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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Caminhada na Linha do Tua

A viagem correu sem sobressaltos, tendo sido bastante apreciada por todos os que nela participaram. A calma e beleza do vale são absolutamente indescritíveis.
Tivemos a sorte de ter tido uma descrição pormenorizada do relevo e da fauna, pois alguns dos nossos amigos que foram connosco são biólogos e outros geólogos, tendo-nos assim alertado para alguns pormenores fantásticos que de outra forma nos teriam passado despercebidos.
Tanto numa como noutra área o vale é riquíssimo, tendo nós observado alguns especimens pouco comuns como sejam, citando apenas as mais importantes, 3 tartarugas terrestres, um Guarda Rios, um Papa Figos, (do Tua até S. Lourenço) e várias colónias de morcegos no interior dos túneis, o que nos preocupou um pouco a todos, pois ainda não vimos nenhuma informação sobre a criação de abrigos alternativos para estes amigos alados, para o caso da barragem vir mesmo a ser construída.
Ficámos todos um pouco tristes com a destruição que já se vê em virtude das obras que já estão em curso, tendo ainda a esperança que seja tudo reposto e que o projecto da barragem seja abandonado.
No conjunto todos ficámos maravilhados com a riqueza e tranquilidade do vale, tendo apreciado um valente mergulho no fim da caminhada junto a estação de Brunheda, onde encontramos várias amostras de bivalves dos Rios (ameijoa dos rios), ou para ser mais correcto, do que sobrou delas pois não encontramos nenhuma viva, apenas cascas vazias...
Por fim resta-me agradecer em nome de todos a esplêndida ajuda que nos deu, pela qual ficamos todos imensamente gratos...
Seguem em anexo algumas das fotos que tirámos, se necessitar de mais será um prazer.
Jorge Salvado


Caminhada realizada por Jorge Salgado em Maio de 2010.
Agradeço a Jorge Salgado e companheiros na caminhada por terem permitido o seu testemunho no Blogue A Linha é Tua.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Percurso da linha do Tua pé

Éramos 4. Encontrámo-nos na Brunheda por volta das 08H30, onde deixámos um dos carros junto à estação.
Às 09H30 depois de algumas fotos junto dos comboios e carruagens que se encontram na estação de Foz-Tua, iniciamos o percurso.
Como parámos muitas vezes para contemplar a paisagem, que é lindíssima, e tirar fotografias em todos os marcos que assinalam os "Km's" (faltam alguns), demoramos mais tempo que o previsto.
O viaduto das Presas, caso não estivesse "coberto com tábuas" era capaz de assustar ainda mais e após o túnel das sentimos as primeiras dificuldades, dado não existirem carris nem traves e o percurso foi percorrido sobre cascalho durante um km.
Por volta das 11H15 estávamos no viaduto das "Fragas Más" que assusta um pouco e por volta das 11H45 parámos para um primeiro reforço alimentar em "Castanheiro", onde passou por nós um casal que caminhava no mesmo sentido.
Antes do Km 9 fomos alcançados por um outro casal que nos acompanhou durante alguns kms (O Ricardo Leonardo, que fez um comentário no vosso blogue) e no sentido oposto caminhava um grupo que teria mais de 20 pessoas.
Por volta das 13H15 chegámos à Ponte da Paradela que impôs algum respeito. Parámos para almoçar e recolher água em S. Lourenço às 14H30.
Saímos passado uma hora, e daí para a frente, foi quase sempre a andar. Chegámos a Brunheda por volta das 17H00 e regressamos de carro novamente a Foz-Tua.
A dificuldade da viagem está em conseguir o ritmo certo para caminhar em cima das travessas. A distância entre elas é mais curta que o passo normal e o calçado, este sim, de extrema importância.
O que nos valeu foram as "dicas" que colocou no blogue, nomeadamente calçado a usar, pontos de água e km/hora.
É caso para dizer que ficamos viciados em linhas e já este sábado, dia 07/05/2011, vamos fazer a 2ª etapa, Brunheda - Cachão.
Nuno Cunha

