QUINTA-FEIRA, 1 JULHO, 20H no Centro Social do GAIA na Mouraria:
JANTAR POPULAR DE APOIO AO PROJECTO NA LINHA DO TUA
Esta quinta o jantar popular vai ser um benefit para o projecto na Linha do Tua - uma iniciativa que vai percorrer Trás-os-Montes para falar com a comunidade local sobre a linha de comboio do Tua e os prós e os contras da construção de uma barragem naquela zona!
Ementa: bolonhesa de lentilhas!
Retirado de GAIA
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
O que diz a comunicação social - Jun2010
- 24.06.2010 - Diário Digital - Linha do Tua: Movimento cívico quer referendo popular
- 08.06.2010 - DN - Movimento acusa ministro de "total desrespeito"
- 04.06.2010 - RRenascença - Ministro das Obras Públicas faltou a comissão
- 04.06.2010 - Diário Digital - Comissão das Obras Públicas adia audição sobre linha do Tua
- 04.06.2010 - TVI 24 - Ministro faltou a comissão parlamentar
- 04.06.2010 - RTP - Deputados recusaram ouvir secretário de Estado perante a ausência do ministro das Obras Públicas
- 23.05.2010 - IOL Diário - Bloco de Esquerda quer travar barragem no Tua
sábado, 19 de junho de 2010
6.ª Caminhada entre Foz-Tua e Brunheda
Ao contrário da Linha do Tua, que está cada vez mais parada, nós, os que não somos subsídiodependentes somos obrigados a trabalhar cada vez mais, para termos cada vez menos poder de compra. Desabafos à parte, não me tem sobrado muito tempo para a escrita dos meu passeios pedestres, pelo Tua ou pelo Sabor.
Uma das últimas “viagens” na Linha do Tua aconteceu a 8 de Maio. Foi mais uma caminhada ente Foz-Tua e Brunheda, mas esta foi muito “molhada” e, por isso, bastante diferente das anteriores.
Fui de carro até Foz-Tua, onde cheguei perto das 9 da manhã. Quando passei Ribalonga em direcção ao Tua tive o primeiro momento feliz do dia. Um chasco-negro veio pousar num poste de telefone relativamente perto de mim. Só recentemente soube que a pequena ave (Oenanthe leucura) é muito rara em Portugal. A norte, praticamente só se pode observar nesta zona do Douro do concelho de Carrazeda de Ansiães.
Depois de um café, para espevitar um pouco, parti linha acima disposto a passar todo o dia na mais completa solidão.
Logo nos primeiros metros já se notavam os efeitos do abandono da linha. A erva tomou conta dos carris, com azedas a crescerem por toda a parte.
Mais à frente, sobre o viaduto das Presas, foi construída uma passadeira, talvez para facilitar o acesso ao pessoal que aí trabalha na futura barragem. Apesar das máquinas terem de fazer um grande volta, quase pela estação de Tralhariz, as pessoas têm acesso rápido e directo pelo viaduto e túnel das Presas.
Ainda não tinha estado no local desde o início das obras e, confesso, estava à espera de maior destruição. Na margem esquerda do rio, junto da linha, as alterações são ainda poucas, ainda que já sejam demasiadas. Na margem direita, onde foi aberto um estradão já algum tempo, é que a destruição é maior.
Os carris ao longo de quase dois quilómetros foram arrancados para possibilitar a circulação de máquinas ao longo da linha. Como passei pelo local num fim-de-semana não havia máquinas em movimento.
O céu foi-se encobrindo cada vez mais e preparei-me para o pior. Para quem gosta de fotografar, não há nada como não ter luz. De qualquer forma, a chuva não me assustava porque já levava algum equipamento a contar com essa eventualidade.
Mesmo em condições pouco convidativas, não podia deixar de reparar na quantidade de flores multicolores que povoam a paisagem. Março, Abril, Maio e Junho são meses com cores fantásticas e isso é visível em toda a extensão da linha.
Quando estava entre os dois túneis das Fragas Más fui alcançado por um grupo de seis pessoas. Nele estava Miguel Faria que já enviou algumas das suas fotografias desse dia para este blogue. Como o seu ritmo era mais elevado, acabei por ficar para trás, mas voltaríamos a encontrar-nos no Castanheiro, no S. Lourenço e na Brunheda.
Pouco depois de passar o Castanheiro, começou a chover com bastante intensidade. Se o ambiente saturado de vapor de água me agradava, a máquina fotográfica quase completamente encharcada preocupava-me muito. Quando a retirava a de baixo da capa de água, ou estava com a objectiva completamente embaciada, ou toda molhada. Não tinha guarda-chuva, o que dificultava as coisas. Não fiz nenhuma pausa para o almoço, que fui mordiscando depois da uma, perto da ponte de Paradela.
