terça-feira, 28 de outubro de 2008

Olhar para o futuro

O relatório ao acidente da Linha do Tua ocorrido a 22 de Agosto último atribui as causas do acidente a aspectos que têm a ver com várias entidades. Se a expressão - defeitos grosseiros na via – está a chamar à atenção da comunicação social, não podemos esquecer que são também apontadas como caudas possíveis a desadequação e lacunas na automotora (da EMEF).
Não é apontada como causa do acidente a abertura da vala para instalação dos cabos de fibra óptica, mas pode ter contribuído para o abatimento da linha.
Mais do que apontar o dedo, o relatório deve ser encarado como um documento que pode ser a salvação da Linha do Tua. Chama a atenção para as necessidades da actualização e manutenção da linha bem como para a procura de alternativas no material circulante. Vistas as coisas, e agora que o governo afirmou sem equívocos que a linha é para manter, só há uma alternativa: fazer uma profunda reestruturação da via, ao nível dos carris, travessas (acredito que há algumas com mais de 40 anos) e recuperação de algumas infra-estruturas que foram abandonadas. As pontes e túneis estão em bom estado, mas são necessários mais investimentos ao nível de sustentação de rochas que podem desprender-se para a via. Uma vez que é feita a circulação à vista, este poderá ser um problema a resolver no futuro.

Também ao nível do material circulante é necessário proceder à procura de alternativas. O presidente da Câmara de Mirandela já afirmou não se importar com a supressão das automotoras do metro, desde que o comboio se mantenha na região. Não podemos esquecer que o facto de muitas pessoas irem de pé na automotora, todos voltados para o rio, pode ter contribuído para o acidente.
Não se trata de um momento de “caça às bruxas”, trata-se de um momento crucial para a revitalização da Linha do Tua.

Relatório final (40 MB) em:
http://www.moptc.pt/tempfiles/20081027172256moptc.pdf

Relatório final e todos os anexos em:
http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=1221#6749

domingo, 26 de outubro de 2008

Atenção às notícias


Estamos todos atentos às novidades que vão surgindo na comunicação social a respeito da Linha do Tua. Mesmo sem serem públicas as conclusões do relatório entregue ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, já se notam alguns efeitos, resultantes das conclusões, ou não.
Ao contrário da comunicação social, todos os que se têm esforçado pela manutenção da linha, aguardam os desenlaces futuros com muita cautela. As afirmações proferidas pelo ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, são, contudo, muito positivas: "É uma linha que tem objectivos e que pode ser utilizada em benefício do turismo e das populações, portanto a nossa intenção é continuar com a linha".
Está para já garantido o interesse (de quem?) ao nível do governo na manutenção da linha. Parece-me que não se deve precipitar a sua reabertura.
Há duas questões (até mais) que estão em aberto: a linha necessita de investimentos que a tornem mais segura e de manutenção para manter a segurança; as automotoras LRV-9500 podem não ser adequadas para o serviço (são no mínimo leves; não têm casas de banho; nem toda a gente gosta ou tem idade para viajar em pé).

sábado, 25 de outubro de 2008

Linha do Tua: Ministério assume que não vai haver encerramento

Bragança, 24 Out (Lusa) - O presidente do Metro de Mirandela, José Silvano, expressou hoje satisfação pelo anúncio do Ministério das Obras Públicas e Transportes, considerando que "de uma vez por todas assume que não vai encerrar a Linha do Tua".

O Ministério das Obras Públicas e Transportes, anunciou hoje que a Linha do Tua vai manter-se interdita, ordenou a realização de "medidas correctivas" e a verificação da segurança ferroviária de outras linhas.

"Pela primeira vez, o ministro dos Transportes e a secretária de Estado assumiram que não vão encerrar a Linha", afirmou José Silvano, considerando ainda que "finalmente existem causas objectivas para os acidentes que têm ocorrido nesta linha".

