terça-feira, 12 de maio de 2009

À Descoberta da Linha do Tua

No fim-de-semana de 1,2 e 3 de Maio, Miguel Ângelo, veio, juntamente com alguns amigos, "descobrir" a Linha do Tua. Percorreram a pé o percurso Tua - S. Lourenço, mas fizeram ainda questão de conhecer outros locais da linha como Brunheda e Abreiro, e de fazer de metro a etapa Mirandela- Cachão e Cachão-Mirandela.
A opinião com que o grupo ficou dos seus percursos pela linha pode ser sintetizada nas seguintes palavras que me enviaram "É um crime deixar aquela obra abandonada, e não reactivar a circulação dos comboios. Fiquei impressionado pela obra de Engenharia que originou aquela linha, literalmente "talhada na rocha"."
As fotografias que hoje coloco no blogue são da autoria de Miguel Ângelo, a quem agradeço. Mais fotografias da Linha podem ser vistas aqui. Mas há também excelentes fotografias do mesmo autor aqui e aqui.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Outro Abril, na linha

Este ano, ao contrário do ano passado, não passei o dia 25 de Abril a caminhar na linha do Tua. Mas, quando tirei esta fotografia, um pouco antes do dia 25, foram os cravos que me vieram à memória, fotografados de uma forma difusa, tal como se apresenta, 35 anos depois, a liberdade conquistada.
A fotografia foi feita perto do Cachão, em direcção ao Vilarinho.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que diz a comunicação social - Abr09

Outras notícias

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Abril na Linha do Tua

Esta fotografia, tirada em Abril de 2008, serve para lembrar como é bonita a linha do Tua no mês de Abril.

Local: Quinta do Choupim, próximo de Mirandela..

terça-feira, 21 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

No Rio Tua

Fotografias do 1.º Festival de Canoagem da Terra Quente a quando da passagem pela Ribeirinha.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

1.º Festival de Canoagem da Terra Quente (final)


As inscrições eram até ao dia 15, mas como pode haver pessoas interessadas em acompanhar o evento, aqui fica a informação actualizada.
Não sei se vai ser possível, mas gostaria de me deslocar ao Rio Tua para tirar algumas fotografias do evento. Se for, podem contar com elas aqui.

Contactos:
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela,
4 5370-408 MIRANDELA
Telm: (+351) 969761301
E-mail: escateq.mirandela@gmail.com

quinta-feira, 16 de abril de 2009

The Tua Railway


Aqui fica uma apresentação em PowerPoint sobre a Linha do Tua. Não é trabalho meu, mas como tem algumas fotografias minhas que ninguém pediu, não me parece mal divulga-la.

Nota: pare ver a apresentação em ecrã completo, basta dar um click no segundo botão a contar da direita na pequena barra que aparece por debaixo das imagens, (icon com um pequeno ecrã).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estação de Frechas

A estação de Frechas está ao 45º quilómetro. É uma das estações com melhores acessos uma vez que a Estrada Nacional 213 está mesmo nas costas da estação e atravessa a linha a poucos metros. É das poucas estações onde ainda podemos ver "passar os comboios" ou seja o Metro. Estas fotografias foram tiradas no ano passado. Comparando com a actualidade apenas podemos dizer que continua o emparedamento e o abandono. O pequeno guiché exterior foi fechado, bem como as duas portas das casas de banho. Voltamos à idade média, quem tem necessidades vai ao campo. Também não me parece que seja possível encontrar uma torneira com água em toda a extensão da linha!
Frechas é das freguesias que mais partido pode tirar da manutenção da circulação na linha do Tua. É um freguesia com alguma dimensão e com perspectivas de futuro. No entanto, o presidente da junta actual, não é defensor da Linha do Tua, tem outras ambições.

domingo, 5 de abril de 2009

1.º Festival de Canoagem da Terra Quente


Contactos:
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela,
4 5370-408 MIRANDELA
Telm: (+351) 969761301
E-mail: escateq.mirandela@gmail.com

sábado, 4 de abril de 2009

Rio Tua (3)