Em Santa Luzia ainda fiz uma pequena pausa para arrumas as coisas na mochila. A chuva era cada vez mais intensa e eu não me podia dar ao luxo de não chegar a horas do Taxi, na Brunheda.
Quase ao longo de toda alinha são evidentes os sinais de abandono. Há muitas derrocadas, rochas enormes na linha e os carris foram deslocados (nalguns lugares cerca de 20 cm). Pouco antes da Brunheda, sensivelmente onde se verificou o último acidente, a linha está praticamente destruída em ao longo de mais de 100 metros. Inicialmente não percebi porquê, mas depois apercebi-me que são as obras para a construção de uma ponte para o futuro IC5. É assim a gestão deste país, bastam-se milhos em estradas e afoga-se uma linha centenária, das mais bonitas da Europa.
A caminhada foi-se tornando monótona. Cada vez era mais difícil tirar fotografias e já tinha as pernas e os pés completamente encharcados. Fui caminhando com calma para que não sofressem muito, dificultando-me o avanço. Consegui manter um ritmo constante e chegar à Brunheda às dezassete menos dez minutos. Pouco depois chegou o grupo que se encontrava também a fazer a caminhada.
Apanhei o táxi para Foz-Tua. O corpo arrefeceu e comecei a sentir bastante frio. Felizmente a viagem demorou pouco e rapidamente pude voltar a casa.
Uma das últimas “viagens” na Linha do Tua aconteceu a 8 de Maio. Foi mais uma caminhada ente Foz-Tua e Brunheda, mas esta foi muito “molhada” e, por isso, bastante diferente das anteriores.
Fui de carro até Foz-Tua, onde cheguei perto das 9 da manhã. Quando passei Ribalonga em direcção ao Tua tive o primeiro momento feliz do dia. Um chasco-negro veio pousar num poste de telefone relativamente perto de mim. Só recentemente soube que a pequena ave (Oenanthe leucura) é muito rara em Portugal. A norte, praticamente só se pode observar nesta zona do Douro do concelho de Carrazeda de Ansiães.
Depois de um café, para espevitar um pouco, parti linha acima disposto a passar todo o dia na mais completa solidão.
Logo nos primeiros metros já se notavam os efeitos do abandono da linha. A erva tomou conta dos carris, com azedas a crescerem por toda a parte.
Mais à frente, sobre o viaduto das Presas, foi construída uma passadeira, talvez para facilitar o acesso ao pessoal que aí trabalha na futura barragem. Apesar das máquinas terem de fazer um grande volta, quase pela estação de Tralhariz, as pessoas têm acesso rápido e directo pelo viaduto e túnel das Presas.
Ainda não tinha estado no local desde o início das obras e, confesso, estava à espera de maior destruição. Na margem esquerda do rio, junto da linha, as alterações são ainda poucas, ainda que já sejam demasiadas. Na margem direita, onde foi aberto um estradão já algum tempo, é que a destruição é maior.
Os carris ao longo de quase dois quilómetros foram arrancados para possibilitar a circulação de máquinas ao longo da linha. Como passei pelo local num fim-de-semana não havia máquinas em movimento.
O céu foi-se encobrindo cada vez mais e preparei-me para o pior. Para quem gosta de fotografar, não há nada como não ter luz. De qualquer forma, a chuva não me assustava porque já levava algum equipamento a contar com essa eventualidade.
Mesmo em condições pouco convidativas, não podia deixar de reparar na quantidade de flores multicolores que povoam a paisagem. Março, Abril, Maio e Junho são meses com cores fantásticas e isso é visível em toda a extensão da linha.
Quando estava entre os dois túneis das Fragas Más fui alcançado por um grupo de seis pessoas. Nele estava Miguel Faria que já enviou algumas das suas fotografias desse dia para este blogue. Como o seu ritmo era mais elevado, acabei por ficar para trás, mas voltaríamos a encontrar-nos no Castanheiro, no S. Lourenço e na Brunheda.
Pouco depois de passar o Castanheiro, começou a chover com bastante intensidade. Se o ambiente saturado de vapor de água me agradava, a máquina fotográfica quase completamente encharcada preocupava-me muito. Quando a retirava a de baixo da capa de água, ou estava com a objectiva completamente embaciada, ou toda molhada. Não tinha guarda-chuva, o que dificultava as coisas. Não fiz nenhuma pausa para o almoço, que fui mordiscando depois da uma, perto da ponte de Paradela.
Em Santa Luzia ainda fiz uma pequena pausa para arrumas as coisas na mochila. A chuva era cada vez mais intensa e eu não me podia dar ao luxo de não chegar a horas do Taxi, na Brunheda.