Caminhada realizada no dia 9 de Abril de 2011, entre Foz-Tua e Brunheda.
Obrigado pela partilha das emoções e das fotografias.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A primeira pedra no TUA

Tanto espectáculo com a primeira pedra no TUA... afinal ela já foi ali colocada há milhares de anos (por algum primata)!

sábado, 8 de maio de 2010

Na Linha do Tua - 8 de Maio

Hoje foram vários os grupos de pessoas que se aventuraram a percorrer a pé alguns troços da Linha do Tua. Também eu andei por lá. Choveu imenso mas não desisti de tentar capturar as paisagens deslumbrantes que fui encontrando pelo caminho. A Linha do Tua também é TUA, por isso, todos os que quiserem participar, podem enviar-me fotografias e algumas frases para partilhar com a comunidade que acompanha este Blogue, e que não para de crescer.
o eMail do blogue é alinhaetua@gmail.com

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Na Linha do Tua, do Tua a S. Lourenço


Habituado como estou a percorrer a Linha do Tua em solitário, com todo o tempo que um dia pode dar e o silêncio das fragas, foi com bastante expectativas que me encaminhei para Foz-Tua no dia 4 de Outubro para participar na caminhada organizada pela Associação de Defesa do Ambiente, Campo Aberto. O meu entusiasmo era ainda maior porque há várias semanas trocava email’s com a Associação que pediu a minha colaboração, como conhecedor do terreno. Sugeri várias alterações ao programa inicial, a maior parte delas foram aceites e estava tudo planeado para um grande dia.

A acompanhar-me, desde Vila Flor, estava o meu primo e amigo Adriano, incansável na defesa da Linha que quase lhe tirou a vida a 22 de Agosto de 2008 e que comigo ilustra este texto com fotografias suas.
Chegámos ao Tua pelas 9:30 da manhã. O movimento era pouco mas a situação foi-se alterando rapidamente. Estava prevista a presença de aproximadamente 100 pessoas, metade das quais se deslocariam por meios próprios para o Tua. A lista onde Bruno Meireles ia fazendo uma cruzinha de presença foi ficando completa e pouco depois chegou o autocarro que partiu do Porto com mais meia centena de participantes.

Depois de feitas algumas recomendações, dirigímo-nos para o quilómetro 0 para uma fotografia simbólica do início da caminhada.
Foi com entusiasmo que aquele grande grupo se “fez à estrada”. Crianças, jovens, idosos, homens e mulheres, todos com um sorriso na cara e uma grande vontade de descobrir os gigantes ciclópicos feitos de granito no vale do Tua, começaram a caminhar pela linha.

O primeiro obstáculo assustou alguns. O Viaduto das Presas é como que a porta do vale, juntamente com o Túnel das Presas. Quem consegue passar a porta entra pelo vale numa viagem sem grande esforço, o que causou alguma surpresa em certos participantes.

O grande grupo dividiu-se em quatro grupos mais pequenos, para melhor controlo, que entraram vale a dentro decididos. Nos primeiros quilómetros acompanhei um senhor que apenas pretendia ir até Tralhariz. Veio do Porto expressamente para a caminhada, mas, as suas raízes, estavam aí mesmo, entre S. Mamede de Riba Tua e Tralhariz. Conversámos sobre a história de seus pais e, tanto ele como eu, nos sentimos emocionados. O vale profundo não foi suficiente para afastar seu pai, de Tralhariz e trabalhar na estação, de sua mãe que vivia na outra margem, em S. Mamede. Depois de tantos anos passados voltou ao lugar onde os seus antepassados se cruzaram e foi com um ar muito feliz que se despediu de mim no apeadeiro do Castanheiro.

No meu grupo seguia além do meu primo, Bruno Meireles (especialista na flora), Vânia Seixas e a sua irmã (Parambos tinha que estar representado), mas o diálogo com outras pessoas também foi fácil e não faltaram temas para conversa: a malfadada barragem, a linha do Tua, a linha do Sabor, caminhadas incontáveis que cada um já tinha feito. Em pontos estratégicos fazia-se uma pausa e fotografias dos rochedos, do rio quase seco, da vegetação sedenta de água, até mesmo das costas suadas dos que seguiam à nossa frente.