O Metro de Mirandela realizava o transporte na Linha do Tua ao serviço da CP, entre o Cachão e o Tua, quando o troço foi encerrado, a 22 de Agosto, após uma carruagem do metro com 47 pessoas a bordo tombar, causando um morto e dezenas de feridos.

José Silvano adiantou ainda não se importar que as carruagens do metro de Mirandela deixem de realizar o percurso da Linha do Tua, "desde que se mantenha o comboio na região".

O presidente do Metro de Mirandela acredita que será possível reabrir a linha "brevemente", não temendo o arrastar da conclusão dos estudos ordenados pelo Ministério das Obras Públicas, entendendo que será possível implementar algumas das medidas decididas já com o comboio a circular.

HFI/JH.

Lusa/Fim

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Olhando o ... rio

Hoje, num passeio ao longo da Linha do Tua, foi o rio que foi alvo principal das minhas atenções fotográficas. Perto de Codeçais, fiz esta fotografia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Conclusões...


Num momento em que se espera que a verdade venha libertar a Linha do Tua de todos os fantasmas, as notícias não são nada animadoras.
Os jornais falam da complexidade da questão e de algumas notícias sobressai a ideia de que talvez tenha sido um abatimento de terras a causa que despoletou o último acidente, em Agosto passado. Todos os que se preocupam com a linha ansiavam por uma justificação sem margem para dúvidas, por vezes até nos esquecemos do país em que vivemos e como as coisas funcionam por aqui.
A tratar-se de abatimento de terras e dado o período em que ocorreu, pleno Verão, ele só pode ter acontecido pelas obras para colocação dos cabos de fibra óptica. Ao contrário do que se lê em várias notícias, não decorreram dois meses entre as obras e o acidente. Em 18 de Julho passei eu no local. Os tubos estavam ao longo da linha, mas a vala ainda não tinha sido aberta. As máquinas encontravam-se acima da estação da Brunheda, mais ou menos em frente da Sobreira.
Não me surpreende que a linha não estivesse bem apoiada. Alguns quilómetros mais abaixo (próximo do quilómetro 3.º), encontrei eu um local onde vários metros de linha abanavam perigosamente à minha passagem (a pé).

Esta justificação do abatimento da linha, que me parece facilmente provável, não afasta outras causas que também podem ter estado presentes neste e nos acidentes anteriores. A falta de peso da automotora parece-me razão suficiente para fazer com que ela não tenha parado na linha, depois de ter saltado dos carris. Mostrei as fotografias que tirei a várias pessoas que percebem mais de comboios do que eu, que se mostraram surpreendidas como é que a composição não parou, ao fim de poucos metros.
Não podemos esquecer a mãe de todas as causas: o abandono. A falta de vontade dos políticos (e incluo aqui os presidentes das câmaras que todos conhecemos), em manterem esta linha em funcionamento, levou ao seu progressivo abandono tal como têm noticiado vários jornais. Os investimentos que foram feitos não se centraram na linha, suporte de toda a movimentação.
E depois ouvem-se coisas como "porque não se constrói outra linha a contornar a margem da futura barragem?" Haja paciência...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

na linha do Tua

Perto do 16.º quilómetro há uma formação rochosa única na linha. Este paralelepípedo granítico é de enormes dimensões e parece um guardião, vigiando a linha e o rio. Um pouco mais à frente está o apeadeiro de S. Lourenço, que serve a freguesia de Pombal de Ansiães.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Olival no Vale do Tua

Apesar de muitas vezes apenas se salientar a agressividade de paisagem que acompanha a Linha do Tua ao longo do vale, o homem sobre soube tirar proveito, mesmo desta paisagem. Há vários pontos em que há belas vinhas, mas encontramos também muitas oliveiras, figueiras e alguns citrinos.
Os socalcos contruidos para suportar oliveiras, algumas tão antigas como a linha, são dignos de admiração. Se alguns destes olivais já foram abandonados, outros continuam bem tratados, com o mesmo carinho com que se trata um jardim.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Túnel de Frechas no Verão