Quase ao longo de toda alinha são evidentes os sinais de abandono. Há muitas derrocadas, rochas enormes na linha e os carris foram deslocados (nalguns lugares cerca de 20 cm). Pouco antes da Brunheda, sensivelmente onde se verificou o último acidente, a linha está praticamente destruída em ao longo de mais de 100 metros. Inicialmente não percebi porquê, mas depois apercebi-me que são as obras para a construção de uma ponte para o futuro IC5. É assim a gestão deste país, bastam-se milhos em estradas e afoga-se uma linha centenária, das mais bonitas da Europa.
A caminhada foi-se tornando monótona. Cada vez era mais difícil tirar fotografias e já tinha as pernas e os pés completamente encharcados. Fui caminhando com calma para que não sofressem muito, dificultando-me o avanço. Consegui manter um ritmo constante e chegar à Brunheda às dezassete menos dez minutos. Pouco depois chegou o grupo que se encontrava também a fazer a caminhada.
Apanhei o táxi para Foz-Tua. O corpo arrefeceu e comecei a sentir bastante frio. Felizmente a viagem demorou pouco e rapidamente pude voltar a casa.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
3 de Junho - Eduardo Basto
No dia 3 de Junho de 2010 Eduardo Basto fez o percurso entre Brunheda e Foz-Tua a pé. Ressentiu-se do calor mas isso não o impediu de fazer muitas fotografias. Enviou-me algumas para partilhar no Blogue A Linha é TUA.
Todos os que se pretendam aventurar em caminhadas ao longo da Linha do Tua no período do Verão devem precaver-se com muita água. Entre Foz-Tua e Brunheda, há dois pontos onde se pode apanhar água, mas podem passar despercebidos para quem não conhece. Não há fontes, nem aldeias, nem bares, é só silêncio, a linha, rochas e o céu azul.
O meu agradecimento a Eduardo Basto, por partilhar as suas fotografias connosco.
Todos os que se pretendam aventurar em caminhadas ao longo da Linha do Tua no período do Verão devem precaver-se com muita água. Entre Foz-Tua e Brunheda, há dois pontos onde se pode apanhar água, mas podem passar despercebidos para quem não conhece. Não há fontes, nem aldeias, nem bares, é só silêncio, a linha, rochas e o céu azul.
O meu agradecimento a Eduardo Basto, por partilhar as suas fotografias connosco.
terça-feira, 8 de junho de 2010
8 de Maio - Miguel Faria (2/2)
Mais um conjunto de fotografias enviadas por Miguel Faria que ilustram a caminhada que ele e alguns amigos fizeram no dia 8 de Maio, entre Foz-Tua e Brunheda.
Primeiro conjunto de fotografias desta caminhada.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Em Foz-Tua
Este era o aspecto da Linha do Tua no início do mês de Maio, poucos metros antes do Viaduto das Presas, logo à saída de Foz-Tua.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
33º Quilómetro
Entre a estação de Abreiro e o apeadeiro da Ribeirinha podem-se apreciar bonitas paisagens, como esta que eu fotografei no dia 13 de Maio, quase à noitinha.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
8 de Maio - Miguel Faria (1/2)
No dia 8 de Maio encontrei-me na Linha do Tua com um grupo de 6 pessoas que, tal como eu, fez o percurso a pé entre Foz-Tua e Brunheda. Neste grupo estava Miguel Faria, a que eu pedi para me enviar algumas fotografias da sua reportagem para partilhar no Blogue - A Linha é Tua.
O clima não esteve muito propício para a fotografia principalmente pelo perigo que o equipamento fotográfico corria, com tanta chuva. Publico, hoje um conjunto de 5 fotografias, das várias que recebi por email.
O clima não esteve muito propício para a fotografia principalmente pelo perigo que o equipamento fotográfico corria, com tanta chuva. Publico, hoje um conjunto de 5 fotografias, das várias que recebi por email.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Na Linha do Tua - 8 de Maio
Hoje foram vários os grupos de pessoas que se aventuraram a percorrer a pé alguns troços da Linha do Tua. Também eu andei por lá. Choveu imenso mas não desisti de tentar capturar as paisagens deslumbrantes que fui encontrando pelo caminho. A Linha do Tua também é TUA, por isso, todos os que quiserem participar, podem enviar-me fotografias e algumas frases para partilhar com a comunidade que acompanha este Blogue, e que não para de crescer.
o eMail do blogue é alinhaetua@gmail.com
o eMail do blogue é alinhaetua@gmail.com
7 Ex-maravilhas de Portugal: Barragem do Tua vai apagar parte da paisagem única do vale
A Linha do Tua está prestes a ser transformada numa ex-maravilha de Portugal. A Barragem anunciada para o rio Tua ameaça, não só, o caminho-de-ferro, como também a paisagem do vale, uma das mais belas paisagens que temos por cá. Entre todas as candidatas à iniciativa das 7 ex-maravilhas, a linha do Tua é, de longe, a que recolheu, até agora, a preferência dos portugueses.
