sexta-feira, 17 de abril de 2009

1.º Festival de Canoagem da Terra Quente (final)


As inscrições eram até ao dia 15, mas como pode haver pessoas interessadas em acompanhar o evento, aqui fica a informação actualizada.
Não sei se vai ser possível, mas gostaria de me deslocar ao Rio Tua para tirar algumas fotografias do evento. Se for, podem contar com elas aqui.

Contactos:
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela,
4 5370-408 MIRANDELA
Telm: (+351) 969761301
E-mail: escateq.mirandela@gmail.com

quinta-feira, 16 de abril de 2009

The Tua Railway


Aqui fica uma apresentação em PowerPoint sobre a Linha do Tua. Não é trabalho meu, mas como tem algumas fotografias minhas que ninguém pediu, não me parece mal divulga-la.

Nota: pare ver a apresentação em ecrã completo, basta dar um click no segundo botão a contar da direita na pequena barra que aparece por debaixo das imagens, (icon com um pequeno ecrã).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estação de Frechas

A estação de Frechas está ao 45º quilómetro. É uma das estações com melhores acessos uma vez que a Estrada Nacional 213 está mesmo nas costas da estação e atravessa a linha a poucos metros. É das poucas estações onde ainda podemos ver "passar os comboios" ou seja o Metro. Estas fotografias foram tiradas no ano passado. Comparando com a actualidade apenas podemos dizer que continua o emparedamento e o abandono. O pequeno guiché exterior foi fechado, bem como as duas portas das casas de banho. Voltamos à idade média, quem tem necessidades vai ao campo. Também não me parece que seja possível encontrar uma torneira com água em toda a extensão da linha!
Frechas é das freguesias que mais partido pode tirar da manutenção da circulação na linha do Tua. É um freguesia com alguma dimensão e com perspectivas de futuro. No entanto, o presidente da junta actual, não é defensor da Linha do Tua, tem outras ambições.

domingo, 5 de abril de 2009

1.º Festival de Canoagem da Terra Quente


Contactos:
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela,
4 5370-408 MIRANDELA
Telm: (+351) 969761301
E-mail: escateq.mirandela@gmail.com

sábado, 4 de abril de 2009

Rio Tua (3)


O Rio Tua é cheio de locais pitorescos, mas nem todos são muito acessíveis. Esta é uma imagem frequente na parte superior do Rio, mais ou menos entre Brunheda e Mirandela. Trata-se da saída de água de uma azenha, de novo em direcção ao caudal do rio.
A fotografia foi tirada no dia 03 de Abril numa azenha na margem oposta à praia fluvial da Sobreira.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mapa da Linha do TUA

Ainda não ganhei para um GPS, por isso uso muito a Internet para traçar os meus percursos ou mesmo à posteriori para saber por onde passei. Como normalmente percorro locais muito próximos, tenho sempre bastante referências. Na Linha do Tua é impossível alguém perder-se, basta seguir a Linha. Mas, mesmo assim, tenho um conjunto de "marcos" que me ajudam bastante. Também o conhecimento dos locais por fotografia aérea é bastante útil, e há na Internet muitos locais onde isso pode ser feito com mais ou menos qualidade. Hoje comecei "desenhar" um mapa com a marcação dos quilómetros. O melhor que há é o do Instituto Geográfico do Exército, em papel. Acabei por me entusiasmar e fiz uma coisa mais elaborada com a fotografia das estações e apeadeiros de Foz-Tua a Mirandela. Ficou um arranjo interessante mas demasiado grande para o Blogue. Para quem tem hipótese de imprimir em maior do que a folha A4 deixo aqui a ligação para ficheiros um pouco maiores:
Sites úteis para traçar percursos:

Chegou a primavera à Linha do Tua

Pode-se pensar que as minhas recomendações para fazer caminhadas ao longo da Linha do Tua são fruto de alguma consulta na Internet, usando o Google. Não. Já percorri (a pé) cada metro da linha entre Foz-Tua e Mirandela, no mínimo 3 vezes e em alguns lugares 6 vezes!
Pensei receber a Primavera a caminhar ao longo da linha, e foi isso que eu fiz, dia 21 de Março. Escolhi um percurso mais ou menos longo, Brunheda- Foz-Tua.
Desloquei-me de carro até à ponte da Brunheda. O céu estava limpo, fazia frio e havia alguma neblina que se manteve durante todo o dia. Cheguei à linha às 10 horas da manhã, o que me parecia muito bom uma vez que apenas necessitava de estar em Foz-Tua às 18 horas, tinha 8 horas para caminhar.
Nos primeiros quilómetros, e depois de passar a zona do último acidente, apercebi-me que têm sido feitos bastantes melhoramentos na linha. Sempre pensei que aqui estava um dos pontos negros da via, mas, nesta caminhada, fiquei com uma melhor ideia. A não ser a curiosidade de alguns chapins nada chamou a minha atenção nos primeiros metros. O sol não tinha altura para iluminar a linha, reflectindo-se apenas nas águas já transparentes do Tua. Foi pelo quilómetro 19.º que comecei a entusiasmar-me com a flora que não esperou pela chegada da primavera para despertar em bonitas cores.
No apeadeiro de Tralhão parei um pouco. Aproveitei para me pôr mais á vontade largando as calças e ficando em calções. Fiquei a saber que andaram a medir as casas e os muros juntos de todas as estações e apeadeiros. Pretendem reparar os telhados e pintar tudo!!!
Pouco depois encontrei mais uma daquelas prospecções enigmáticas. Retiram uma travessa e abrem um orifício no centro da linha. Penso que o objectivo é avaliar a consistência do terreno. Vi os furos que já me tinham chamado à atenção em viagens anteriores, mas não vi nenhuma máquina.
Pouco depois encontrei alguns pés de buxo (Buxus sempervirens), muito abundante no Rio Sabor mas que nunca me tinha chamado à atenção aqui no Tua. Também antes de chegar a S. Lourenço encontrei os primeiros pés de Jacinto-dos-campos (Hyacinthoides vicentina). O meu entusiasmo foi grande, e ainda mais porque fui encontrando cada vez mais, mesmo até Foz-Tua!Quando cheguei ao S. Lourenço decidi subir às termas. Nas três vezes que já aqui passei a pé nunca o tinha feito. Junto ao apeadeiro havia muita água no chão e, imagine-se, havia também um cabo eléctrico, no chão, com corrente! O som semelhante a uma frigideira ouvia-se a vários metros! As termas pereceram-me paradas no tempo. Recordava-me delas há quase 20 anos atrás. Há água canalizada, um pré-fabricado para receber os banhistas e uma estátua em granito que foi a única forma humana que encontrei de resto, nada mudou.
Visitei o tanque, guardado pelo S. Lourenço, fiz um passeio por entre as casas e decidi sentar-me à sombra de uma árvore para comer. Já passava de 1 e meia da tarde quando recomecei a caminhar. De novo na linha, acelerei o passo. Já tinham passado mais de três horas e apenas tinha percorrido pouco mais de 5 quilómetros! Impus um bom ritmo à caminhada só fazendo curtas paragens para fotografar a flora ou subir a algum rochedo para fotografar a Linha. Tinham passado dois meses desde a minha última passagem no local. O rio levava um caudal menor e a água reflectiam um azul profundo, ao contrário da água cor de chocolate do mês de Janeiro.
O céu perdeu a cor e os rochedos semeavam zonas de sombra na linha. Tornou-se complicado fotografar. Se a máquina está regulada para fotografar para jusante, de frente para o sol, não é possível fazer nada de jeito para montante. Gosto de regular os parâmetros da fotografia manualmente, mas é preciso tempo.
Quando me aproximava dos últimos quilómetros também o sol de despedia do vale. Respirava-se uma atmosfera calma aquecida pelos tons dourados do final da tarde. Tive ainda tempo para abandonar a linha e ir até à ponte rodoviária fotografar o viaduto das Presas.
Já com os pés bastante doridos caminhei para a estação do Tua. Ainda esperei que chegassem os dois comboios da Linha do Douro, um vindo do Pocinho e outro vindo do Porto, só depois o táxi parte fazendo o serviço da Linha do Tua até ao Cachão.

terça-feira, 31 de março de 2009

Dois dia na Linha do Tua, com o apoio de um carro


Os pedidos de informação não param de chegar.