O Rio Tua é cheio de locais pitorescos, mas nem todos são muito acessíveis. Esta é uma imagem frequente na parte superior do Rio, mais ou menos entre Brunheda e Mirandela. Trata-se da saída de água de uma azenha, de novo em direcção ao caudal do rio.
A fotografia foi tirada no dia 03 de Abril numa azenha na margem oposta à praia fluvial da Sobreira.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mapa da Linha do TUA

Ainda não ganhei para um GPS, por isso uso muito a Internet para traçar os meus percursos ou mesmo à posteriori para saber por onde passei. Como normalmente percorro locais muito próximos, tenho sempre bastante referências. Na Linha do Tua é impossível alguém perder-se, basta seguir a Linha. Mas, mesmo assim, tenho um conjunto de "marcos" que me ajudam bastante. Também o conhecimento dos locais por fotografia aérea é bastante útil, e há na Internet muitos locais onde isso pode ser feito com mais ou menos qualidade. Hoje comecei "desenhar" um mapa com a marcação dos quilómetros. O melhor que há é o do Instituto Geográfico do Exército, em papel. Acabei por me entusiasmar e fiz uma coisa mais elaborada com a fotografia das estações e apeadeiros de Foz-Tua a Mirandela. Ficou um arranjo interessante mas demasiado grande para o Blogue. Para quem tem hipótese de imprimir em maior do que a folha A4 deixo aqui a ligação para ficheiros um pouco maiores:
Sites úteis para traçar percursos:

Chegou a primavera à Linha do Tua

Pode-se pensar que as minhas recomendações para fazer caminhadas ao longo da Linha do Tua são fruto de alguma consulta na Internet, usando o Google. Não. Já percorri (a pé) cada metro da linha entre Foz-Tua e Mirandela, no mínimo 3 vezes e em alguns lugares 6 vezes!
Pensei receber a Primavera a caminhar ao longo da linha, e foi isso que eu fiz, dia 21 de Março. Escolhi um percurso mais ou menos longo, Brunheda- Foz-Tua.
Desloquei-me de carro até à ponte da Brunheda. O céu estava limpo, fazia frio e havia alguma neblina que se manteve durante todo o dia. Cheguei à linha às 10 horas da manhã, o que me parecia muito bom uma vez que apenas necessitava de estar em Foz-Tua às 18 horas, tinha 8 horas para caminhar.
Nos primeiros quilómetros, e depois de passar a zona do último acidente, apercebi-me que têm sido feitos bastantes melhoramentos na linha. Sempre pensei que aqui estava um dos pontos negros da via, mas, nesta caminhada, fiquei com uma melhor ideia. A não ser a curiosidade de alguns chapins nada chamou a minha atenção nos primeiros metros. O sol não tinha altura para iluminar a linha, reflectindo-se apenas nas águas já transparentes do Tua. Foi pelo quilómetro 19.º que comecei a entusiasmar-me com a flora que não esperou pela chegada da primavera para despertar em bonitas cores.
No apeadeiro de Tralhão parei um pouco. Aproveitei para me pôr mais á vontade largando as calças e ficando em calções. Fiquei a saber que andaram a medir as casas e os muros juntos de todas as estações e apeadeiros. Pretendem reparar os telhados e pintar tudo!!!
Pouco depois encontrei mais uma daquelas prospecções enigmáticas. Retiram uma travessa e abrem um orifício no centro da linha. Penso que o objectivo é avaliar a consistência do terreno. Vi os furos que já me tinham chamado à atenção em viagens anteriores, mas não vi nenhuma máquina.
Pouco depois encontrei alguns pés de buxo (Buxus sempervirens), muito abundante no Rio Sabor mas que nunca me tinha chamado à atenção aqui no Tua. Também antes de chegar a S. Lourenço encontrei os primeiros pés de Jacinto-dos-campos (Hyacinthoides vicentina). O meu entusiasmo foi grande, e ainda mais porque fui encontrando cada vez mais, mesmo até Foz-Tua!Quando cheguei ao S. Lourenço decidi subir às termas. Nas três vezes que já aqui passei a pé nunca o tinha feito. Junto ao apeadeiro havia muita água no chão e, imagine-se, havia também um cabo eléctrico, no chão, com corrente! O som semelhante a uma frigideira ouvia-se a vários metros! As termas pereceram-me paradas no tempo. Recordava-me delas há quase 20 anos atrás. Há água canalizada, um pré-fabricado para receber os banhistas e uma estátua em granito que foi a única forma humana que encontrei de resto, nada mudou.
Visitei o tanque, guardado pelo S. Lourenço, fiz um passeio por entre as casas e decidi sentar-me à sombra de uma árvore para comer. Já passava de 1 e meia da tarde quando recomecei a caminhar. De novo na linha, acelerei o passo. Já tinham passado mais de três horas e apenas tinha percorrido pouco mais de 5 quilómetros! Impus um bom ritmo à caminhada só fazendo curtas paragens para fotografar a flora ou subir a algum rochedo para fotografar a Linha. Tinham passado dois meses desde a minha última passagem no local. O rio levava um caudal menor e a água reflectiam um azul profundo, ao contrário da água cor de chocolate do mês de Janeiro.
O céu perdeu a cor e os rochedos semeavam zonas de sombra na linha. Tornou-se complicado fotografar. Se a máquina está regulada para fotografar para jusante, de frente para o sol, não é possível fazer nada de jeito para montante. Gosto de regular os parâmetros da fotografia manualmente, mas é preciso tempo.
Quando me aproximava dos últimos quilómetros também o sol de despedia do vale. Respirava-se uma atmosfera calma aquecida pelos tons dourados do final da tarde. Tive ainda tempo para abandonar a linha e ir até à ponte rodoviária fotografar o viaduto das Presas.
Já com os pés bastante doridos caminhei para a estação do Tua. Ainda esperei que chegassem os dois comboios da Linha do Douro, um vindo do Pocinho e outro vindo do Porto, só depois o táxi parte fazendo o serviço da Linha do Tua até ao Cachão.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dois dia na Linha do Tua, com o apoio de um carro


