Fotografias de António José Lourenço, tiradas no dia 30 de Janeiro na Linha do Tua.
domingo, 31 de janeiro de 2010
A destruição já começou...
Fotografias de António José Lourenço, tiradas no dia 30 de Janeiro na Linha do Tua.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O que diz a comunicação social - Jan2010
- 27.01.2010 - Esquerda - Rever o Plano Nacional de Barragens
- 25.01.2010 - Lusa - EDP já entregou estudo das alternativas à linha do Tua, mas não revela soluções propostas
- 24.01.2010 - JN - Reclamada reabertura da linha
- 20.01.2010 - JN - Defensor da Linhado Tua faz queixa na CE
- 16.01.2010 - A Baixa do Porto - Chegou a vez do encerramento da Linha do Douro?
- 15.01.2010 - Público - Supremo condena Godinho por furto de carris no Tua
- 14.01.2010 - Portal Ambiente - Estudos ambientais das barragens avançam
- 14.01.2010 - Visão- Justiça: Supremo condena empresário Manuel Godinho indemnizar REFER por furto de carris
- 12.01.2010 - IOL Diário - Civilização edita «Pare, escute e olhe»
- 05.01.2010 - IOL Diário - Tua: Ministro das Obras Públicas vai ser ouvido no Parlamento
- 04.01.2010 - Jornal Terra Quente - PEV chama Ministérios do Ambiente e das Obras Públicas ao Parlamento
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
MCLT - Comunicado do Fim Anunciado da Barragem do Tua
"A prosperidade futura do nosso país depende da existência de um sistema ferroviário excelente e em bom estado”
Warren Buffet, 2º homem mais rico do mundo, sobre os Estados Unidos da América, justificando a sua compra no início de Novembro da Burlington Northern and Santa Fe, segunda maior companhia ferroviária do país, num negócio de 34 mil milhões de USD.
“Este país não pode viver sem barragens e ninguém nos pode impedir de as construir”
Orlando Borges, Presidente do Instituto Nacional da Água, sobre o estudo encomendado pela Comissão Europeia que conclui que o Plano Nacional de Barragens do Governo está cheio de erros, viola directivas comunitárias, e não deveria avançar.
“(O sector ferroviário) é um sector que está para ficar, é um sector de futuro. Tem de crescer mais do que os outros transportes, sendo que é mais seguro, mais limpo, energeticamente mais eficiente, e, em muitos casos, mais confortável”
Manuel Seabra Pereira, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, em declarações à “Ciência Hoje” numa visita à Fertagus.
“Claro que uma barragem leva à perda de biodiversidade (…). Eu gosto muito mais da zona de Alqueva agora. (…) Até 2013 está prevista a execução de mais de 500 milhões de euros na defesa da costa. Esta verba (…) permitirá combater a erosão, defender a orla costeira, requalificá-la e valorizá-la”
Dulce Pássaro, Ministra do Ambiente, em declarações ao Jornal de Notícias.
“Restabelecer as estradas, os acessos e caminhos existentes (…) garantindo as equivalências funcionais, designadamente o troço da linha-férrea do Tua que ficará inundado devido à construção da barragem”
Cláusula 10ª do Caderno de Encargos do Concurso para a atribuição de concessão de captação de água no rio Tua, para a produção de energia hidroeléctrica e concepção, construção, exploração e conservação de obra pública da respectiva infra-estrutura hidráulica.
“Como cidadão não sou defensor da construção da barragem. Há outras formas de produzir energia hidroeléctrica e aquele vale fica perdido e a linha fica submersa para sempre”
José Luís Correia, Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, em declarações ao Jornal de Notícias.
“A desertificação do Interior Norte é directamente proporcional ao desinvestimento em vias-férreas e comboios”
João Paulo Guerra, jornalista do Diário Económico.
Comunicado, na integra, no sítio oficial do Movimento Cívico pela Linha do Tua
Warren Buffet, 2º homem mais rico do mundo, sobre os Estados Unidos da América, justificando a sua compra no início de Novembro da Burlington Northern and Santa Fe, segunda maior companhia ferroviária do país, num negócio de 34 mil milhões de USD.
“Este país não pode viver sem barragens e ninguém nos pode impedir de as construir”
Orlando Borges, Presidente do Instituto Nacional da Água, sobre o estudo encomendado pela Comissão Europeia que conclui que o Plano Nacional de Barragens do Governo está cheio de erros, viola directivas comunitárias, e não deveria avançar.