"Já tinha esta ideia à algum tempo, mas nunca encontrei companheiros para ir comigo.
Moro um pouco longe, e hoje comentando este meu interesse para fazer o percurso com alguns amigos, eles mostraram-me muito interessados na ideia, e estamos a planear ir aí no fim de semana (3 dias).
Eu conhecia o teu blogue, e sei que tem essa informação toda, mas cheguei à pouco a casa entusiasmado com a possibilidade de fazer esta viagem em breve, que não estive a re-vê-lo com atenção.
Nós também somos apaixonados pela natureza e fotografia, ...
A minha ideia inicial seria fazer 2 dias de percurso, e tenho a consciência que não farei a linha toda!
Gostava de começar em Foz-Tua e subir para Norte. Penso que a primeira parte será a mais espectacular, com os túneis, viadutos e pontes.
Pensamos no máximo fazer 20km num dia e noutro um pouco menos talvez.
O restante troço ficará para uma próxima oportunidade.
...
Em relação aos transportes, neste momento somos 4 pessoas, e em princípio só levaremos um carro. Se conseguirmos táxis para nos levar nos fins dos percursos para a zona onde deixámos o carro seria óptimo. "


Esta possibilidade está pensada para dois dias, voltando ao fim do dia ao local de partida, onde se deixou o carro. Tudo está pensado para utilizar os táxis/metro da Linha do Tua. O recurso a um táxi que não os do serviço da linha pode encarecer bastante o passeio.

1.ª Etapa / Foz-Tua- Brunheda (21,2 km)
  • Este é o percurso que mais entusiasma os visitantes.
  • A partida é de Foz-Tua deixando aí o automóvel e seguindo a pé.
  • Acho que pelo menos 6 horas de caminho, são suficientes.
  • É importante chagar à Brunheda por volta das 5 da tarde.
  • O regresso de Brunheda a Foz-Tua é feito no Táxi ao serviço da Linha.
  • Chegada a Foz-Tua às 18:02.
A dormida pode ser em vários pontos. Há dormidas em Foz-Tua (278681116); em Alijó, em Carrazeda de Ansiães, Pombal de Ansiães e Vila Flor. A mais próxima da partida da segunda etapa é Vila Flor.

2.ª Etapa / Mirandela - Ribeirinha (20,2 km)
  • Este percurso é numa zona completamente diferente do da primeira etapa.
  • É importante estar na estação da Ribeirinha às 7 da manhã, hora que parte o táxi para o Cachão.
  • No cachão, mudar para o metro (comprar bilhete!);
  • O metro vai chegar a Mirandela às 7:40 da manhã.
  • Voltar à Ribeirinha a pé (21,2 km).
Para a caminhada ficar mais curta, basta avisar o condutor do metro para parar num dos locais intermédios e sair:
  • Cachão - Ribeirinha (8 km)
  • Frechas - Ribeirinha (11,1 km)
  • Latadas - Ribeirinha (14,6 km)
Vamos lá, toca a caminhar...

Maio de 2011
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Plano para dois dias na Linha do Tua


São muitas as pessoas que pretendem conhecer a Linha e o Rio Tua de perto. Os pedidos de informação chegam quase diariamente, vindo de pessoas a título individual ou de grupos. A ideia é sempre a mesma: descobrir as belezas de uma paisagem única prestes a ser destruída.
Aqui fica mais uma achega:
"Este e-mail vai no sentido de o questionar sobre o que devo assegurar para uma caminhada de dois dias na linha do Tua, sendo que partirei do Porto no Inter-Regional que chega ao Tua às 9.57h e queria chegar a Mirandela por volta das 16h/17h do dia a seguir.