Os pedidos de informação não param de chegar.

"Já tinha esta ideia à algum tempo, mas nunca encontrei companheiros para ir comigo.
Moro um pouco longe, e hoje comentando este meu interesse para fazer o percurso com alguns amigos, eles mostraram-me muito interessados na ideia, e estamos a planear ir aí no fim de semana (3 dias).
Eu conhecia o teu blogue, e sei que tem essa informação toda, mas cheguei à pouco a casa entusiasmado com a possibilidade de fazer esta viagem em breve, que não estive a re-vê-lo com atenção.
Nós também somos apaixonados pela natureza e fotografia, ...
A minha ideia inicial seria fazer 2 dias de percurso, e tenho a consciência que não farei a linha toda!
Gostava de começar em Foz-Tua e subir para Norte. Penso que a primeira parte será a mais espectacular, com os túneis, viadutos e pontes.
Pensamos no máximo fazer 20km num dia e noutro um pouco menos talvez.
O restante troço ficará para uma próxima oportunidade.
...
Em relação aos transportes, neste momento somos 4 pessoas, e em princípio só levaremos um carro. Se conseguirmos táxis para nos levar nos fins dos percursos para a zona onde deixámos o carro seria óptimo. "


Esta possibilidade está pensada para dois dias, voltando ao fim do dia ao local de partida, onde se deixou o carro. Tudo está pensado para utilizar os táxis/metro da Linha do Tua. O recurso a um táxi que não os do serviço da linha pode encarecer bastante o passeio.