O depósito de água junto ao apeadeiro do Castanheiro estava cheio, bem fresta, proporcionando a quem dele se apercebeu um bom momento para repor a água e recuperar alguma energia.
O sol foi-se mostrando e quando passámos o Túnel da Falcoeira já queimava nas costas. À sombra dos sobreiros abriram-se as mochilas para o já merecido almoço. Estavam percorridos 9,5 km e o relógio marcava a uma da tarde. Esperava que se juntassem todos naquele local, mas o distanciamento entre os vários grupos já era grande. Parti 45 minutos depois.

A Ponte de Paradela já não assustou ninguém. A passagem por Santa Luzia fi-la a passo rápido na intenção de recuperar a cabeça do “pelotão” coisa que não consegui. Muitos dos caminhantes apresentavam maior frescura física do que eu, avançando a bom ritmo.
Depois de chegarmos a S. Lourenço subimos às termas e esperámos pela chegada de todos os participantes. Foi mais de uma hora de espera. Houve tempo suficiente para uma visita, para um banho quentinho, ou para uma bebida fresca, uma vez que o bar, o velho bar de S. Lourenço, estava aberto.

Em três pequenos autocarros subimos ao Pombal. O lanche estava preparado no Hotel Rural Flor do Monte. A ementa era vasta e cheia de sabores regionais. Assim é que deve ser. De entre todos os petiscos, destaco os peixinhos do rio em escabeche, orelheira com grão-de-bico, rojões e também nabiças com feijão-frade. Do vinho nem vou falar. Para nós que conhecemos a região, basta pronunciar o nome Pombal, para percebermos que estamos a falar de boa pinga.

Ainda faltava a última etapa do programa, a visita ao Castelo de Ansiães. O autocarro com as pessoas que se deslocaram do Porto iniciou o regresso directamente do Pombal. Um pequeno autocarro seguiu para o Castelo. Pensei para mim que não teriam coragem de subir ao marco geodésico do castelo. Passava das 19 horas, era quase noite e depois da caminhada e do lanche a vontade de escalar as muralhas já era pouca (da minha parte). Enganei-me. Não só subiram ao ponto mais alto da muralha, como adoraram o velho castelo e as suas duas capelas, ficando até com pena de não terem mais tempo para explorarem e conhecerem melhor.

Pelas 19:30 partimos em direcção a Foz-Tua. Tínhamos deixado os automóveis junto da estação. Já não houve muito tempo para despedidas, partindo cada um em sua direcção não sem antes fazer um aceno amigável com a mão acompanhado de um “adeus, até à próxima”.
Foi um dia fantástico, dizia-me o meu primo. Quando lhe disse que o rio estava seco, as plantas amarelas e não havia flores, respondeu-me com toda a sabedoria – mas havia pessoas.

E é com as pessoas que termino. Foi bom encontrar tanta gente que gosta de passar um domingo a caminhar longe de todas as mordomias do mundo moderno. Foi bom encontrar alguns amigos, alguns já conhecidos outros ainda só do mundo virtual, mas que agora têm rosto.
À associação Campo Aberto o meu agradecimento, deram um bom exemplo a autarcas, agentes da sociedade civil e movimentos: se houver organização as pessoas vêm, e muitas.

Fotografias na Associação Campo Aberto

terça-feira, 29 de setembro de 2009

S.Lourenço


Esta é uma imagem que podemos ver ao quilómetro 16º da Linha do Tua. Ao fundo as casas que integram as Termas de S. Lourenço.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Passeio ao Vale do Tua

A associação Campo Aberto está a organizar uma caminhada ao longo da Linha do Tua para o dia 4 de Outubro. Esta será uma boa oportunidade para conhecer um dos troços mais emblemáticos da linha, uma vez que a caminhada se estende de Foz Tua a S. Lourenço, numa distância aproximada de 16 quilómetros. É também esta a zona que corre o risco de ficar submersa caso não se consiga parar a onde de pseudodesenvolvimento que nos tentam impingir.
Fazem também parte do programa uma visita às termas de S. Lourenço, um lanche típico no Hotel Rural de Pombal e uma visita ao Castelo de Ansiães. Cada um destes locais tem interesse mais do que suficiente para justificar uma visita, mas a possibilidade de contar com a companhia de um grupo alargado de pessoas e alguns conhecedores como guias são também razões para não se perder esta oportunidade.