Que recomendações quanto ao percurso e etapas, material, locais de pernoita ao ar livre?"
Antes de responder às questões, há factores que condicionam as respostas e que seria importante conhecer. São disso exemplo a preparação física de cada um e as exigências em termos de equipamento para pernoitar (e o seu equivalente em peso a transportar).
Partindo do princípio que as pessoas não estão habituadas a grandes caminhadas; não estão dispostas a um grande esforço; não pretendem transportar consigo muito peso; têm condicionantes de horários; esquematizei o seguinte:


  • quatro etapas: a primeira, para fazer a pé, de 15,6 km de Foz-tua a S. Lourenço; a segunda, para fazer a pé, no segundo dia, de 6,6 km, entre S. Lourenço e Brunheda; a terceira, de taxi, para apanhar o Metro no Cachão, até Mirandela (4.ª etapa).
  • Assim, é percorrida toda a extensão de Foz-Tua a Mirandela (com 21,2 km a pé).
  • A distribuição poderia ser diferente não fosse a condicionante de estar às 16/17h em Mirandela.
  • A primeira etapa, mesmo com algum peso faz-se muito bem e não tem limitações de horário, podendo ser feita nas calmas.
  • O melhor lugar para pernoitar ao longo da linha, é o apeadeiro de S. Lourenço (mais concretamente nas Caldas): é servido por uma estrada alcatroada, tem água potável, tem água quente para banho (Caldas de S. Lourenço); tem bons lugares para montar tendas; tem mesas; tem locais onde se pode dormir, mesmo sem tenda; tem um bom hotel a poucos quilómetros(!), etc.
  • A caminhada do segundo dia é muito curta, mas não dá para fazer mais e conseguir apanhar o táxi (não se espera na estação, mas sim junto ao cruzamento do caminho da estação com a estrada nacional, a algumas centenas de metros da linha, em direcção à freguesia de Brunheda).
  • No Cachão abandona-se o táxi e apanha-se a automotora até Mirandela.
  • Em Mirandela ainda dá para comer um bom almoço, passear e descansar.
Recomendações:
  • Faz muito calor no vale, é necessária água e protecção para a cabeça;
  • Um bom calçado é aquele que é bem ajustado ao pé, mas rijo. O calçado maleável não é bom para caminhar sobre as travessas e maça muito os pés;
  • No trajecto Foz-Tua a Brunheda só há sinal de telemóvel (Vodafone), em dois ou três locais (ver recomendações para a 1.º Etapa aqui);
  • Depois de fazer o trajecto é conveniente mandar um testemunho para este Blogue (texto e imagens. Estou a brincar :-)).
Contacto do Hotel Rural Flor do Monte (Pombal de Ansiães) : 351 278 660 010
Táxi, para alguma emergência: 278 617351 / 964054167 / 966796765


Maio de 2011
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O que diz a comunicação social - Mar09