1.ª Etapa / Foz-Tua- Brunheda (21,2 km)
  • Este é o percurso que mais entusiasma os visitantes.
  • A partida é de Foz-Tua deixando aí o automóvel e seguindo a pé.
  • Acho que pelo menos 6 horas de caminho, são suficientes.
  • É importante chagar à Brunheda por volta das 5 da tarde.
  • O regresso de Brunheda a Foz-Tua é feito no Táxi ao serviço da Linha.
  • Chegada a Foz-Tua às 18:02.
A dormida pode ser em vários pontos. Há dormidas em Foz-Tua (278681116); em Alijó, em Carrazeda de Ansiães, Pombal de Ansiães e Vila Flor. A mais próxima da partida da segunda etapa é Vila Flor.

2.ª Etapa / Mirandela - Ribeirinha (20,2 km)
  • Este percurso é numa zona completamente diferente do da primeira etapa.
  • É importante estar na estação da Ribeirinha às 7 da manhã, hora que parte o táxi para o Cachão.
  • No cachão, mudar para o metro (comprar bilhete!);
  • O metro vai chegar a Mirandela às 7:40 da manhã.
  • Voltar à Ribeirinha a pé (21,2 km).
Para a caminhada ficar mais curta, basta avisar o condutor do metro para parar num dos locais intermédios e sair:
  • Cachão - Ribeirinha (8 km)
  • Frechas - Ribeirinha (11,1 km)
  • Latadas - Ribeirinha (14,6 km)
Vamos lá, toca a caminhar...

Maio de 2011
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Plano para dois dias na Linha do Tua


São muitas as pessoas que pretendem conhecer a Linha e o Rio Tua de perto. Os pedidos de informação chegam quase diariamente, vindo de pessoas a título individual ou de grupos. A ideia é sempre a mesma: descobrir as belezas de uma paisagem única prestes a ser destruída.
Aqui fica mais uma achega:
"Este e-mail vai no sentido de o questionar sobre o que devo assegurar para uma caminhada de dois dias na linha do Tua, sendo que partirei do Porto no Inter-Regional que chega ao Tua às 9.57h e queria chegar a Mirandela por volta das 16h/17h do dia a seguir.

Que recomendações quanto ao percurso e etapas, material, locais de pernoita ao ar livre?"
Antes de responder às questões, há factores que condicionam as respostas e que seria importante conhecer. São disso exemplo a preparação física de cada um e as exigências em termos de equipamento para pernoitar (e o seu equivalente em peso a transportar).
Partindo do princípio que as pessoas não estão habituadas a grandes caminhadas; não estão dispostas a um grande esforço; não pretendem transportar consigo muito peso; têm condicionantes de horários; esquematizei o seguinte:


  • quatro etapas: a primeira, para fazer a pé, de 15,6 km de Foz-tua a S. Lourenço; a segunda, para fazer a pé, no segundo dia, de 6,6 km, entre S. Lourenço e Brunheda; a terceira, de taxi, para apanhar o Metro no Cachão, até Mirandela (4.ª etapa).
  • Assim, é percorrida toda a extensão de Foz-Tua a Mirandela (com 21,2 km a pé).
  • A distribuição poderia ser diferente não fosse a condicionante de estar às 16/17h em Mirandela.
  • A primeira etapa, mesmo com algum peso faz-se muito bem e não tem limitações de horário, podendo ser feita nas calmas.
  • O melhor lugar para pernoitar ao longo da linha, é o apeadeiro de S. Lourenço (mais concretamente nas Caldas): é servido por uma estrada alcatroada, tem água potável, tem água quente para banho (Caldas de S. Lourenço); tem bons lugares para montar tendas; tem mesas; tem locais onde se pode dormir, mesmo sem tenda; tem um bom hotel a poucos quilómetros(!), etc.
  • A caminhada do segundo dia é muito curta, mas não dá para fazer mais e conseguir apanhar o táxi (não se espera na estação, mas sim junto ao cruzamento do caminho da estação com a estrada nacional, a algumas centenas de metros da linha, em direcção à freguesia de Brunheda).
  • No Cachão abandona-se o táxi e apanha-se a automotora até Mirandela.
  • Em Mirandela ainda dá para comer um bom almoço, passear e descansar.
Recomendações:
  • Faz muito calor no vale, é necessária água e protecção para a cabeça;
  • Um bom calçado é aquele que é bem ajustado ao pé, mas rijo. O calçado maleável não é bom para caminhar sobre as travessas e maça muito os pés;
  • No trajecto Foz-Tua a Brunheda só há sinal de telemóvel (Vodafone), em dois ou três locais (ver recomendações para a 1.º Etapa aqui);
  • Depois de fazer o trajecto é conveniente mandar um testemunho para este Blogue (texto e imagens. Estou a brincar :-)).
Contacto do Hotel Rural Flor do Monte (Pombal de Ansiães) : 351 278 660 010
Táxi, para alguma emergência: 278 617351 / 964054167 / 966796765


