sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

O Inverno na Linha do Tua

Tenho evitado os meus passeios ao longo da Linha do Tua. O nevoeiro tem sido uma constante cobrindo com frequência grande parte do vale, senão a totalidade, de Foz-Tua a Mirandela. Além disso, há a curta duração dos dias (dia solar), não sendo muito favorável para passeios muito longos, ainda mais tendo que fazer ida e volta a pé, como aconteceu nos últimos percursos que fiz.
Hoje atravessei a linha na estação de Abreiro e em Brunheda. Em Abreiro, já poucos evidências havia da neve, já nevou na Sexta-feira, mas na Brunheda ainda havia alguns mantos de branco e até algum gelo pelas estradas. Mesmo que só de passagem, ficam as minhas primeiras fotografias de Inverno, da Linha do Tua.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Linha do Tua - Debate em Bragança


Debate - Linha do Tua
17 de Janeiro de 2009, Auditório Municipal Paulo Quintela, Bragança.
Organização: Movimento Cívico Pela Linha do Tua

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Barragem de Foz-Tua - Avaliação de Impacte Ambiental


A Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Foz Tua encontra-se em consulta pública até 18 de Fevereiro.
O estudo apresenta 3 cenários consoante a cota que se pretende atingir com a água da barragem.
Este estudo está disponível para consulta nas câmaras municipais e juntas de freguesia dos concelhos afectados pela construção da futura barragem, nomeadamente Alijó, Murça, Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Vila Flor, assim como na Agência Portuguesa do Ambiente e na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
Pode ser consultado também na página web da EDP (aqui). Está dividido em vários ficheiros PDF totalizando quase 90 MB. Recomendo o Resumo Não Técnico que tal como o nome indica é um resumo, escrito em linguagem mais acessível para poder ser consultado pelo grande público.
O Resumo Técnico tem mais de 800 páginas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Prevenir é a melhor solução

Foi com satisfação que constatei a existência de grandes obras de manutenção e melhoramento da Linha do Tua no troço entre Frechas e Mirandela, em Julho passado. Depois disso, aconteceu mais um acidente, perto da Brunheda e eu passei a olhar para a via com outros olhos.
Sempre que os autarcas e os políticos se referem ao troço Cachão-Mirandela, concessionado à Metro de Mirandela, fazem-no conscientes da segurança que a via oferece, fruto de todo o capital investido, nomeadamente com substituição das travessas mais deterioradas, colocação de balastro, melhoramento de taludes e do sistema de escoamento.
A leitura do relatório (e dos anexos) do acidente do dia 22 de Agosto onde constam as conclusões a que chegaram os diferentes técnicos, revela deficiências que podem estar na base, não só do último acidente, mas de alguns dos outros que ficaram por explicar. São apontados problemas, alguns na via, que me têm provocado algumas preocupações.
Nos dias 15 e 22 de Novembro fiz, a pé, o percurso entre o Cachão e Mirandela. A par das belezas da paisagem que fui registando (e que já mostrei), também tomei alguma atenção à linha, e, mesmo com os meus limitados conhecimentos sobre o assunto, encontrei indícios evidentes de que há muito para corrigir.
Não me parece correcto que um troço de linha que sofreu obras profundas há apenas dois meses atrás, apresente travessas completamente degradadas, parafusos ferrugentos e até soltos! Parece brincadeira que tenham colocados alguns parafusos completamente tomados pela ferrugem, mais velhos do que aqueles que lá estavam e que os mesmos tenham sido cravados à marretada em vez de aparafusados.
Os carris já não são novos e foram virados há alguns anos atrás. Nalguns lugares apresentam sinais da idade (apesar deste troço ser o mais plano e com curvas menos acentuada de toda a extensão da linha). São visíveis marcas de travagens ou patinagem das rodas que desgastaram o carril num determinado ponto. Não percebo nada de soldadura aluminotérmica, mas nalguns pontos a via apresenta “joelhos” que podem torna-la perigosa. Também são visíveis pontos que evidenciam um deficiente contacto entre o rodado e a via, com deslocação do ponto de contacto ou mesmo com contacto aos solavancos, o que pode significar que a locomotiva passa naquele ponto aos “saltos”.Também as uniões dos carris mostram algumas lacunas. Nestes pontos a colocação das travessas e dos parafusos que fixam os carris, deviam ser objecto de um especial cuidado, coisa que não é notório. As travessas junto da união deveriam estar mais próximas do que o normal ao longo da via. Apesar de estarmos em Novembro, com temperaturas muito baixas, há muitas uniões sem qualquer junta de dilatação! Eu sei que ela varia com a temperatura e com o comprimento do carril, mas não deveria ser de mais de um centímetro nesta época do ano? Há tabelas que relacionam a amplitude térmica do local, com a junta de dilatação necessária, mas este é um exercício que me parece exagerado para quem apenas quer registar as belezas da linha, lutando para que ela possa ser utilizada por pelo menos mais 100 anos.
Mais de que as minhas palavras, as imagens falam por si. Sei que olhos treinados podem “ler” nelas alguns sinais preocupantes. Espero que tudo se faça para tornar a Linha segura, não só até ao Cachão, mas em toda a sua extensão. Que os infelizes acontecimentos a que assistimos no último ano e meio, não se repitam nunca mais.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Amigos usam arte pelo Tua


Usar a arte para salvar o rio. É isto que se propõe fazer um Núcleo de Amigos do Tua. Este organismo foi constituído esta sexta-feira em Mirandela. Tem o objectivo de dinamizar diversas manifestações culturais e artísticas para se opor à construção da barragem, defendendo, por outro lado, a manutenção da linha do Tua.