O programa (já com algumas afinações) é o seguinte:
  • 07h15 Encontro junto ao café Velásquez, na Praça Francisco Sá Carneiro, no Porto
  • 07h30 Saída do Porto de camioneta
  • 10h15-14h45 Caminhada ao longo da linha do Tua desde a estação Foz-Tua até São Lourenço (~16Km). O almoço será realizado numa paragem a meio da caminhada em regime de piquenique (a cargo dos participantes)
  • 15h00 Visita guiada e banho nas termas de São Lourenço.
  • 16h00 Lanche típico* (a cargo da organização) no Hotel Rural de Pombal. Venda de produtos tradicionais locais.
  • 17h30 Visita guiada ao Castelo de Carrazeda de Ansiães.
  • 18h00-20h30 Regresso de camioneta ao Porto

Esta caminhada conta com o apoio do Movimento Cívico pela Linha do Tua que vai também participar. Eu também espero estar presente, pelo menos na caminhada.
Para as inscrições e mais informação deve ser consultado o sítio web da associação Campo Aberto
http://www.campoaberto.pt

Mapa da Linha

Deixo também um pequeno vídeo com imagens dos primeiros 4 quilómetros do percurso pedestre.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Rochedo (2)

Novamente o rochedo perto do apeadeiro de S. Lourenço, mas desta vez disputando a beleza com uma pequena flor. Trata-se da Linaria aeruginea, que é muito pequena, mas rivaliza com o rochedo em beleza e na minha atenção. Tenho fotografado muitas Linárias nas minhas caminhadas À Descoberta, mas esta, vermelha, só a encontro praticamente ao longo da Linha do Tua.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Rochedo

Este rochedo nas proximidades do 15.º quilómetro é uma das curiosidades da Linha do Tua. Este local é facilmente acessível pelas termas de S. Lourenço. Perto está um pequeno de depósito de água onde eu ia beber nas tardes escaldantes no rio, há bastantes anos atrás. O depósito ainda tem água, mas não deve ser limpo há muito tempo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Deputado socialista diz no Parlamento que a linha do Tua não tem interesse turístico


A linha do Tua não tem interesse turístico. A opinião foi defendida pelo deputado socialista Luís Vaz, eleito pelo círculo de Bragança, ontem à tarde na Assembleia da República.
Durante o debate sobre a petição da Linha do Tua apresentada há um ano pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua e que tinha como propósito defender a linha do Tua da construção de uma barragem, o deputado afirmou que “a linha férrea deixou de ser útil para as pessoas que ali vivem e trabalham, que optaram pelo transporte rodoviário”.
Luís Vaz salientou que a ferrovia poderia ter potencial turístico, mas não diz que “não conhece um único operador turístico que se tenha interessado pela sua exploração”.
Quem não gostou de ouvir estas palavras foi a deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto. “Apetece-me dizer que fiquei quase sem palavras depois de ouvir tudo o que o deputado socialista disse. Só faltou concluir com viva a barragem, viva a EDP”, ironizou.
E José Silvano diz que Luís Vaz tem inveja de Mirandela. É desta forma que o presidente da câmara de Mirandela reage às declarações do deputado socialista, eleito por Bragança, proferidas, ontem, na Assembleia da República.
O também presidente da administração da Metro de Mirandela ficou surpreendido com esta posição de Luís Vaz. José Silvano considera que “só fala de Mirandela para cima e que não conhece o Vale do Tua”. Acrescenta que Luíz Vaz vestiu a pele de “deputado por Macedo de Cavaleiros” e que “como não passa lá a linha tem inveja que ela termine em Mirandela”.
José Silvano desmente também que não haja três operadores interessados em explorar a linha do Tua. "Basta consultar o estudo que as Câmaras fizeram para constatar que há empresas interessadas".
A petição sobre a linha do Tua vai ser votada esta sexta-feira.
Eduardo Pinto/RA