Fonte: SIC Online.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Apresentação do livro "Pare, Escute, Olhe"
Texto de Jorge Laiginhas e fotografia de Leonel de Castro
28 AbrQua 21h30
FNAC Norte Shopping
Este livro é um documentário fotográfico realizado pelo fotojornalista Leonel de Castro, com texto do jornalista Jorge Laiginhas, motivado pela supressão da chamada Linha do Tua, que irá ficar submersa após a construção da barragem do Tua. Trata-se de um documento histórico, uma vez que é um trabalho inédito e único de registo fotográfico exaustivo. Os registos fotográficos captam não só a enorme beleza e dignidade da paisagem, como a própria vida da linha ferroviária: as pessoas que a utilizam, a presença dos carris e do comboio na terra e na vida das gentes da região.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Linha do Tua - Sem comentários
Fotografias enviadas para o email do Blogue por José Rodrigues no dia 24 de Abril. Mostram o aspecto da Linha do Tua entre o 1,8 e os 3 Km.
Exposição Fotográfica - Tua 66
Exposição Fotográfica “ TUA 66” - Fotografias de Helder Morgado
Peter Café Sport Porto (http://www.facebook.com/PeterCafeSportPorto).
De 25 de Abril a 16 de Maio de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
+ Barragens? Não!
Para quem viu o documentário "Pare, Escute, Olhe" e se sentiu revoltado, eis mais uma forma de luta: escreva aos deputados - representantes do povo no Parlamento - e mostre a sua indignação.
domingo, 18 de abril de 2010
Na Linha do Tua - Gonçalo
Há algum tempo recebi, por email, uma mensagem de Gonçalo Matos. Pretendia algumas dicas para a realização de uma caminhada na Linha do Tua. A caminhada aconteceu no final de Março e pedi-lhe autorização para publicar o que sentiu, juntamente com algumas fotografias suas do percurso.
O meu agradecimento a Gonçalo Matos, por partilhar com o blogue a sua viagem na Linha do Tua.
"Cheguei hoje desta mini-viagem de 3 dias ao paraíso :-) Fiquei na Casa do Tua durante duas noites e certamente que lá voltarei. Os donos são super simpáticos, os pequenos almoços são de comer e chorar por mais e a vista do quarto para o Douro é assombrosa.
Sempre fiz a caminhada que tinha previsto, do Tua à Brunheda. Depois apanhei o táxi, de regresso ao Tua. Não há palavras para descrever a beleza do vale e o desafio de engenharia que aquela linha constitui. Não tive companhia como previa, pelo que tive que fazer a caminhada sozinho, mas, mesmo assim, foi soberba. Cerca de 7h a caminhar, a ouvir os pássaros e o rio, lá no fundo a bater nas fragas...
É um paraíso que pelos vistos vai desaparecer com a construção da barragem. Após ter passado o 1º túnel, penso que seja o Túnel das Presas, começo a ouvir umas sirenes durante um ou 2 minutos e depois umas explosões. Não vi derrocada nenhuma mas presumo que já andem a rebentar com as pedras para depois fazer a barragem. Desde esse túnel até um bom bocado mais à frente já não existem carris nem travessas, apenas cascalho. Um verdadeiro crime... :-(
Talvez venha a regressar dentro de pouco tempo para repetir a caminhada, desta vez acompanhado."
O meu agradecimento a Gonçalo Matos, por partilhar com o blogue a sua viagem na Linha do Tua.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O que diz a comunicação social - Abr2010
- 23.04.2010 - Económico - Pare, escute e não aposte
- 15.04.2010 - Expresso - Sacrifícios, disse ele
- 13.04.2010 - Jornal Nordeste - Linha do Tua a Património Nacional
- 12.04.2010 - Visão - Acidentes/Tua: Família da última vítima mortal continua à espera do inquérito judicial e de uma indemnização
- 11.04.2010 - Marão online - LINHA DO TUA: Desativação da ferrovia ditará o fim do metro de Mirandela
- 09.04.2010 - Correio da Manhã - 'Pare, escute e olhe', de Jorge Pelicano, nos cinemas
- 07.04.2010 - Diário Digital - Estreia esta quinta-feira: «Pare, Escute e Olhe»
- 07.04.2010 - DN - 'Pare, Escute, Olhe' e ajude a salvar o comboio do Tua
- 06.04.2010 - Notícias de Vila Real - Obras na Linha do Corgo continuam paradas
- 03.04.2010 - Diário Digital - Tua: Estação pode ser novo centro de artes de Mirandela
- 03.04.2010 - Sol - Antigo ferroviário reaviva memórias com réplicas dos comboios de outrora
- 02.04.2010 - JN - EDP propõe autocarro e barco como alternativa ao comboio na Linha do Tua
- 02.04.2010 - DN - EDP 'premiada' por 'Mentira do Ano'
- 01.04.2010 - Semanário Transmontano - O PCP questiona Governo sobre reabertura do troço Tua/Pocinho
terça-feira, 13 de abril de 2010
Pare, Escute, Olhe - Documentário
Desde o dia 8 de Abril que o documentário Pare, Escute, Olhe, dedicado à Linha do Tua está nos cinemas portugueses.