“(O sector ferroviário) é um sector que está para ficar, é um sector de futuro. Tem de crescer mais do que os outros transportes, sendo que é mais seguro, mais limpo, energeticamente mais eficiente, e, em muitos casos, mais confortável”
Manuel Seabra Pereira, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, em declarações à “Ciência Hoje” numa visita à Fertagus.
“Claro que uma barragem leva à perda de biodiversidade (…). Eu gosto muito mais da zona de Alqueva agora. (…) Até 2013 está prevista a execução de mais de 500 milhões de euros na defesa da costa. Esta verba (…) permitirá combater a erosão, defender a orla costeira, requalificá-la e valorizá-la”
Dulce Pássaro, Ministra do Ambiente, em declarações ao Jornal de Notícias.
“Restabelecer as estradas, os acessos e caminhos existentes (…) garantindo as equivalências funcionais, designadamente o troço da linha-férrea do Tua que ficará inundado devido à construção da barragem”
Cláusula 10ª do Caderno de Encargos do Concurso para a atribuição de concessão de captação de água no rio Tua, para a produção de energia hidroeléctrica e concepção, construção, exploração e conservação de obra pública da respectiva infra-estrutura hidráulica.
“Como cidadão não sou defensor da construção da barragem. Há outras formas de produzir energia hidroeléctrica e aquele vale fica perdido e a linha fica submersa para sempre”
José Luís Correia, Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, em declarações ao Jornal de Notícias.
“A desertificação do Interior Norte é directamente proporcional ao desinvestimento em vias-férreas e comboios”
João Paulo Guerra, jornalista do Diário Económico.
Comunicado, na integra, no sítio oficial do Movimento Cívico pela Linha do Tua
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O que diz a comunicação social - Dez09
- 2009 12 29 - Visão - Linha do Tua: "Os Verdes" querem esclarecimentos sobre "destruição" da ligação ferroviária
- 2009 12 29 - JN - Municípios não vão lucrar com barragem do Tua
- 2009 12 28 - Destak - Autarcas criticam falta de informação da CP sobre derrocada
- 2009 12 27 - Correio da Manhã - Queda de pedras corta linha no Tua
- 2009 12 21 - JN - Feridos do acidente do Tua vão processar a CP
- 2009 12 20 - Correio da Manhã - Carris do Tua começaram a ser retirados
- 2009 12 20 - Esquerda - Avança retirada de carris da linha do Tua
- 2009 12 20 - JN - Linha do Tua continua a saque
- 2009 12 14 - Destak.pt - Os Verdes: Aniversário de classificação da UNESCO ensombrado por barragem
- 2009 12 02 - Visão - Ambiente: Quercus queixa-se à UNESCO por causa da barragem de Foz Tua
Jornal Nordeste - Caminhada pela Linha do Rua
Foi publicado no Jornal Nordeste, (n.º686), edição de 15 de Dezembro, um texto que escrevi a quando da caminhada pela Linha do Tua organizada pela Associação Campo Aberto. Apesar de já terem passado alguns "dias" fiquei contente, tanto mais que começam a circular notícias preocupantes.
A linha está a ser destruída e os carris arrancados, em vários pontos. Disso dá conhecimento o Jornal de Notícias, fazendo eco das palavras do MCLT.
A linha está a ser destruída e os carris arrancados, em vários pontos. Disso dá conhecimento o Jornal de Notícias, fazendo eco das palavras do MCLT.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Cachão-Mirandela, à chuva
No dia 21 de Novembro retomei as minhas caminhadas na linha do Tua. Em Agosto participei numa caminhada organizada pela Coagret e em Outubro noutra organizada pela Associação Campo Aberto, mas já tinha saudades de passar algumas horas sozinho na linha.
O dia estava “feio”, ameaçava chover a qualquer momento. Saí de Vila Flor em direcção a Vilarinho das Azenhas. Parei na ponte onde passei alguns minutos na conversa com os pescadores que todos os fins-de-semana a povoam. Um grupo tinha vindo de Valpaços, para pescar no rio Tua. São “clientes” habituais e já nos tínhamos encontrado outras vezes no mesmo local. Levantou-se algum vento, para estragar a pescaria e eu segui (em automóvel), pela estrada, para o Cachão. Fiz algumas paragens para fotografar o Outono mas a luminosidade não estava favorável.
Cheguei à estação do Cachão e não havia maneira de chover! Perto do meio dia e meio iniciei a caminhada pela linha em direcção a Mirandela.