Nota: É caso para dizer: Se assim fala quem devia defender a região, o que esperar dos engravatados de Lisboa?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

15.º Quilómetro

Ao 15º quilómetro encontramos a antiga estação de S. Lourenço, a única que foi destruída, refeita, mas nunca terminada. Sempre que passo no local, não me sobra tempo para subir um pouco às termas e matar saudades de algumas tarde de Verão que já ali passei.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Inverno na Linha do Tua (3)

Quando esperava encontrar uma paisagem cinzenta e descolorida, ao passear na Linha do Tua neste gélido Inverno, encontro paisagens como esta, já vistas, mas sempre belas, com uma cor vibrante e uma luz mágica. Foi no Sábado, perto do S. Lourenço.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Foz Tua - Abreiro (Parte II)

18/07/2008 Esta é a continuação da caminhada - Foz Tua - Abreiro (Parte I)

Depois da minha lenta progressão nos primeiros quilómetros, tinha que acelerar o passo, se quisesse chegar a Abreiro ainda com a luz do dia. Estavam percorridos os primeiros 10 quilómetros, mas ainda faltavam quase 20!
Acelerei o passo, pouco depois passou a automotora para Mirandela. Bem me apetecia apanhar boleia, mas ia desistir sem me ter empenhado a fundo?
Comecei a imaginar - Como iria encontrar o Amieiro? Devia estar completamente iluminado, como flor deslumbrante num jardim.

Seguia absorvido pelos meus pensamentos quando ouvi um guincho estridente vindo do rio. Pensei imediatamente nalgumas aves de rapinas que patrulham as margens. Talvez milhafres, mas são mais frequentes entre Abreiro e Mirandela, nunca nestas zonas de escarpas! Descobri uma mancha negra, na sombra das rochas, junto à água. Pouco depois, uma outra sombra se juntou à primeira. Os meus olhos não queriam acreditar no que seriam aquelas duas sombras, mas o meu coração acelerou. Levei o zoom da máquina fotográfica ao máximo, mas as rochas reflectiam de tal forma a luz do sol, que não conseguia distinguir nada. De repente, algo abandonou as rochas e dirigiu-se para a água. Agora não tinha mais dúvidas, eram lontras (Lutra lutra). Já tinha ouvido falar delas muitas vezes. Olhei as águas do rio à sua procura, mas não esperava encontrá-las ali, e o mais interessante, mais do que uma! Este mamífero tem o estatuto de Quase Ameaçado, embora a sua situação em Portugal seja de Pouco Preocupante. A sua população está em declínio desde os anos 60, 70 devido a um conjunto de factores como a destruição da vegetação rupícola e a poluição das águas. Vivem isoladamente, por isso, talvez tenha presenciado o encontro de um macho com uma fêmea, uma vez que também se reproduzem no Verão. Os machos têm um território que pode atingir até 10 quilómetros. A minha vontade era esquecer a linha e descer para junto das águas do rio, para observar as lontras. Uma delas mergulhou nas águas e nadou com toda a agilidade que lhes é reconhecida, rio abaixo, desaparecendo por detrás da folhagem. A outra permanecia na sombra das rochas, confundindo-se com ela.