As próximas exibições vão ter lugar:
14 ABRIL - TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA
24 ABRIL - CAE FIGUEIRA DA FOZ
27 ABRIL - 7ª ARTNDOC NISA
5 MAIO - CINE-TEATRO SÃO PEDRO ABRANTES
15 MAIO - VILA VELHA DE RÓDÃO
As próximas exibições vão ter lugar:
14 ABRIL - TEATRO MUNICIPAL DA GUARDA
24 ABRIL - CAE FIGUEIRA DA FOZ
27 ABRIL - 7ª ARTNDOC NISA
5 MAIO - CINE-TEATRO SÃO PEDRO ABRANTES
15 MAIO - VILA VELHA DE RÓDÃO
Passeio ao vale do Tua e rio Douro - 22 e 23 de Maio
Os vales, quanto mais profundos e estreitos mais impressionantes para o Homem e belos para fotografar, mas também mais vulneráveis (apetecíveis) a ser emparedados e submersos por barragens. O rio Tua, a 100m sobre o nível do mar, é ladeado por escarpas que chegam aos 676m e pouco menos ao longo de quilómetros. Os blocos de granito das Fragas Más no Tua têm centenas de metros de diâmetro. Estar nestes ambientes magníficos proporciona-nos uma experiência única da Terra.
Presentemente o vale e do Tua encontram-se ameaçados pela construção de uma barragem.
O que a barragem põe em causa:
PAISAGEM:
20Km de vale encaixado, de aspecto agreste, da Brunheda à Foz do Tua, e ainda o Rio Tinhela e a Ribeira de Barrabáz. A diferença altitude
20Km de vale encaixado, de aspecto agreste, da Brunheda à Foz do Tua, e ainda o Rio Tinhela e a Ribeira de Barrabáz. A diferença altitude
é tão extrema que em Foz-Tua pode estar enublado, aos 300m entramos num nevoeiro denso com 5m de visibilidade, aos 650m saimos das
nuvens que se vêem agora por cima iluminadas pelo sol, cobrindo vales e ladeadas de mais cumes.
O Tua é um dos poucos locais onde se pode ver o aspecto que Portugal tinha na pré-história, em termos de cobertura vegetal. O difícil acesso, pela inclinação, extensão e esforço físico, impediu a agricultura em muitos locais, permanecendo a flora selvagem, principalmente os zimbros, arbustos de grande porte, quase arbóreo. O ar limpo dada a pouca indústria local e a ausência de pessoas permite a muitas espécies de líquenes crescerem luxuriantemente. Castanheiros, pinheiros e sobreiros cobrem as vertentes sobranceiras ao rio Tua numa floresta densa e verdejante dada a ausência de incêndios. Eucaliptos são praticamente inexistentes. FAUNA:
Nos túneis do comboio há populações de morcegos. Vê-se o esquilo, muitas espécies de aves incomuns, e ouve-se o pica-pau. Dizem-me existir águia real, bufo real, cegonha preta, e talvez falcão peregrino e abutres, e que várias espécies e sub-espécies de borboletas e libélulas em Portugal só podem ser encontradas no Tua.
Nos túneis do comboio há populações de morcegos. Vê-se o esquilo, muitas espécies de aves incomuns, e ouve-se o pica-pau. Dizem-me existir águia real, bufo real, cegonha preta, e talvez falcão peregrino e abutres, e que várias espécies e sub-espécies de borboletas e libélulas em Portugal só podem ser encontradas no Tua.
21 de Maio (6ª feira):
Partida para Lamego em transportes particulares.
Itinerário: A1 => IP3 ou A25 => A24 e sair para LamegoAlojamento: 1 noite na residencial de S. Paulo.
22 de Maio (Sábado):
9h: Partida em transportes particulares de Lamego para a aldeia de Castanheiro no concelho de Carrazeda de Ansiães.
Passagem pelo rio Douro e zona vinhateira demarcada como património mundial, onde se pode apreciar as belas paisagens tipicamente durienses.
10h30m: Percurso pedestre circular de 12 km no vale do Tua na freguesia de Castanheiro do Norte.
Grau de dificuldade médio. Local de partida e chegada: Castanheiro do Norte.