Ainda não tinha percorrido um quilómetro quando senti as primeiras gotas de chuva a refrescarem-me a cara! Estava preparado e decidi continuar. Retirei da mochila uma fina capa de água que me protegeu até chegar à estação de Frechas.
Sem o céu azul, que tanto gosto de fotografar e sem as minúsculas flores selvagens de múltiplas cores, restava-me o colorido das folhas característico do Outono. É no Outono que gosto de percorrer esta zona da Linha, entre a Ribeirinha e Mirandela. A vegetação que ladeia o rio é muito variada, uma autóctone, outra não, mas ganha cores quentes que contrastam com a água e a verdura da erva que rebenta em força despertada pelas chuvas outonais.
Perto de Frechas um grande olival não resistiu e foi arrancado. Os velhos troncos de oliveira poderiam proporcionar-me alguns momentos de inspiração, mas segui em frente. A terra fresca e molhada colar-se-ia em força às minhas botas. No centro do terreno uma enorme oliveira eleva-se no seu tronco erecto. Vá-se lá saber porquê, aquela oliveira não foi afectada pela praga que debilitou todas as outras!
Quando cheguei à estação de Frechas chovia abundantemente. A leve capa de água já não era suficiente. Retirei da mochila um impermeável, calças e casaca, que protegeu dali para a frente. A chuva não me incomodava os movimentos, mas, de cada vez que tentava tirar uma fotografia, a objectiva ficava encharcada.
A ribeira da Carvalha não leva uma gota de água! Ainda me recordo de ver peixes com algum tamanho subirem pela ribeira acima! Está tudo diferente. Desci ao leito seco e fotografei alguns cogumelos.
No túnel de Frechas aproveitei para tirar alguma comida da mochila. Não tinha tempo para comer tranquilamente, por isso, fui mordiscando enquanto caminhava.
O ponto mais importante da minha caminhada estava a chegar. É junto do antigo apeadeiro de Latadas que há maior número de árvores de folha caduca. São choupos bancos, plátanos, mas também amoreiras, marmeleiros e salgueiros, que teimam em continuarem verdes.
Abandonei a Linha e desci junto do rio. Ali perto olhava-me uma garça e ao longe esvoaçavam bandos de corvos marinhos. Acima da represa das Latadas é o paraíso para estas aves. O rio é largo, calmo, com muita vegetação nas duas margens proporcionando um ambiente propício para estas aves.
Entusiasmei-me com o colorido e não reparei no relógio. Retomei a caminhada pela linha pelas três da tarde. Sobrava-me pouco mais de uma hora para percorrer cerca de seis quilómetros. Não me restou outra alternativa senão acelerar o passo e fazer mesmo alguns quilómetros a correr. Não é muito agradável correr à chuva, vestido com um impermeável, com uma mochila às costas, com a máquina fotográfica numa mão e o guarda-chuva noutra, mas cheguei às portas de Mirandela às dezasseis em ponto. Mal tive tempo para fotografar o rio, as pontes, os parques da cidade. Não abrandei o passo até chegar à estação do metro de Mirandela. Foi já no interior da carruagem que despi o impermeável e descobri que estava completamente encharcado, não de água da chuva, mas em suor.
A composição partiu em direcção ao Cachão. Continuava a chover. Ensaiei alguns disparos tentando tirar partido das gotas de chuva no vidro, enquanto recuperava o fôlego. Estava terminada a etapa do dia e o dia também chegava ao fim, escuro, sombrio e chuvoso, mas eu sabia que dentro da máquina fotográfica havia algumas imagens que justificavam todo o esforço.
Com esta caminhada terminei a 5 viagem a pé entre Foz-Tua e Mirandela, iniciada em Março de 2009.
Curiosamente, no dia 22 de Novembro de 2008 fiz o percurso Cachão-Latadas, mas com outras condições atmosféricas.
O dia estava “feio”, ameaçava chover a qualquer momento. Saí de Vila Flor em direcção a Vilarinho das Azenhas. Parei na ponte onde passei alguns minutos na conversa com os pescadores que todos os fins-de-semana a povoam. Um grupo tinha vindo de Valpaços, para pescar no rio Tua. São “clientes” habituais e já nos tínhamos encontrado outras vezes no mesmo local. Levantou-se algum vento, para estragar a pescaria e eu segui (em automóvel), pela estrada, para o Cachão. Fiz algumas paragens para fotografar o Outono mas a luminosidade não estava favorável.