Este encontro inesperado deu-me forças para caminhar mais rapidamente. Nunca mais afastei, por muito tempo, os olhos do rio, no intuito de ver novas lontras, mas isso não voltou a acontecer.
Comecei a ver ao longe as primeiras casas do Amieiro. Esta aldeia dá uma imagem única da Linha do Tua. Não há ninguém que passe na linha que não se encante com este postal ilustrado. Parece um presépio montado, daqueles que existia antigamente em muitas igrejas (ainda existe na de Vila Flor), com as casinhas todas encaixadas a diferentes cotas, pequeninas, com uma igreja branca, com uma torre afiada, ainda mais branca, destacando-se do conjunto. A paz era completa! Quem se atreveria a desafiar os mais de trinta graus da uma da tarde? Nem o rio se ouvia, apenas os meus passos e o cantar das cigarras. Um rabirruivo juvenil acompanhou a minha passagem pela estação de Santa Luzia com uma evidente curiosidade.
Começava a ficar preocupado com as reservas de água, mas, tinha esperança de a encontrar perto do S. Lourenço.

Nesta zona da linha há alguns medronheiros (Arbutus unedo), mas os seus frutos ainda mal de vêem. Logo depois da estação de Santa Luzia há uma espécie de pequena cascata. Deve ser um bom local para fazer descidas de kayak.
Uma das curiosidades que se segue, é um rochedo ao alto, perto do quilómetro 15. Desta vez não tinha as nuvens brancas a decorar o céu azul, mas mesmo assim ensaiei várias fotografias.
Pouco depois está um depósito de água, já meu velho conhecido. Está muito sujo, apenas goteja e tinha mau aspecto. Continuei com a água que tinha. Ao chegar ao apeadeiro de S. Lourenço, ainda pensei em subir às termas, em busca de água potável, mas isso far-me-ia perder imenso tempo, além das energias que eram necessárias para subir até às casas que ladeiam as termas. Mais uma vez, decidi arriscar. Só já me restava uma pequena garrafa com água, teria que a poupar, a todo o custo.

Nesta zona da linha aparecem formações rochosas deveras curiosas. Nalguns lugares vêem-se linhas de quartzo incrustado no granito. Também junto às águas do rio se vêem formações semelhantes.
No quilómetro 17 havia outro bebedouro, mas estava completamente seco.
A agressividade da paisagem foi-se suavizando. No Tralhão o rio parece estar domesticado e as vinhas já chegam à linha. O cansaço e a escassez de água foram-me retirando algum prazer de fotografar. Subi à plataforma do apeadeiro para admirar a linha a maior distância.
Numa curva, ao 19º quilómetro avistei a ponte rodoviária da Brunheda, galgando o vale. Uma ave de rapina, a primeira desde o início da caminhada, veio cumprimentar-me, com a sua sombra que rasou a minha cabeça.

Neste local procedia-se à abertura da vala, junto à linha, para colocação de uma estrutura de fibra óptica. Não sei se os trabalhos só decorrem durante a noite, mas não havia ninguém a trabalhar. As máquinas estavam paradas um pouco depois da estação da Brunheda.
Parei uns instantes debaixo da ponte rodoviária. A sombra sabia-me tão bem! Eram três da tarde e o sol queimava-me o pescoço. A estação da Brunheda (agora apeadeiro) está no 21.º quilómetro, onde cheguei, depois de mais de oito horas de caminhada.
Tenho impressão que se passasse uma automotora, teria seguido nela: restavam-me algumas gotas de água; no apeadeiro da Brunheda não consegui encontrá-la, apesar de haver várias casas em redor; o calor era abrasador; as pernas manifestavam pouca vontade de me obedecerem; as fotografias já tinham pouco encanto.
Como chegar até Abreiro?

Esta aventura continua...
do Blog: À Descoberta de Carrazeda de Ansiães

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Linha do Tua

Linha do Tua, pouco antes de chegar ao S. Lourenço, vindo de Mirandela.
A circulação das automotoras já foi restabelecida sem qualquer limitação, em toda a estensão da linha.


Do Blog: À Descoberta de Carrazeda de Ansiães

sábado, 3 de maio de 2008

Na Linha do Tua - 4


No dia 1 de Maio tive tempo para mais uma etapa "À Descoberta da Linha do Tua". O meu plano era fazer o percurso que vai da estação da Brunheda a Foz Tua em duas caminhadas ao longo da linha. Mas, com os acontecimentos mais recentes que levaram ao encerramento, precisamente, desse troço da linha, as coisas complicaram-se. Acolhido de um ímpeto daqueles que é difícil controlar, decidi fazer todo o percurso numa só etapa.