Outras notícias

segunda-feira, 30 de março de 2009

Foz-Tua - Mirandela em 3 etapas


Depois de ter feito 17 caminhadas na Linha do Tua durante um ano, estudei um conjunto de 3 etapas de forma a fazer o percurso de Foz-Tua a Mirandela, tendo sempre a possibilidade de voltar ao ponto de partida, ou utilizando os táxis, que fazem o serviço da Linha, ou o Metro (na terceira etapa).
1.ª Etapa - Brunheda- Foz- Tua a pé
  • Esta é a mais longa das 3 etapas, começando a caminhada na Brunheda, regressando à mesma, de táxi;
  • Não há grandes possibilidades de fazer a etapa mais pequena uma vez que os acessos são escassos e maus;
  • Uma alternativa é Foz-Tua - S. Lourenço (16 km), mas depois não há transporte de volta (nem rede de telemóvel);
  • Uma estimativa do tempo necessário pode ter por base os 4 km por hora, menos parece-me apertado;
  • Há dois locais onde é possível recolher água (pouco antes do Castanheiro (7,6) e antes do S. Lourenço (15,3));
  • Na Brunheda só há sinal de telemóvel (Vodafone) na extremidade da ponde rodoviária, do lado do concelho de Alijó;
  • Não há mais rede até um determinado ponto junto a S. Lourenço (16,4 Km);
  • O sinal de telemóvel é bom depois do Túnel da Falcoeira (9,2km) até 2 km de Foz Tua, em Foz-Tua não há rede;
  • Nesta etapa há três túneis, uma ponte e dois viadutos (não são necessárias lanternas, mas a altura dos viadutos podem assustar);
  • Depois de chegar a Foz-Tua, não há onde tirar bilhete; o táxi parte da estrada, junto ao restaurante.
  • O percurso também pode ser feito partindo de Foz-Tua, já o fiz no dois sentidos, mas devido aos transportes dá-me mais jeito fazer o percurso descendente. A alternativa, partindo de Foz-Tua é a seguinte:

  • Em Brunheda o táxi deve ser esperado junto ao cruzamento da estrada nacional com a que desce para o apeadeiro.
2.ª Etapa - Cachão - Brunheda a pé
  • Esta caminhada tem 20,7 km, começa no Cachão até a Brunheda, regressando ao Cachão de táxi;
  • Pode-se fazer o reabastecimento de água no Cachão (no café); em Vilarinho das Azenhas (tem que se subir à aldeia, não é prático); na Ribeirinha (no apeadeiro) e em 3 locais antes e depois de Codeçais;
  • Há sinal de telemóvel do Cachão até à Ribeirinha e em Abreiro; depois não há em mais nenhum ponto;
  • Não há túneis, nem viadutos; há três pontes;
  • É possível dividir esta etapa em várias mais curtas, mas tem que haver um transporte de apoio.
3.ª Etapa - Cachão - Mirandela a pé
  • Esta é a mais curta das 3 etapas e a única em que se pode andar de metro na linha;
  • Em Frechas não há água na estação, mas há um café logo depois da ponte na ribeira, à entrada da aldeia;
  • Penso que há sempre sinal de telemóvel nesta etapa;
  • Há duas pequenas pontes e um túnel também curto.

  • Esta etapa também pode ser feita saindo de Mirandela de metro e voltando a Mirandela a pé.

Embora não haja circulação de composições na linha (entre Cachão e Foz-Tua) isso não quer dizer que não haja perigos. Continua a ser proibido circular a pé pela linha.

Pontos de abastecimento de água


Maio de 2011
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domingo, 29 de março de 2009

A Linha do Tua no Inverno (2)

Hoje o dia não foi muito feliz para os que ainda acreditam que a Linha do Tua se vai manter, permitindo a todos os que queiram poder descobrir esta paisagem maravilhoso. Circula a informação de que a Linha do Tua afinal já não reabre na dada prevista!
Hoje partilho a segunda parte da viagem de Inverno, que mostra o percurso entre Brunheda e Mirandela. Apesar das imagens serem todas da época de Inverno, por vezes sentimo-nos na Primavera. Foram momentos inesquecíveis passados na Linha que também é TUA.

sábado, 28 de março de 2009

A Linha do Tua no Inverno (1)

Tentei juntar num pequeno vídeo (vídeo e fotografia com fundo musical) o percurso de Foz-Tua a Mirandela, resultante de três ou quatro caminhadas na Linha, durante os meses de Inverno. Não consegui. Decidi dividir o vídeo a meio e a primeira parte, que partilho hoje, percorre o espaço desde Foz-Tua a Brunheda. São muitas horas de caminho, muitas fotografias, mas é-me impossível mostrá-las todas.
Aqui ficam então algumas:

quarta-feira, 25 de março de 2009

Comunicado do MCLT


Esta noite foram encerradas as Linhas do Corgo e do Tâmega. Na calada da noite e sem aviso prévio, tal como aconteceu em 1992, com a Linha do Tua, quando o Governo de então era chefiado pelo actual Presidente da Republica, o Prof. Aníbal Cavaco Silva.