Cheguei à estação do Cachão e não havia maneira de chover! Perto do meio dia e meio iniciei a caminhada pela linha em direcção a Mirandela.
Ainda não tinha percorrido um quilómetro quando senti as primeiras gotas de chuva a refrescarem-me a cara! Estava preparado e decidi continuar. Retirei da mochila uma fina capa de água que me protegeu até chegar à estação de Frechas.
Sem o céu azul, que tanto gosto de fotografar e sem as minúsculas flores selvagens de múltiplas cores, restava-me o colorido das folhas característico do Outono. É no Outono que gosto de percorrer esta zona da Linha, entre a Ribeirinha e Mirandela. A vegetação que ladeia o rio é muito variada, uma autóctone, outra não, mas ganha cores quentes que contrastam com a água e a verdura da erva que rebenta em força despertada pelas chuvas outonais.
Perto de Frechas um grande olival não resistiu e foi arrancado. Os velhos troncos de oliveira poderiam proporcionar-me alguns momentos de inspiração, mas segui em frente. A terra fresca e molhada colar-se-ia em força às minhas botas. No centro do terreno uma enorme oliveira eleva-se no seu tronco erecto. Vá-se lá saber porquê, aquela oliveira não foi afectada pela praga que debilitou todas as outras!
Quando cheguei à estação de Frechas chovia abundantemente. A leve capa de água já não era suficiente. Retirei da mochila um impermeável, calças e casaca, que protegeu dali para a frente. A chuva não me incomodava os movimentos, mas, de cada vez que tentava tirar uma fotografia, a objectiva ficava encharcada.
A ribeira da Carvalha não leva uma gota de água! Ainda me recordo de ver peixes com algum tamanho subirem pela ribeira acima! Está tudo diferente. Desci ao leito seco e fotografei alguns cogumelos.
No túnel de Frechas aproveitei para tirar alguma comida da mochila. Não tinha tempo para comer tranquilamente, por isso, fui mordiscando enquanto caminhava.
O ponto mais importante da minha caminhada estava a chegar. É junto do antigo apeadeiro de Latadas que há maior número de árvores de folha caduca. São choupos bancos, plátanos, mas também amoreiras, marmeleiros e salgueiros, que teimam em continuarem verdes.
Abandonei a Linha e desci junto do rio. Ali perto olhava-me uma garça e ao longe esvoaçavam bandos de corvos marinhos. Acima da represa das Latadas é o paraíso para estas aves. O rio é largo, calmo, com muita vegetação nas duas margens proporcionando um ambiente propício para estas aves.
Entusiasmei-me com o colorido e não reparei no relógio. Retomei a caminhada pela linha pelas três da tarde. Sobrava-me pouco mais de uma hora para percorrer cerca de seis quilómetros. Não me restou outra alternativa senão acelerar o passo e fazer mesmo alguns quilómetros a correr. Não é muito agradável correr à chuva, vestido com um impermeável, com uma mochila às costas, com a máquina fotográfica numa mão e o guarda-chuva noutra, mas cheguei às portas de Mirandela às dezasseis em ponto. Mal tive tempo para fotografar o rio, as pontes, os parques da cidade. Não abrandei o passo até chegar à estação do metro de Mirandela. Foi já no interior da carruagem que despi o impermeável e descobri que estava completamente encharcado, não de água da chuva, mas em suor.
A composição partiu em direcção ao Cachão. Continuava a chover. Ensaiei alguns disparos tentando tirar partido das gotas de chuva no vidro, enquanto recuperava o fôlego. Estava terminada a etapa do dia e o dia também chegava ao fim, escuro, sombrio e chuvoso, mas eu sabia que dentro da máquina fotográfica havia algumas imagens que justificavam todo o esforço.
Com esta caminhada terminei a 5 viagem a pé entre Foz-Tua e Mirandela, iniciada em Março de 2009.
Curiosamente, no dia 22 de Novembro de 2008 fiz o percurso Cachão-Latadas, mas com outras condições atmosféricas.