Do apeadeiro de Brunheda a Foz Tua são 21 quilómetros. Além da distância, tinha que jogar com os horários da automotora para não ter que levar o carro até muito longe daqui ou ter que estar a incomodar outras pessoas. Depois da experiência entre o Cachão e Mirandela, achei que 21 quilómetros estavam dentro das minhas possibilidades para caminhar, não sabia era se a fotografia me iria deixar tempo para fazer todo o percurso. Caso não conseguisse, as dificuldades em voltar a casa seriam mais do que muitas, visto que, entre a ponte na Brunheda e o Tua, não há nenhum local com grande movimento de pessoas ou de viaturas.

A força de um desafio, ultrapassa por vezes a razão, e, na manhã do dia 1, estava bem acordado mal despontou o sol. Tinha planeado tudo muito bem durante a noite: ia de automóvel até à Ribeirinha; seguia de automotora até à Brunheda; tomaria o táxi que faz o transbordo dos passageiros até ao Tua; teria aproximadamente 6 horas para fazer o percurso, linha acima, a tempo de voltar a apanhar a automotora na Brunheda próximo das 19 horas.
Preparei a mochila. Vai estar calor ou vai fazer frio? Quanta água vou beber? Levo uma lanterna? E o almoço? Sou muito prático com todas estas coisas e alguns anos de caminhadas deram-me alguma experiência.
Às nove horas já andava a fotografar as ruas mais típicas em Vilas Boas. Desci calmamente até ao Rio Tua. O dia prometia. Estava fresco, havia muito orvalho mas quase não se viam nuvens. O amarelo das maias contrastava com o verde das oliveiras. O monte do Faro parecia ainda não ter acordado, mas a Serra dos Paços, no concelho de Mirandela, estava radiante, esticada ao sol.

Quando cheguei à apeadeiro da Ribeirinha, o meu amigo Abílio ficou contente por me ver. O sr. Abílio é o “guardião” da linha. Mora na estação e conhece toda a linha palmo a palmo. Veio da Urrós, Mogadouro e por aqui trabalhou enquanto os ossos aguentaram. Quando fala, recorda com saudade os tempos em que percorria a linha, a altas horas da madrugada, fazendo reparações aqui e além, para que no dia seguinte tudo estivesse pronto. Nota-se-lhe na voz algum desalento e fala do encerramento da linha, como fala da sua hérnia ou nas suas pernas que já demoram a obedecer. Caminhámos perto da linha durante alguns minutos. A erva alta encharcou-me as botas. Já nem há burros na Ribeirinha para pastarem aquela viçosa erva, há apenas um burrico e uma mula, para puxar uma carroça ou para lavrar alguma pequena horta.
Andávamos por ali entretidos com a conversa, quando chegou outro automóvel. Trazia 4 técnicos que vestiram os seus coletes florescentes e se puseram a fazer medições, via fora, resistindo aos nossos olhares desconfiados.

Às dez e trinta minutos chegou a automotora. Com medo que não parasse, acenei-lhe, mas a Ribeirinha é paragem obrigatória.
Quando o revisor se aproximou para me tirar o bilhete, soube a novidade. A automotora já não seguia até à Brunheda, ficaria em Abreiro, 13 quilómetros mais abaixo. A notícia baralhou-me por completo. Durante esses quilómetros, com paisagens magníficas, dividi-me entre o multicolorido dos montes e a reformulação do plano. Em Abreiro já nos esperava uma carrinha táxi, por sinal conduzida por um meu conhecido, de Carrazeda de Ansiães. Não sobrou um lugar. Éramos precisamente nove, contando com o revisor. Seguimos em direcção a Abreiro, Milhais e depois Sobreira. Este percurso é bonito, acreditem. O céu pintou-se de um azul carregado; apareceram algumas nuvens brancas; só me apetecia pular daquele táxi e ficar mesmo ali gozando a liberdade de um dia fantástico, longe de tudo que nos aflige no dia a dia. Fiquei um pouco mais abaixo, plantado em plena ponte da Brunheda, sobre o Rio Tua e sobre a linha.
Decidi fazer o percurso ao contrário do que tinha planeado, sairia da Brunheda em direcção a Foz-Tua. Mal o táxi arrancou, desci à linha, não tinha tempo a perder.