Nota importante: levar farnel e água para a caminhada, pois não vai haver almoço em restaurante.
A freguesia de Castanheiro fica situada no concelho de Carrazeda de Ansiães, num planalto entre os 600 -700 metros de altitude, sendo delimitada por duas fronteiras naturais que são os rios Douro e Tua. Confina com as freguesias de Pombal, Paranhos, Linhares e Ribalonga.Integra-se na área da “Terra Quente Transmontana”, devido ao seu clima que lhe dá um potencial económico diversificado, salientando-se o vinho generoso e porventura a melhor maçã produzida em Portugal. A data de fundação da paróquia de S. Brás de Castanheiro é desconhecida, embora o povoamento desta terra seja de origens muito antigas. Pelos vestígios arqueológicos encontrados na Freguesia pode afirmar-se que as origens remontam à pré-história e à Idade do Ferro. As influências romanas são também aqui presentes com visibilidade (Fonte Romana) “Via” Romana.
16h: Fim da caminhada.
16h30m: Passeio de carro pela zona do vale do Tua (concelho de Carrazeda de Ansiães e Alijó).
Passagem por Foz Tua, São Mamede da Ribatua, Safres, Amieiro, Franzinhal, Carlão, Sobreira, Abreiro, Vieiro, Freixiel, Pereiros e Codeçais.
São Mamede teve o seu primeiro Foral ainda no Condado Portucalense de Dona Teresa e o seu segundo Foral, primeiro de Portugal pelo rei D. Sancho I em 1162. Teve ainda Foral dado pelo rei D. João II, altura em que foram construídos os edifícios da Câmara e do Pelourinho, ainda existentes. Pertencente ao Arcebispado de Braga, independente do Concelho de Alijó, assim permaneceu até às guerras liberais de 1850, perdendo a sua autonomia. Situado a Sueste do Concelho, é de origem muito remota como prova não só o couto que lhe foi atribuído, mas também o seu nome (São Mamede) que pertenceu a um mártir de culto muito antigo. Quanto ao património possui igreja matriz, várias fontes, pontes e calçadas romanas, pelourinhos, os antigos paços do Concelho, azenhas e belíssimas “vistas” para o vale do rio Tua.
O Amieiro é, ao que parece, uma freguesia fundadora do Concelho de Alijó, em 1226. Situa-se a 13 Km para nascente, na margem direita do rio Tua. A palavra Amieiro liga-se sobretudo às culturas agrícolas: provém da árvore do mesmo nome, características das margens dos rios ou das terras húmidas. Trata-se de uma aldeia granítica que se estende em cascata na encosta do Monte da Cunha. É particularmente impressionante a paisagem vista da Estação de Caminho de Ferro de Santa Luzia porque o relevo do terreno e a mistura de cores proporcionada pelas laranjeiras, sobreiros, vinhas, pinheiros e castanheiros, constitui, em certas alturas do ano, um espectáculo que em poucos lugares se vê.
Na margem esquerda do rio passou o comboio da Linha do Tua.
Na margem esquerda do rio passou o comboio da Linha do Tua.
Carlão é uma freguesia de remoto povoamento com provas claras nos vestígios arqueológicos. Do Neolítico e Idade do Bronze, as pinturas rupestres da Pala Pinta, um dos três espaços com estas características em todo o país, fazem disso prova. Pelos romanos, por volta do século III d.C., forma deixadas calçadas e uma ponte. Com dois rios a banhar os seus limites, o Tinhela que a separa do Concelho de Murça e o Tua que a separa do Concelho de Carrazeda de Ansiães, “Carlon” terá sido o onomástico medieval que deu origem ao antropónimo actual. Possui umas termas com águas sulfúreas sódicas ou primitivas com excelentes propriedades para cura de doenças da pele, reumatismo, entre outras.
A aldeia de Sobreira, pertence ao Concelho de Murça. Se nos voltarmos para o passado, constata-se que a população se insere nos seus anais históricos elementos que permitem afirmar ter sido um importante povoado quer no período anterior à formação da nacionalidade quer mesmo durante a Alta Idade Média. Pelo que nos é dado a conhecer pelas inquirições de 1220, verificamos que o antigo povoado da Sobreira cujo topónimo podia estar intimamente ligado à existência de um sobreiro de grandes dimensões. A população dedica-se à agricultura. Em conjunto são duas pedras basilares no forte poder económico da zona da terra quente.A videira é plantada nos montes inclinados sobranceiros ao rio Tua, enquanto a secular oliveira, se encontra dispersa por "terras de ninguém", é o espelho da vida árdua mas salutar, das gentes deste lugar que lutam para tornar a vida menos dura e mais fácil aos seus descendentes. As belezas paisagísticas são imensas e oferecem ao visitante um deslumbre para o olhar. Tendo o ponto máximo as margens refrescantes do calmo rio Tua com a sombra dos amieiros e salgueiros, aqui desfrutam de momentos agradáveis. Olhando para o monte vê-se o castelo. O lendário "buraco dos Mouros", que é um autêntico labirinto que acolhe raposas e lobos, ainda o "forno da tia Adélia", modelo único existente no concelho e o "piado do corvo" que é um buraco profundo que existe no Tua.
