeceu e comecei a sentir bastante frio. Felizmente a viagem demorou pouco e rapidamente pude voltar a casa.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
3 de Junho - Eduardo Basto
No dia 3 de Junho de 2010 Eduardo Basto fez o percurso entre Brunheda e Foz-Tua a pé. Ressentiu-se do calor mas isso não o impediu de fazer muitas fotografias. Enviou-me algumas para partilhar no Blogue A Linha é TUA.
Todos os que se pretendam aventurar em caminhadas ao longo da Linha do Tua no período do Verão devem precaver-se com muita água. Entre Foz-Tua e Brunheda, há dois pontos onde se pode apanhar água, mas podem passar despercebidos para quem não conhece. Não há fontes, nem aldeias, nem bares, é só silêncio, a linha, rochas e o céu azul.
O meu agradecimento a Eduardo Basto, por partilhar as suas fotografias connosco.
Todos os que se pretendam aventurar em caminhadas ao longo da Linha do Tua no período do Verão devem precaver-se com muita água. Entre Foz-Tua e Brunheda, há dois pontos onde se pode apanhar água, mas podem passar despercebidos para quem não conhece. Não há fontes, nem aldeias, nem bares, é só silêncio, a linha, rochas e o céu azul.
O meu agradecimento a Eduardo Basto, por partilhar as suas fotografias connosco.
terça-feira, 8 de junho de 2010
8 de Maio - Miguel Faria (2/2)
Mais um conjunto de fotografias enviadas por Miguel Faria que ilustram a caminhada que ele e alguns amigos fizeram no dia 8 de Maio, entre Foz-Tua e Brunheda.
Primeiro conjunto de fotografias desta caminhada.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Em Foz-Tua
Este era o aspecto da Linha do Tua no início do mês de Maio, poucos metros antes do Viaduto das Presas, logo à saída de Foz-Tua.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
33º Quilómetro
Entre a estação de Abreiro e o apeadeiro da Ribeirinha podem-se apreciar bonitas paisagens, como esta que eu fotografei no dia 13 de Maio, quase à noitinha.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
8 de Maio - Miguel Faria (1/2)
No dia 8 de Maio encontrei-me na Linha do Tua com um grupo de 6 pessoas que, tal como eu, fez o percurso a pé entre Foz-Tua e Brunheda. Neste grupo estava Miguel Faria, a que eu pedi para me enviar algumas fotografias da sua reportagem para partilhar no Blogue - A Linha é Tua.
O clima não esteve muito propício para a fotografia principalmente pelo perigo que o equipamento fotográfico corria, com tanta chuva. Publico, hoje um conjunto de 5 fotografias, das várias que recebi por email.
O clima não esteve muito propício para a fotografia principalmente pelo perigo que o equipamento fotográfico corria, com tanta chuva. Publico, hoje um conjunto de 5 fotografias, das várias que recebi por email.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Na Linha do Tua - 8 de Maio
Hoje foram vários os grupos de pessoas que se aventuraram a percorrer a pé alguns troços da Linha do Tua. Também eu andei por lá. Choveu imenso mas não desisti de tentar capturar as paisagens deslumbrantes que fui encontrando pelo caminho. A Linha do Tua também é TUA, por isso, todos os que quiserem participar, podem enviar-me fotografias e algumas frases para partilhar com a comunidade que acompanha este Blogue, e que não para de crescer.
o eMail do blogue é alinhaetua@gmail.com
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7 Ex-maravilhas de Portugal: Barragem do Tua vai apagar parte da paisagem única do vale
A Linha do Tua está prestes a ser transformada numa ex-maravilha de Portugal. A Barragem anunciada para o rio Tua ameaça, não só, o caminho-de-ferro, como também a paisagem do vale, uma das mais belas paisagens que temos por cá. Entre todas as candidatas à iniciativa das 7 ex-maravilhas, a linha do Tua é, de longe, a que recolheu, até agora, a preferência dos portugueses.
Fonte: SIC Online.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Apresentação do livro "Pare, Escute, Olhe"
Texto de Jorge Laiginhas e fotografia de Leonel de Castro
28 AbrQua 21h30
FNAC Norte Shopping
Este livro é um documentário fotográfico realizado pelo fotojornalista Leonel de Castro, com texto do jornalista Jorge Laiginhas, motivado pela supressão da chamada Linha do Tua, que irá ficar submersa após a construção da barragem do Tua. Trata-se de um documento histórico, uma vez que é um trabalho inédito e único de registo fotográfico exaustivo. Os registos fotográficos captam não só a enorme beleza e dignidade da paisagem, como a própria vida da linha ferroviária: as pessoas que a utilizam, a presença dos carris e do comboio na terra e na vida das gentes da região.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Linha do Tua - Sem comentários
Fotografias enviadas para o email do Blogue por José Rodrigues no dia 24 de Abril. Mostram o aspecto da Linha do Tua entre o 1,8 e os 3 Km.
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