As razões, as mesmas de sempre, a segurança! Este Governo não investe em Trás-os-Montes: fecha por motivos de segurança ou de economias de facilitismo de curto prazo.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua, não pode deixar de mostrar um profundo desprezo pelas iniciativas deste Governo no que toca às suas politicas para o caminho-de-ferro no Interior transmontano e à forma como atenta contra a dignidade das pessoas que teimam em viver na região. Viver no Interior profundo, viver em Trás-os-Montes, é uma prova de resistência e uma prova de amor à terra, no seu sentido mais profundo, que poucos parecem entender.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua solidariza-se com as populações das zonas afectadas pelo encerramento das linhas do Corgo e do Tâmega, e espera que os deputados eleitos pelos circulos de Vila Real, Bragança e Porto, se manifestem e defendam os interesses dos cidadãos que os elegeram; uma oportunidade e um privilégio de poucos e que até ao momento têm ignorado, de forma politicamente consciente e pouco digna, convém sublinhar.

Exigimos assim, à semelhança do que tem sido a nossa postura face à Linha do Tua, respeito pelos utentes e pelas populações locais. Uma vez que se o esforço de consolidação de segurança é louvável, já não o é o estado a que deixaram chegar a infra-estrutura para ser preciso encerrá-la na sua totalidade. Ou, de forma tão flagrante como aquando da Noite do Roubo em Bragança em 1992, não estão a ser honestos quanto à verdadeira intenção destes encerramentos, pelo que se exige um plano de modernização e o início da intervenção na via imediatamente, e não em datas que nem a própria tutela sabe adiantar porque nem sequer pensaram nestas.

O Tua, Corgo e o Tâmega são sustentáveis e só terão futuro com as populações e para as populações.

Pelo desenvolvimento sustentável de toda a região duriense e transmontana,

Movimento Cívico pela Linha do Tua, 25 de Março de 2009
www.linhadotua.net
Contactos: 91 682 22 37 / linhadotua@gmail.com

terça-feira, 24 de março de 2009

Quatro estações a percorrer a Linha

Com a minha caminhada do dia 12 de Março acabei mais uma viagem completa entre Foz-Tua e Mirandela, a de Inverno. Foi em Marco de 2008, mais concretamente dia 28 de Março que iniciei esta odisseia. Já tinha visitado várias vezes a Linha, mas essa caminhada foi a primeira em que houve a intenção de completar toda a extensão da linha fazendo pequenos percursos, como etapas.
No início o objectivo era fazer o trajecto de Foz-Tua a Mirandela, mas, mal o terminei em Maio, senti que não podia ficar só por isso.
Surgiu a ideia de fazer também o mesmo percurso no Verão, depois no Outono, e, finalmente, no Inverno. Em cada estação fui descobrindo novas paisagens, novas espécies, novo prazer para voltar à linha com mais entusiasmado.
Conhecer as Linha nas quatro estações mudou a minha forma de a encarar. Se a Primavera realçava o colorido de algumas zonas em que a linha aparecia num tapete de papoilas vermelhas, no Verão os tons amarelos e pastel da erva seca emprestavam transparência às curvas, que se incendiavam com raios de sol também dourado. No Outono veio o azul da água contrastado com os tons amarelos e laranjas das folhas das caducifólias. No Inverno nevou, esteve nevoeiro, o caudal subiu e vieram outras aves.
A ideia geralmente aceite de que a linha mais bonita entre Foz-Tua e Brunheda não faz para mim qualquer sentido. Sem dúvida que percorre locais inacessíveis onde o granito, mais duro, manteve o vale selvagem, impressionante, mas outras zonas têm diferentes atractivos. Depois da Brunheda o rio Tua e a Linha aproximam-se, passam a ser companheiros permitindo cenários de grande beleza. Também ganham dimensão as árvores que ladeiam o rio, permitindo tonalidades como as que estamos habituados a ver na televisão, mas que julgávamos inexistentes próximo de nós. Há também mais espécies de seres vivos, mais vida próximo do rio.
Foram 16 caminhadas que somaram mais de 200 quilómetros. Há excepção de uma, que foi feita com os meus filhos, em todas as outras caminhei sozinho. Não porque faltassem pessoas com vontade de percorrerem a linha a pé, mas sim porque quase nunca tive horário, nem apoio, sendo cada etapa uma aventura solitária às vezes com algum risco. Talvez sentisse ciumes de partilhar tanta beleza e por isso me apeteceu caminhar sozinho, sentindo de onde em onde o olhar inquisidor dos chapins ou a companhia sorrateira do melro azul.
Em termos de fotografias, são mais de 12 mil, ultrapassando 60 por quilómetro percorrido e mais de 230 por cada quilómetro de linha. São muitas recordações.