O movimento surge associado à COAGRET – Portugal, a Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvazes. Pedro Couteiro, um dos promotores do Núcleo de Amigos do Rio Tua revela que este movimento vai promover exposições de fotografia e pintura e concursos de arte. Tem ainda o objectivo de recuperar um edifício junto ao Tua para a transformar numa residência de artistas. Uma forma de se poderem inspirar nas paisagens do Tua.

Fonte: RBA

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Será miragem?

A beleza agreste das paisagens que se avistam numa viagem pela Linha do Tua, surpreende-nos a cada curva. Consoante a estação do ano, cega-nos o colorido das flores silvestres, os tons quentes da folhas do Outono, as neblinas do Inverno ou as crianças que se banham nos açudes do rio nas tardes de Verão. Estes quadros desfilam perante os nossos olhos hipnotizando-nos com perfumes qual abelhas rendidas num jardim em flor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Outono na Linha do Tua

Em Frechas, perto da Ponte da Carvalha, captei o Outono nas folhas de um plátano com o Faro e o Cabeço à distância, despedindo-se da luz do dia. O anoitecer na linha também tem o seu encanto!

Horários do Metro de Mirandela entre Mirandela e Carvalhais

Horários do Metro, Mirandela-Carvalhais e Carvalhais-Mirandela, em vigor desde 17 de Setembro de 2008.


Novos horários aqui

Horário do Metro Cachão-Mirandela

Horários do Metro entre Mirandela-Cachão e Cachão-Mirandela, em vigor desde 25-08-2008.

Novos horários aqui

Horários dos taxis

Horários dos táxis Mirandela-Foz Tua e Foz Tua-Mirandela, em vigor desde o dia 26 de Agosto de 2008.

Novos horários aqui

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Percurso Cachão - Latadas


No dia 22 voltei à Linha. Fiquei tão fascinado com o percurso que fiz no dia 15 que passei a semana toda a pensar em regressar. O Outono é cheio de contrastes, verifiquei isso mesmo mal cheguei ao Cachão. A vegetação que ladeia o rio já não tinha a mesma coloração da semana anterior. Os choupos perderam todas as folhas, apresentam-se despidos, esperando as geadas do Inverno. Os plátanos e algumas outras árvores de folha caduca apresentam ainda folhas outonais, mas já sem a variedades de tons que gostaria de encontrar. As vinhas em volta de Frechas também já estão despidas, tal como os diospireiros que apenas suportam os tão curioso frutos alaranjados e ácidos.
Cheguei depois de almoço, e tomei um café no Cachão. O sábado estava com um sol desllumbrante mas o ar estava fresco. O percurso que pretendia fazer era curto: Cachão - Latadas, de onde tinha partido a pé na semana anterior. Como não podia contar com a automotora, tinha que contar em fazer o percurso inverso ou à boleia ou a pé.
À saída do Cachão foi onde fiz as melhores fotografias de papoilas na Primavera, mas no Outono esta zona não tem a mesma beleza. Só pelo quilómetro 43º, quando a linha se aproxima mais do rio, me comecei a entusiasmar. Aqui voltei a encontrar aves de rapina e bastantes corvos marinhos.
Pouco depois ouvi o som característico da automotora a aproximar-se! Não conheço os horários mas gostei de sentir vida na linha. Procurei uma posição em segurança e esperei que ela passasse.
A tranquilidade era grande e passei a estação de Frechas sem ver uma única pessoa. Desta vez decidi que desceria ao leito da Ribeira da Carvalha para fotografar a ponte. É impressionante como a ribeira que costuma ter um caudal considerável (lembra-me de aí ter visto muitos peixes) não tem gota de água. A seca que se tem feito sentir nos últimos anos, manifesta-se agora como nunca!
Passei o Túnel de Frechas e encontrei um marmeleiro com marmelos mesmo perto da linha. "Massacrei" um marmelo com o meu flash.
Segue-se depois um zona onde a linha não tem praticamente curvas até chegar ao antigo apeadeiro de Latadas. Aqui foram feitas obras de beneficiação da estrutura de suporte da linha. Infelizmente nem esta zona que foi intervencionada recentemente foge aos problemas que são reportados ao restante da linha, mas deste aspecto falarei noutra altura.
Quando cheguei ao local de destino eram 16 horas. Restava-me muito pouco tempo para fazer o caminho inverso. Arrisquei ir para a estrada tentar uma boleia. Os carros de grande cilindrada passavam a alta velocidade e certamente não gostariam das minhas botas sujas nos seus tapetes. Estabeleci como limite pedir boleia a 12 carros, acho que cheguei aos 15, depois desisti. Regressei à linha e comecei o caminho de regresso ao Cachão.
O sol já bastante baixo, dava um colorido especial às folhas dos olmos na borda do caminho. Mesmo assim, não tive pressa. A noite foi caindo e vi-me com um desafio original, fotografar a linha de noite. À medida que ia experimentando o flash e subindo a sensibilidade ao máximo fui-me entusiasmando tentando tirar o máximo partido do colorido das nuvens ao entardecer. Uma das minhas preocupações era a passagem já de noite, em vários locais onde há cães, mas felizmente correu tudo bem.
Os últimos quilómetros até ao Cachão foram feitos já com noite cerrada. Quem em ao longe visse os disparos do flash na noite escura julgaria que por ali andava algum visitante do espaço!