Maio de 2011
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O que diz a comunicação social - Mar09

Outras notícias

segunda-feira, 30 de março de 2009

Foz-Tua - Mirandela em 3 etapas


Depois de ter feito 17 caminhadas na Linha do Tua durante um ano, estudei um conjunto de 3 etapas de forma a fazer o percurso de Foz-Tua a Mirandela, tendo sempre a possibilidade de voltar ao ponto de partida, ou utilizando os táxis, que fazem o serviço da Linha, ou o Metro (na terceira etapa).
1.ª Etapa - Brunheda- Foz- Tua a pé
  • Esta é a mais longa das 3 etapas, começando a caminhada na Brunheda, regressando à mesma, de táxi;
  • Não há grandes possibilidades de fazer a etapa mais pequena uma vez que os acessos são escassos e maus;
  • Uma alternativa é Foz-Tua - S. Lourenço (16 km), mas depois não há transporte de volta (nem rede de telemóvel);
  • Uma estimativa do tempo necessário pode ter por base os 4 km por hora, menos parece-me apertado;
  • Há dois locais onde é possível recolher água (pouco antes do Castanheiro (7,6) e antes do S. Lourenço (15,3));
  • Na Brunheda só há sinal de telemóvel (Vodafone) na extremidade da ponde rodoviária, do lado do concelho de Alijó;
  • Não há mais rede até um determinado ponto junto a S. Lourenço (16,4 Km);
  • O sinal de telemóvel é bom depois do Túnel da Falcoeira (9,2km) até 2 km de Foz Tua, em Foz-Tua não há rede;
  • Nesta etapa há três túneis, uma ponte e dois viadutos (não são necessárias lanternas, mas a altura dos viadutos podem assustar);
  • Depois de chegar a Foz-Tua, não há onde tirar bilhete; o táxi parte da estrada, junto ao restaurante.
  • O percurso também pode ser feito partindo de Foz-Tua, já o fiz no dois sentidos, mas devido aos transportes dá-me mais jeito fazer o percurso descendente. A alternativa, partindo de Foz-Tua é a seguinte:

  • Em Brunheda o táxi deve ser esperado junto ao cruzamento da estrada nacional com a que desce para o apeadeiro.
2.ª Etapa - Cachão - Brunheda a pé
  • Esta caminhada tem 20,7 km, começa no Cachão até a Brunheda, regressando ao Cachão de táxi;
  • Pode-se fazer o reabastecimento de água no Cachão (no café); em Vilarinho das Azenhas (tem que se subir à aldeia, não é prático); na Ribeirinha (no apeadeiro) e em 3 locais antes e depois de Codeçais;
  • Há sinal de telemóvel do Cachão até à Ribeirinha e em Abreiro; depois não há em mais nenhum ponto;
  • Não há túneis, nem viadutos; há três pontes;
  • É possível dividir esta etapa em várias mais curtas, mas tem que haver um transporte de apoio.
3.ª Etapa - Cachão - Mirandela a pé
  • Esta é a mais curta das 3 etapas e a única em que se pode andar de metro na linha;
  • Em Frechas não há água na estação, mas há um café logo depois da ponte na ribeira, à entrada da aldeia;
  • Penso que há sempre sinal de telemóvel nesta etapa;
  • Há duas pequenas pontes e um túnel também curto.