O Blogue “A Linha é TUA” só nasceu a 15 de Julho já depois de meia dúzia de etapas percorridas. Juntou informação que já tinha escrito em três blogues distintos (Frechas, Vila Flor e Carrazeda de Ansiães). Nunca foi um blogue muito popular, sendo consultado com regularidade pelos apaixonados pela Linha do Tua e por muitos que se pretendiam aventurar a percorre-la, a pé ou de Metro. Infelizmente em Agosto de 2008 aconteceu mais um acidente. Decidi que isso não alteraria a minha vontade de continuar a percorrer a linha, embora tenha dificultado bastante as minhas deslocações para as etapas seguintes.
Graças ao apoio de alguns movimentos, sítios web e blogues, este espaço foi criando visitantes assíduos, e alguns admiradores. Soma 6900 visitantes em pouco mais de 8 meses.
Qual é o futuro? Pretendo continuar a percorrer a Linha do Tua divulgando as suas belezas em fotografia. Acredito que ainda é possível salva-la e por isso não olho a esforços tentando, a meu modo, sensibilizar as pessoas para o património que está ameaçado.
No imediato aguardo com ansiedade a reabertura da circulação de composições em toda a extensão da linha, porque, mesmo percorrendo-a a pé, é triste não sentir o barulho da composição a percorrer os carris, fazendo eco ao longo do vale.

sexta-feira, 20 de março de 2009

De Abreiro a Brunheda

Depois de ter deixado terminar o Outono sem ter percorrido a Linha do Tua de Foz-Tua a Mirandela, não quis que o mesmo se passa-se com o Inverno. Por isso, no dia 12 de Março, aproveitei a tarde para fazer mais uma caminhada na linha. Não gosto muito de iniciar as caminhadas à tarde, não há nada como o céu azul da manhã para se conseguir fotografias com impacto.
Cheguei à estação de Abreiro às três da tarde. Estudei a etapa até Brunheda (8,1 Km), para fazer em pouco mais de três horas. A dificuldade destas etapas, para não necessitar do apoio de ninguém, é acertar com os horários do táxi, que agora só já têm três percursos diários. Ainda pensei que poderia voltar para Abreiro a pé, mas seria completamente impossível.
Perto da ponte de Abreiro andavam a trabalhar na linha. Pelo que pude perceber, o trabalho consistia na limpeza de alguma vegetação invasora, mas também na furação das travessas e mudança do tirefonds de lugar. Os anteriores furos são tapados, para impedir que a travessa apodreça depressa.
Fui encontrar aqui as campainhas (Narcissus triandrus) que eu sabia existirem mas que ainda não tinha encontrado. Mesmo sem ter chegado a Primavera, já há muita vida e muita cor na vegetação.
O passeio até à ponte da Cabreira é muito agradável. Foi a sexta vez que fiz este percurso a pé e sempre tive dificuldade em fazer fotografias entre a ponte da Cabreira e o apeadeiro de Codeçais. A zona é muito sombria e o sol a iluminar o cume dos montes só dificulta. Houve alguns momentos de desânimo.
A torga (Erica arborea L) está em flor. Talvez a sua tonalidade alba tenha inspirado um casal de namorados que por ali passeavam, apaixonados. Depois passar o apeadeiro o rio iluminou-se. Apesar do sol estar cada vez mais baixo, a paisagens muda bastante, sendo visíveis muitos vinhedos, alguns novos. Esta é a zona em que uma possível barragem pode causar mais danos em terrenos agrícolas.
Continuei a de dedicar atenção há flora. No barranco da linha aparecem muitas espécies em flor! Até um ramo de violetas (Viola odorata) apareceu para aromatizar a minha tarde!
Foi já quando o sol pareceu pousar na linha à minha frente, no horizonte, por sobre os carris, que me comecei a entusiasmar verdadeiramente com a fotografia. Não são boas condições, fotografar em contraluz, mas é um óptimo desafio. Perdi a pressa, deixei-me levar pela luz doce, embalado pelo barulho das águas e pelo canto dos pássaros que se despediam do dia com doces melodias.
Às seis da tarde cheguei ao apeadeiro da Brunheda. Assaltava-me a dúvida se teria ou não transporte para Abreiro. Desviei-me da linha e subi a encosta procurando sinal de telemóvel.
Com alguma dificuldade consegui ligação com um dos taxistas que faz o serviço da Linha do Tua. Estava com sorte, o táxi passaria pouco antes das dezanove horas. O tempo foi passando e veio a noite. O meu receio era que o táxi não parasse e eu com a luz dos faróis não conseguia distinguir o táxi de qualquer outro carro.
Quase às dezanove horas o táxi parou! Curiosamente já trazia 4 passageiros. A viagem de volta à estação de Abreiro foi rápida e sem história. A noite tomou conta de tudo, apenas brilhavam os carris na minha memória, da cor do ouro.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Não sou o único