O que diz a comunicação social - Nov09
- 2009 11 19 - Jornal Terra Quente - “Páre, Escute, Olhe” quer chamar a atenção para a Linha do Tua
- 2009 11 17 - EPA - Refer aguarda há dois anos decisão sobre pedido para reabertura do processo Carril Dourado
- 2009 11 17 - Jornal Nordeste - Salvem a Linha do Tua
- 2009 11 16 - JN - Cronologia da Linha do Tua em três séculos"Atirem com a barragem ao rio"
- 2009 11 14 - Público - Certidão da Face Oculta envolve suspeitas sobre juízes da Relação
- 2009 11 11 - JN - PEV pede suspensão do Plano de Barragens
- 2009 11 11 - Público - Face Oculta: juízes estranham conhecimento antecipado de acórdão
- 2009 11 11 - Visão - Comboio: REFER quer reajustar funcionamento da linha do Corgo às necessidades das populações
- 2009 11 11 - DN - "Pare, Escute, Olhe" vai ser exibido em Mirandela, no sábado
- 2009 11 09 - JN - Quadro da Refer teve portátil pago por sucateiro de Ovar
- 2009 11 09 - JN - Três funcionários foram castigados em caso de furto de carris
- 2009 11 09 - JN - População assiste a filme em que é protagonista
- 2009 11 08 - JN - Face Oculta: Sucateiro ganha milhões a passar ferro por lixo
- 2009 11 02 - Correio da Manhã - Pedido dinheiro para campanha
sábado, 21 de novembro de 2009
Chuva, pela Linha
Hoje foi dia de caminhada na Linha do Tua. O troço escolhido foi Cachão-Mirandela. Apesar da chuva, houve ainda tempo para algumas fotografias.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Olhando o rio Tua
Perto do Cachão subi ao alto das fragas para admirar o rio. A água era pouca e o sol beijava as montanhas ao longe despedindo-se. Boa noite.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
"Pare, Escute, Olhe" em Mirandela
O realizador, Jorge Pelicano, dirigiu algumas palavras aos presentes, pedindo desculpa por não ter estreado o filme em Mirandela, uma vez que o documentário já tinha sido exibido no DocLisboa e no Cine Eco, onde arrecadou nada mais, nada menos, do que 6 prémios.
Para quem viu o documentário "Ainda há pastores" do mesmo realizador, deve lembrar-se das histórias humanas que ele retrata. Também o documentário "Pare, Escute, Olhe" está centrado nas pessoas. Alguns, como eu, poderiam estar à espera de imagens arrebatadoras das encostas rochosas, dos rápidos do rio, das tonalidade inebriantes da paisagem, mas no centro do documentário estão as pessoas. Pessoas simples, humildes, com fraca instrução e de poucos recursos, mas cidadãos nacionais, pessoas com direitos que necessitam da linha, como sempre necessitaram. A espontaneidade dos diálogos provoca sorrisos e as palavras apimentadas encantaram todos os que assistiram ao filme. Não se trata de actores, não tiveram guião, são pessoas nas suas rotinas diárias e com o seu vocabulário.
É necessário parar, escutar e olhar. Será que a barragem é mesmo necessária? Será que as redes rodoviárias vão resolver os problemas do dia-a-dia das pessoas que aparecem no filme, ou haverá alternativas? É mostrado no documentário o caso de uma via turística na Suíça. Também a SIC mostrou recentemente um caso semelhante em Espanha. Vias estreitas, voltadas para o turismo, que são casos de sucesso e de desenvolvimento.
Quando o projector se apagou ficámos a pensar. Falta este verbo no título do documentário: Pare, Escute, olhe e pense.
No final da exibição do documentário houve um espaço de diálogo. Foram várias as pessoas que usaram da palavra: o próprio Jorge Pelicano, Daniel Conde do Movimento Cívico da Linha do Tua, o representante da Coagret, um elemento da Quercus, José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, entre outros. Este último aparece como o incansável lutador pela manutenção da linha em oposição aos autarcas dos vários concelhos servidos pela linha que são defensores da construção da barragem. As palmas foram todos para Jorge Pelicano e Rosa Silva, para José Silvano e para os intervenientes no documentário, que bem as mereceram. O grande ausente, por questões de saúde, foi Abílio Ovilheiro, figura central no documentário e que habita no edifício do apeadeiro da Ribeirinha.
Após o debate segui-se uma ligeira refeição, oferecida pela Câmara de Mirandela a todos os intervenientes no filme e aos que a eles se quiseram juntar.
Nota: o filme que aparece acima, A última Viagem do Comboio do Tua, foi realizada por Adriano Pereira, no interior da carruagem do Metro, no acidente de 22 de Agosto de 2008.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
População assiste a filme em que é protagonista
Apresentação de "Pare, Escute e Olhe" sobre a região do Tua e suas gentes exibido no próximo dia 15.