Abreiro é uma freguesia que pertence ao concelho de Mirandela, localiza-se na margem direita do rio Tua. Existem vestígios que indicam que a sua origem é anterior à romanização; pensa-se que talvez da época dos godos. Quanto à origem do seu nome, dizem uns que a sua proveniência terá vindo da palavra árabe “Ábara”, que significa passear de um lado para o outro. Sustentam, outros, que poderá ter surgido do nome próprio Abrário, da Idade Média. Por sua vez, o povo acha que poderá ter surgido da expressão “Abre-te Rio”, fazendo alusão ao facto de o rio Tua alargar neste local. Abreiro teve foral em 1225, concedido por D. Sancho II.D. Afonso III confirma-o em 1250 e D. Manuel I renovou-o em 1514.
A aldeia de Vieiro pertence ao concelho de Vila Flor.
A aldeia de Freixiel fica situada no concelho de Vila Flor a 350 metros de altitude. Os invernos são frios e os verões muito quentes.
As casas eram construídas em granito. Teve foral dado pelo Prior da Ordem do Hospital, em 1112, e foral novo dado por D. Manuel a 19 Julho de 1515. Foram donatários da vila até 1641 os Marqueses de Vila Real.
As casas eram construídas em granito. Teve foral dado pelo Prior da Ordem do Hospital, em 1112, e foral novo dado por D. Manuel a 19 Julho de 1515. Foram donatários da vila até 1641 os Marqueses de Vila Real.
A freguesia de Pereiros, concelho de Carrazeda de Ansiães, fica a uma dúzia de quilómetros desta vila, nas encostas muito inclinadas que vão para o rio Tua, encaixada num pequeno vale abrigado por várias elevações. Como por exemplo: o Monte Carvalhal, e os Cabeços da Mata, Precavelos, Cortiçadas e Castelo. Estas elevações têm encostas declivosas e muito rochosas, com matas de sobreiros e não só, difíceis de agricultar.
Codeçais situa-se perto do rio Tua e da linha do comboio. Pertence ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
20h: Jantar e 1 noite de alojamento no Hotel rural Flor do Monte em Pombal (concelho de Carrazeda de Ansiães).
23 de Maio (Domingo):
9h: Saída do Hotel e passeio pedestre pela calçada romana na freguesia de Pombal. São 3 km até ás termas de São Lourenço.
Pombal fica situada na margem esquerda do rio Tua, num vale, mas que inclui encostas muito declivosas para o mesmo rio. As suas referências antigas andam ligadas ao Castelo de Ansiães e à Igreja de Marzagão de que fez parte. Contudo, podemos situar as suas origens em épocas mais remotas, que vão até à ocupação mourisca, como nos indicam os topónimos de Castelejo, Castelo dos Mouros e também a Lenda da Moura Encantada. A freguesia de Pombal com a sua Igreja é instituída depois da Formação de Portugal, e incluía a aldeia de Paradela que ainda hoje lhe está anexa. O Morgadio dos Távoras possuía bens ali no Pombal.
A aldeia de São Lourenço está muito perto da linha de Caminho de Ferro do Tua, onde teve estação de comboio, possuindo as Caldas de S. Lourenço, com águas famosas e termais.
10h30m: Visita ás freguesias de Selores, Lavandeira e Beira Grande (todas pertencem ao concelho de Carrazeda de Ansiães).
A freguesia de Selores fica situada mesmo no sopé do monte onde está o Castelo de Ansiães, mas para nascente, a cerca de 800 metros de altitude. Dista 7 quilómetros a Norte da margem direita do Douro.
No sopé e encosta sul do monte onde está implantado o Castelo de Ansiães fica situada a aldeia e freguesia de Lavandeira. Há assim dois montes que influenciam o povoado: a Serra da Vila e o Castelo (este a Norte das habitações). Daí a aldeia se estender desde o vale junto ao Ribeiro que vem de Selores até perto das muralhas do Castelo, e pela encosta acima. Nos tempos áureos do Castelo e Vila de Ansiães, Lavandeira era um simples lugar da freguesia de S. Salvador daquela Vila, acabando por ficar com o mesmo padroeiro, após em 6 de Abril de 1734 ter sido extinto o concelho de Ansiães. Passou nessa data a integrar o de Carrazeda de Ansiães, então criado. É a partir daí que Lavandeira se desenvolve mais e constitui uma Paróquia e freguesia independentes. agricultura é a actividade principal com produções de vinho, trigo, milho, azeite, frutas, em especial a maçã.