Nunca tive dúvidas dos valores que defendo, mas, de vez em quando, sabe muito bem encontrarmos alguém que trava as mesmas lutas. Numa das minhas viagens à linha do Tua fui encontrar um realizador a recolher imagens para um filme! A Linha do Tua vai virar estrela (já é) e o sr Abílio, que trocou as vistas largas do Planalto Mirandês e a sua terra natal Urrós, pelo vale afunilado do Tua será uma das personagens. Aqui os vemos, ao sol pôr, saboreando a tranquilidade na Ribeirinha.

terça-feira, 17 de março de 2009

Em direcção à luz

Na última caminhada na linha andei até que o sol se escondeu. Perto da Brunheda os últimos raios de sol reflectiam-se nos carris criando uma atmosfera mágica com o som das águas do rio e o chilrear dos pássaros que pressentem a Primavera.

segunda-feira, 16 de março de 2009

La Ligne du TUA - Un chemin de fer centenaire menacé

Caros amigos,
A Linha do Tua vai ser apresentada em Paris, a todos os curiosos e interessados nesta causa, através do olhar de mais um amigo, o fotógrafo José Miguel Ferreira. De 17 a 26 de Março de 2009.
Agradecemos a vossa colaboração na divulgação desta iniciativa que promove a Linha do Tua além-fronteiras, bem como o crime cultural e patrimonial que o Governo português pretende levar adiante, a qualquer custo, numa zona classificada pela Unesco.
Caso não visualize correctamente esta mensagem, poderá obter toda a informação na página do MCLT (www.linhadotua.net) e na página do José Miguel Ferreira (www.jmferreira.net), onde além de outros trabalhos, encontrará também as versões francesa e inglesa do texto que acompanha as fotografias, para uma mais ampla divulgação.
Muito obrigada e até breve!
Movimento Cívico pela Linha do Tua

sábado, 14 de março de 2009

Caminhada Brunheda - Tua (2)


Miguel Pereira realizou com alguns amigos, uma caminhada na Linha do Tua, entre Brunheda e Foz-Tua, em Abril de 2008. Agora que está a planear voltar a percorrer estes bonitos cenários, brinda-nos com algumas fotografias que fez na primeira caminhada.




Obrigado Miguel Pereira.

(Ver outras fotografias desta caminhada)