sábado, 22 de novembro de 2008

Vilarinho - Latadas - Mirandela

No dia 15 de Novembro fiz mais uma caminhada ao longo da Linha do Tua. Esperava encontrar bonitas cores de Outono, mas ao descer para o Cachão, apenas via nevoeiro à minha frente. Tinha planeado explorar a linha do Cachão a Mirandela e, por isso, saí muito cedo de casa. Em alternativa, já no Cachão, optei por cortar à esquerda em direcção a Vilarinho das Azenhas.
O nevoeiro chegava mesmo junto à aldeia. Estacionei o carro junto à ponte sobre o Tua onde havia um bom grupo de pescadores a tentarem a sua sorte. Apesar de se ver o sol, de vez em quando, a tentar chagar ao rio, a manhã foi passando sem que ele ganhasse a luta contra o nevoeiro.
Comecei a caminhar pela linha em direcção ao Cachão. Havia alguns espaços onde não havia nevoeiro. Só depois das onze horas da manhã o sol brilhou definitivamente. Voltei à ponte, entrei o carro e arranquei à procura de um bom local para fotografar.
A visão do rio da estrada era magnífica e fiz várias paragens antes de parar definitivamente no antigo apeadeiro de Latadas.
Passava do meio-dia quando comecei a minha caminhada em direcção a Mirandela. Limitado a poucas horas de sol decidi reduzir ao mínimo a etapa. Logo nos primeiros metros não resisti ir ao meio do rio, num açude, fazer uma bonita panorâmica.
A vegetação que ladeia o rio tinha bonitas cores do verde ao vermelho, passando por vários tons de amarelo e laranja. Esta zona do rio está repleta de corvos marinhos e encontrei também algumas garças.
Gastava de encontrar a Quinta do Choupim como a vi na Primavera, cravada de papoilas, mas o cenário era um pouco menos entusiasmante. Pouco antes de chegar a Mirandela o colorido é dado pelas folhas das fruteiras. Há muitos pessegueiros, marmeleiros, videiras e pereiras. É pena que a ETAR espalhe pelo ar um perfume muito pouco agradável. Também a água que dela sai em direcção ao Rio Tua não se pode dizer que tenha um aspecto muito cristalino.
Pouco depois das quinze horas estava a chegar à estação de Mirandela. A automotora já tinha partido para o Cachão e não me restava outra alternativa senão fazer o regresso ao ponto de partida de novo a pé. Por isso não me demorei muito a admirar o espelho de água em Mirandela.
O sol foi descendo no horizonte semeando a sombras no rio.
Quando cheguei ao apeadeiro de Latadas apenas beijava o ponto mais alto das árvores. O rio e a linha mergulharam nas sombras.

O que diz a comunicação social - Nov08

Outras notícias

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

As teias da linha

Delicadas teias que envolvem a Linha do Tua. Estas que vemos na fotografia são delicadas, brilham com a luz da manhã.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

domingo, 16 de novembro de 2008

Captando o Outono, na Linha do Tua

Hoje (15/11) fui captar as cores do Outono na Linha do Tua. Tinha previsto fazer a pé o percurso desde o Cachão a Mirandela, o nevoeiro só perto do meio-dia é que deixou ver a linha e o rio com clareza. Acabei por fazer o percurso entre Vilarinho das Azenhas e Mirandela, parte de carro, parte a pé. Tirei mais de 800 fotografias e esgotei a bateria das duas câmaras digitais que trazia. Tenho uma mão cheia de paisagens lindíssimas que irei mostrar à medida da disponibilidade de tempo para as acompanhar com algumas linhas de texto.
A fotografia de hoje foi tirada da estrada que liga o Cachão a Vilarinho das Azenhas, a poucas dezenas de metros do Cachão.