Beira Grande situa-se no cimo de uma montanha sobranceira ao Rio Douro, a cerca de 5 quilómetros e na sua margem direita.
A estrada que a serve vai ter ao rio e segue pela marginal até à Senhora da Ribeira, Quinta do Lobazim e ao termo da Lousa para os lados da Cadima, a montante do Douro.
A estrada que a serve vai ter ao rio e segue pela marginal até à Senhora da Ribeira, Quinta do Lobazim e ao termo da Lousa para os lados da Cadima, a montante do Douro.
12h30m: Almoço na Foz do Tua.
13h30m: Passeio de carro pelo concelho de Alijó até ao Pinhão.
Alijó é um concelho deliciosamente privilegiado pela sua localização geográfica. Situado no coração da Região Demarcada do Douro, constitui um dos mais pitorescos e aprazíveis municípios da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Caracterizado por um lado, pela belíssima paisagem vinhateira onde o escadario de socalcos verdejantes se espelha no esplendor do rio Douro, por outro, revê-se nas suas aldeias profundamente genuínas onde predomina ainda a tradição e a ruralidade de uma região de montanha. O Concelho de Alijó, possui uma riqueza patrimonial inesgotável; desde o património natural ao arquitectónico, religioso e arqueológico, Alijó é não mais do que uma amálgama de cores, sensações e surpresas aos olhos de quem o visita. Delimitado pelos rios Douro, Tua, Pinhão e Tinhela, este Concelho tem para oferecer belas paisagens.
O Pinhão situa-se no “Coração da Região Demarcada do Douro”, é ladeado pelos rios Douro e Pinhão, encontrando-se deste modo na rota do Vinho do Porto.Devido à sua situação geográfica, Pinhão tornou-se um importante entreposto comercial, sobretudo para o transporto do Vinho do Porto, primeiro em Barcos Rabelos , depois em vagões pela Linha do Douro e finalmente em camiões cisterna, o que permitiu a esta localidade um rápido desenvolvimento, alcançando o estatuto de centro económico geográfico da Região demarcada do Vinho do Porto. Hoje, o Pinhão, visando essencialmente o comércio e o turismo, oferece aos seus visitantes costumes, usos seculares, tradições, vindimas, adegas tradicionais, artesanato e sobretudo a famosa paisagem em socalcos das vinhas durienses. Esta localidade possui a nível de património uma Estação de Caminhos de Ferro ornamentada com azulejos oitocentistas, dos mais belos de Portugal, 24 painéis com motivos vitivinícolas, documentando a labuta do trabalhos durienses. A Ponte Rodoviária sobre o rio Douro projectada por Heifel no século XIX, a Ponte Metálica Ferroviária, Ponte Romana sobre o rio Pinhão, a Igreja Matriz, Cruzeiro, Barco Rabelo, velhos solares, Quintas com visitas em veículos de todo-terreno e sobretudo as paisagens durienses que convidam os turistas a visitas sazonais com especial realce para as vindimas e lagaradas.
14h30m: Passeio de barco no rio Douro.
16h: Visita á Quinta do Seixo. A Quinta do Seixo está localizada no Cima-Corgo,no coração da Região Demarcada do Douro. Junto ao rio Douro perto do Pinhão,
descobre-se facilmente esta antiga Quinta e sua moderna Adega perfeitamente integrada na paisagem.
Montes e Vales, moldados pelo Homem através dos Séculos em socalcos e terraços, criam um surpreendente contraste com a magnificiência do Rio Douro e apitoresca vila do Pinhão. Uma vista de cortar a respiração,numa constante mudança de cor e luz.
17h30m: Fim do programa.
Preços:
Por pessoa em quarto:
- triplo: 80 €
- Duplo ou casal: 100 €
- Individual: 125 €
O referido preço inclui: 2 noites de alojamento, 1 jantar, passeios e caminhadas referidos no programa, visita á Quinta do Seixo e seguro.
O custo da deslocação é por conta dos participantes. Há possibilidade de se combinar boleias para partilha de custos.
Possibilidade de alimentação vegetariana para quem o solicitar.
Para inscrições e mais informações enviar mail para migcostaper@gmail.com ou contactar 914907446 / 967055233.
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Nota: A organização deste Passeio nada tem a ver com o Blogue A Linha é TUA. Todas as questões com ele relacionadas devem ser colocadas para os contactos acima disponibilizados.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Horários - Abril de 2010
Horário dos transportes na Linha do Tua. Este horário foi publicado na Agenda Cultural de Mirandela, no mês de Abril de 2010.
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