Depois de ter colocado no Blogue algumas bonitas fotografias do Túnel de Frechas na Primavera, este é o aspecto que foi possível observar no Verão. Muita erva seca e um céu muito azul.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Barragem do Tua adiada até 2010


Foi com alegria que recebi a notícia de que a construção da barragem no rio Tua foi adiada para 2010, um ano depois da data prevista para a sua construção. A minha vontade é a de que não haja mesmo barragem, mas o adiamento da sua construção pode ser um factor importante para a avaliação do seu impacte ambiental, caso seja construída.
Até lá, pode ser que algum autarca (que não Mirandela) se lembre que tem o Rio Tua e a Linha do Tua no seu concelho e decida fazer alguma coisa por eles.
Todos os particulares , partidos políticos e movimentos que lutamos por um projecto diferente para a Linha e para o Rio, que mantenha a Linha do Tua em funcionamento até Foz-Tua, devemos unir esforços e não deixar cair esta causa no esquecimento.
Os 121 anos la linha bem que mereciam ter sido lembrados com algum evento, mesmo que simples...

Mais informações sobre esta notícia aqui (JN)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

Parabéns!...

A Linha do Tua está de parabéns, pelos 121 anos de vida. É pena que num momento como este, a circulação esteja proibida. Espero que mais um mês de impasse, seja suficiente para apurar as causas do acidente do dia 22 de Agosto, e ajude a lançar luz nos restantes acidentes, todos no espaço de um ano e meio, depois de se ter avançado a hipótese da construção de uma barragem no Rio Tua e consequente submersão de parte da linha.
Os autarcas (à excepção de Mirandela) continuam a assobiar para o lado, como se nunca tivesse havido uma linha do comboio nas suas terras. Infelizmente foram necessários os acidentes para chamar a atenção sobre a problemática do rio e da linha do Tua.
Resta-nos unir esforços no sentido de mostrar que nem tudo está bem, mas que esta linha com 121 anos tem muita história para nos contar, muita beleza para nos mostrar, com os investimentos devidos, tem também muitos turistas para transportar.
PARABÉNS à linha e a todos os que lutam(os) pela sua manutenção.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Verdes lamentam encerramento da Linha do Tua na celebração dos seus 121 anos

Comunicado de Imprensa 24-09-2008

AUDIÊNCIA COM SECRETÁRIA DE ESTADO DA CULTURA MARCA
AS COMEMORAÇÕES DE “OS VERDES” A ESTE ANIVERSÁRIO
E MAIS UMA ETAPA NA LUTA EM DEFESA DESTE PATRIMÓNIO

No próximo dia 27 de Setembro a Linha do Tua, entre a Foz do Tua e Mirandela, celebrará 121 anos de existência.

Esta Linha que constitui um verdadeiro marco da engenharia portuguesa e é sem dúvida uma peça importante do património cultural e paisagístico do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património da Humanidade, pela UNESCO, o que levou “Os Verdes” a pedir uma audiência ao Ministro da Cultura.

Esta audiência, onde “Os Verdes” pretendem colocar as suas preocupações relativas às ameaças que pesam sobre este Património, terá lugar por delegação do Ministro, com a Senhora Secretária de Estado da Cultura, na próxima segunda-feira, dia 29 de Setembro, pelas 15 horas, no Palácio da Ajuda.

Nesta audiência “Os Verdes” pretendem ainda entregar aos representantes do Governo com responsabilidades pelo património cultural, uma lembrança evocativa da inauguração da Linha do Tua, em 1887.

O Partido Ecologista “Os Verdes” lamenta, no entanto, que a Linha do Tua se encontre encerrada na data em que se celebra este evento, que foi sem dúvida alguma de grande importância para Trás-os-Montes e para o Alto Douro Vinhateiro e considera que a autorização de prorrogação do prazo por mais de um mês, para apresentação do inquérito ao último acidente, pode ser necessário para averiguar as causas, mas não pode servir de pretexto para o encerramento definitivo desta linha.