  • Esta etapa também pode ser feita saindo de Mirandela de metro e voltando a Mirandela a pé.

Embora não haja circulação de composições na linha (entre Cachão e Foz-Tua) isso não quer dizer que não haja perigos. Continua a ser proibido circular a pé pela linha.

Pontos de abastecimento de água


Maio de 2011
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domingo, 29 de março de 2009

A Linha do Tua no Inverno (2)

Hoje o dia não foi muito feliz para os que ainda acreditam que a Linha do Tua se vai manter, permitindo a todos os que queiram poder descobrir esta paisagem maravilhoso. Circula a informação de que a Linha do Tua afinal já não reabre na dada prevista!
Hoje partilho a segunda parte da viagem de Inverno, que mostra o percurso entre Brunheda e Mirandela. Apesar das imagens serem todas da época de Inverno, por vezes sentimo-nos na Primavera. Foram momentos inesquecíveis passados na Linha que também é TUA.

sábado, 28 de março de 2009

A Linha do Tua no Inverno (1)

Tentei juntar num pequeno vídeo (vídeo e fotografia com fundo musical) o percurso de Foz-Tua a Mirandela, resultante de três ou quatro caminhadas na Linha, durante os meses de Inverno. Não consegui. Decidi dividir o vídeo a meio e a primeira parte, que partilho hoje, percorre o espaço desde Foz-Tua a Brunheda. São muitas horas de caminho, muitas fotografias, mas é-me impossível mostrá-las todas.
Aqui ficam então algumas:

quarta-feira, 25 de março de 2009

Comunicado do MCLT


Esta noite foram encerradas as Linhas do Corgo e do Tâmega. Na calada da noite e sem aviso prévio, tal como aconteceu em 1992, com a Linha do Tua, quando o Governo de então era chefiado pelo actual Presidente da Republica, o Prof. Aníbal Cavaco Silva.

As razões, as mesmas de sempre, a segurança! Este Governo não investe em Trás-os-Montes: fecha por motivos de segurança ou de economias de facilitismo de curto prazo.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua, não pode deixar de mostrar um profundo desprezo pelas iniciativas deste Governo no que toca às suas politicas para o caminho-de-ferro no Interior transmontano e à forma como atenta contra a dignidade das pessoas que teimam em viver na região. Viver no Interior profundo, viver em Trás-os-Montes, é uma prova de resistência e uma prova de amor à terra, no seu sentido mais profundo, que poucos parecem entender.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua solidariza-se com as populações das zonas afectadas pelo encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega, e espera que os deputados eleitos pelos circulos de Vila Real, Bragança e Porto, se manifestem e defendam os interesses dos cidadãos que os elegeram; uma oportunidade e um privilégio de poucos e que até ao momento têm ignorado, de forma politicamente consciente e pouco digna, convém sublinhar.

Exigimos assim, à semelhança do que tem sido a nossa postura face à Linha do Tua, respeito pelos utentes e pelas populações locais. Uma vez que se o esforço de consolidação de segurança é louvável, já não o é o estado a que deixaram chegar a infra-estrutura para ser preciso encerrá-la na sua totalidade. Ou, de forma tão flagrante como aquando da Noite do Roubo em Bragança em 1992, não estão a ser honestos quanto à verdadeira intenção destes encerramentos, pelo que se exige um plano de modernização e o início da intervenção na via imediatamente, e não em datas que nem a própria tutela sabe adiantar porque nem sequer pensaram nestas.

O Tua, Corgo e o Tâmega são sustentáveis e só terão futuro com as populações e para as populações.

Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana,

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 25 de Março de 2009
www.linhadotua.net
Contactos: 91 682 22 37 / linhadotua@gmail.com