Jorge Pelicano, realizador do filme/documentário "Ainda há pastores", passou dois anos, entre montes e vales, a filmar a beleza do vale do Tua e as suas gentes. O filme vai ser exibido, em Mirandela, no próximo dia 14.
O documentário "Pare, Escute e Olhe", que defende a preservação da Linha do Tua, arrecadou seis prémios de cinema em dois festivais da sétima arte. Os prémios do Ambiente, Lusofonia e Juventude, foram atribuídos pelo Cine'Eco, em Seia. Com o mesmo documentário, o realizador venceu no Doc Lisboa os prémios de Melhor Longa Metragem, Melhor Montagem e o Prémio Escolas.
Notícia de Fernando Pires publicada no JN
Para ler na integra aqui
Exibição do documentário "Pare, Escute e Olhe", em Mirandela, dia 14 às 17 horas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Amieiro (2)
Depois de mais uma curva, o Amieiro, sempre voltado para o nascer do sol na esperança que o comboio volte a apitar e a fazer eco nos fraguedos que se estendem ao longo do rio.
domingo, 25 de outubro de 2009
O que diz a comunicação social - Out09
- 2009 10 31 - JN - Empresário quis dar dinheiro para campanha partidária
- 2009 10 30 - JN - Influência de Vara usada para pressionar ministro
- 2009 10 29 - Público - Duas empresas lesaram a Refer várias vezes com facturas e cobranças inflacionadas
- 2009 10 29 - Visão - Face Oculta: Empresa de detido foi condenada por crime de roubo do qual seria depois ilibada, REFER recorreu
- 2009 10 29 - Jornal de Notícias - O2 livrou-se de pagar 105 mil euros à Refer
- 2009 10 28 - Mensageiro Notícias - Filme sobre linha do Tua arrecada seis prémios
- 2009 10 25 - Correio da Manhã - Jorge Pelicano vence no Doclisboa
- 2009 10 25 - Público - Documentário português conquista DocLisboa
- 2009 10 24 - IOL Diário - «Pare, Escute, Olhe» vence DocLisboa (vídeo)
- 2009 10 24 - HardMusica - O ano do Tua no DocLisboa
- 2009 10 19 - Público - Obras vão deixar 232 quilómetros de via-férrea sem qualquer comboio
- 2009 10 19 - iDEIAS.eM.rTI - Jorge Pelicano - Páre, Escute, Olhe (Depoimento)
- 2009 10 18 - Correio da Manhã - Linha do Tua no DocLisboa
- 2009 10 17 - SIC - Alerta para abandono da linha do Tua em documentário com estreia no Doclisboa
- 2009 10 17 - SIC - DocLisboa exibe filme em defesa da Linha do Tua (vídeo)
- 2009 10 17 - Destak - Jorge Pelicano alerta para abandono da linha do Tua
- 2009 10 02 - Mundo Português - Turismo: Recordar o Douro no tempo do vapor
- 2009 10 02 - Dinheiro Digital - EDP apoia projectos sociais junto de barragens
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
120 anos de cultura em risco
Artigo de Isabel Fernandes, jornalista do "As Artes entre as Letras", que participou na caminhada organizada pela associação Campo Aberto no dia 4 de Outubro de 2009, entre Foz-Tua e S. Lourenço.
O Artigo foi publicado na citada revista segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Outono na Linha do Tua
No Sábado dei um passeio entre Vilarinho das Azenhas e o Cachão. Os sinais do Outono ainda não são muito evidentes. Choveu muito pouco e o caudal do rio é reduzido. As árvores de folha caduca mantém todas as folhas que ainda não começaram a mudar de cor. Os pilriteiros exibem os seus frutos maduros sendo a nota mais outonal que é possível encontrar. Também algumas plantas bolbosas começam a despontar da terra e a florir, é o caso do jacinto (Scilla autumnalis L.)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Documentário Pare, Escute, Olhe
Dezembro de 1991: uma decisão encerra metade da linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela. 15 anos depois, essa sentença amputou o rumo do desenvolvimento, acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal. Agora, o comboio é ameaçado por um Portugal esquecido, vítima de promessas políticas oportunistas
Estreia Oficial - Doc Lisboa 2009
- 18 Out - 23h00, Cinema Londres - 2
- 19 Out - 18h30, Culturgest
- 22 Out - 22h
Sítio oficial (Já é possível ver o Trailer)
Entrevista a Jorge Pelicano no youtube (parte 1) (parte 2)
Trailer no youtube
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