“Os Verdes” consideram ainda que o Governo deve assegurar medidas de compensação à empresa gestora do serviço (Metro Mirandela) para minimizar os impactos financeiros decorrentes dos sucessivos períodos de encerramento subsequentes aos quatro acidentes.


24 de Setembro de 2008
Gabinete de Imprensa

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Túnel das Fragas Más I

Túnel das Fragas Más I, ao 6.º quilómetro. Este túnel é em curva e tem 99 metros. É um local onde a linha e o rio parecem ser um só, com poucos metros a separá-los. No interior do túnel é possível apreciar a rocha granítica duríssima.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O que diz a comunicação social - Ago.Set08


sábado, 20 de setembro de 2008

Ponte do Vieiro


Esta Ponte de Vieiro está mesmo junto à estação de Abreiro, no 29.º quilómetro. Ainda não percebi porquê, estando a estação na margem esquerda do rio, em território do Vieiro a estação tem o nome de Abreiro (que está na outra margem). Uma justificação, poderá ter a ver com a importância das duas localidades em questão: Vieiro é um lugar, pertencente à freguesia de Freixiel, no concelho de Vila Flor; Abreiro é uma freguesia, já foi sede de concelho e pertence ao concelho de Mirandela.
A ponte é metálica, de um tramo, e tem 50 metros. Possivelmente não é a ponte original. A via passava por detrás da estação actual não o podendo fazer pela ponte tal como ela está hoje. Os carris ainda são visíveis no local.
A via foi alterada e passa hoje entre a estação e o rio. Tratando-se de um lugar amplo, é um dos pontos muito apreciados e fotografados da Linha do Tua. O facto de ali passar um rede viária, numa cota superior com uma excelente vista sobre a estação e a linha, também ajuda na divulgação.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Apeadeiro do Castanheiro

O apeadeiro do Castanheiro fica no 7.º quilómetro. O nome vem-lhe da aldeia que serve, Castanheiro, pertencente ao concelho de Carrazeda de Ansiães. Trata-se de uma pequena construção, encaixada na encosta, parecendo fazer parte dela. Esta zona do rio parece-me ser bastante frequentada, quer por pescadores, quer por outros amantes do ar livre. Há mesmo uma pequena praia de arreia, onde se pode passar uma tarde muito agradável. Não conheço o acesso desde a aldeia do Castanheiro, mas os veículos todo o terreno chegam mesmo perto da linha.

Comunicado de Imprensa - Linha do Tua

De: Jorge Trigo
Secretário da Mesa da Assembleia Geral do CEC

CLUBE DE ENTUSIASTAS DO CAMINHO DE FERRO
Apartado 21495
1134 – 001 Lisboa – Portugal


http://cecferro.com.sapo.pt
E-MAIL: cecferro@gmail.com
Contacto: José Pinheiro – TM 936404618

Comunicado de Imprensa

Linha do Tua

Durante 120 anos sem grandes acidentes de registo, eis que no espaço de pouco mais de um ano, surgem quatro. Não querendo entrar em especulações, para o Clube é notório que o encerramento desta linha interessa a alguns e, como tal, convém desacreditá-la o mais possível para assim melhor o justificar. Nos primeiros dois acidentes, as causas que os provocaram foram naturais por aluimentos de terras. Já as dos outros dois permanecem por explicar.

É fundamental que se encontrem os seus motivos e no mais breve prazo possível.

Provavelmente a forma como é feita a sua manutenção não será a mais adequada, tendo em conta as características do traçado. Mas como o seu futuro é incerto, há tendência para um adiamento constante de investimentos maiores sob o lema de que não vale a pena investir em algo que não tem futuro. Este já foi previamente marcado pelo ministro dos Transportes, Mário Lino, quando em 2006 declarou o encerramento inevitável desta linha, com o argumento de que não valia "a pena gastar dinheiro a sustentar uma coisa que é utilizada por poucas pessoas".

É oportuno referirmos o investimento efectuado com o recente Ramal da Siderurgia, no valor de cerca de 20 milhões de euros. Desde que foi inaugurado (há cerca de seis meses) apenas por lá circularam dois comboios.

Não compreendemos porque não é tirado partido da riqueza natural que o vale do Tua proporciona.

Se estivéssemos num outro país mais evoluído, como por exemplo a Suíça, uma linha com estas características já estaria dotada dos mais modernos meios de segurança, provavelmente electrificada e equipada com modernas carruagens panorâmicas que proporcionariam uma viagem cómoda e segura, ao mesmo tempo que permitiriam espectaculares visões da paisagem envolvente. A sua exploração seria auto-sustentável com o turismo que atrairia, por isso seria impensável qualquer hipótese de encerramento.

Mas estamos em Portugal. Um país onde interesses duvidosos falam mais alto que o interesse público e a preservação do património. Um país onde muita gente nem sequer conhece o prazer de viajar de comboio, continuando a acreditar que o automóvel é o meio de transporte por excelência. Outra coisa não seria de esperar, pois os sucessivos governos apenas apostam na rodovia, reféns que estão dos lobbies do betão e do asfalto. Incentiva-se assim o uso do automóvel, com o respectivo consumo de combustíveis, grandes fontes de receita de impostos.

Barragens, sim, são necessárias. Mas podem-se fazer noutros locais que envolvam menores prejuízos ambientais, sem destruir sítios únicos e que, bem explorados turisticamente, certamente originariam muito mais riqueza que qualquer infra-estrutura daquele tipo.

A operadora pública ferroviária já por vezes demonstrou não ser capaz de tirar partido das potencialidades turísticas que o nosso país oferece. A linha do Tua é só mais um caso a juntar a tantos outros. A sua decadência iniciou-se a partir do momento em que se decidiu substituir as composições de locomotiva e carruagens, por automotoras, consideradas modernas, mas sem quaisquer condições para o serviço que iriam desempenhar.

As carruagens chamadas "Napolitanas", por terem sido fabricadas em Nápoles, apesar da sua idade, tinham 70 anos, ofereciam 72 lugares sentados e dispunham de WC. Não consta que tivesse havido com elas qualquer acidente durante o tempo que circularam no Tua e nunca faltaram lugares para os passageiros.

As novas automotoras, consideradas modernas, não têm WC, passaram a deixar passageiros em terra por falta de capacidade, pois estão vocacionadas para serviços suburbanos, como no troço Mirandela - Carvalhais do metro ligeiro. Para cúmulo, começaram os acidentes.

Será tal material adequado ao traçado da via e às suas características? Tecnicamente não sabemos. No entanto, o mesmo tipo de material circulante faz serviço nas linhas do Corgo (Régua - Vila Real) e Tâmega (Livração - Amarante), ambas com traçados em parte bem mais sinuosos. Desconhece-se qualquer acidente ocorrido com elas.

O Clube dos Entusiastas do Caminho de Ferro considera que o futuro da linha do Tua passa,não só por uma profunda intervenção infra-estrutural, acompanhada da instalação dos mais rigorosos meios de segurança modernos, tais como videovigilância, detectores de objectos,meios de comunicação eficientes e capazes de abranger todo o trajecto, mas também pela aquisição de material circulante adequado, novo ou em segunda mão, que não deverá variar muito do que é usado nas linhas montanhosas da Suíça, onde traçados tão ou mais acidentados como este, são explorados com êxito e constituem boas fontes de desenvolvimento para as regiões que atravessam.

Estas são as nossas considerações e tomada de posição sobre a Linha do Tua.

Setembro de 2008

A DIRECÇÃO

(nota: recebido por email)