Foi um início de caminhada fantástico! Todos os elementos naturais se conjugaram de forma tão perfeita que receei, logo ali, não ter tempo suficiente para chegar ao Tua. O ar estava fresco; o céu tinha um azul intenso salpicado de nuvens mais brancas do que a neve; o rio corria forte, embora o seu caudal tivesse baixado nos últimos dias; as encostas do vale brilhavam de um verde puro, salpicado com manchas de várias cores; a linha descia em direcção a Sueste ladeada por tufos de flores. Olhava para trás a cada dezena de metros percorridos. A posição do sol fazia com que, precisamente nas minhas costas, a luz tivesse as condições ideais para ser polarizada e provocar aquele céu azul que eu tanto gosto.
A primeira paragem foi no apeadeiro de Tralhão. Nem todos saberão, mas tralhão é uma designação regional para uma ave. Este apeadeiro fica plantado aqui no meio do nada. Penso que serviria a aldeia de Pinhal do Norte, mas desconheço se há alguma estrada que lhe dê acesso. Não tem telhado mas sim uma placa de betão, transformando o apeadeiro num interessante miradouro sobre a linha e sobre o rio. Subi as escadinhas e tirei algumas fotografias. Nas traseiras do edifício há um curioso forno, de forma rectangular, coberto por um telhado com duas águas.

Um pouco depois, numa curva da linha, avistei algumas casas cravadas na encosta em frente. Era S. Lourenço. O tempo parece ter parado nas ruínas das casas. Há mais de duas décadas passeei bastante por este local. Não fora o edifício da estação e eu dizia que nada por aqui mudou. As velhas casinhas com alpendre de madeira lá continuam, em ruína, como sempre estiveram. Bem gostava de ter subido junto à fonte, pedir ao santo boa sorte para a caminhada, visitar a pequena capela, quem sabe beber uma garrafa de água fresca na taberna onde tantas vezes comprei tremoços, nas tardes de domingo.

Concentrei-me de novo na linha. Faltavam-me 15 quilómetros para o Tua e, embora tenha planeado o percurso do Tua para a Brunheda, sentia que me estava a atrasar. Pouco depois de deixar a estação das termas de S. Lourenço, encontrei um dos rochedos mais pitorescos de todo o percurso. Parece plantado entre a linha e o rio por uma mão poderosa, para nos impressionar, qual estátua de basalto na ilha de Páscoa. O céu, agora com bastantes nuvens, criava zonas de sol e sombra complicando a fotografia. Esperei alguns minutos que a construção se iluminasse e disparei algumas fotografias sem grandes preocupações de enquadramento.

Continuei a viagem, desta vez em passo bastante apressado. Nem a visão fugaz do primeiro medronheiro me fez abrandar. Esta zona é bastante bonita. Há muita vegetação, constituída principalmente por giestas, zimbros, sobreiros e pinheiros literalmente cravados nas rochas. O rio corre muito próximo, apertado de ambos os lados por grandes blocos de granito tão duro que raramente evidencia marcas das correntes de séculos. Não resisti a um tufo de madressilva pendurada sobre o rio e descansei um pouco.

Numa curva da linha avistei o Amieiro. A pequena aldeia, pendurada na montanha, é muito fotogénica. Era uma e meia da tarde e nada mais se ouvia além do som da água batendo em rochas ciclópicas. Que panorâmica magnífica se deve ter desta aldeia! Senti curiosidade em conhecer o teleférico, ou o que resta dele, que traz as pessoas para a estação de Santa Luzia. De um lado do rio a aldeia, do outro a pequena estação rodeada de rochedos que ameaçam esmagá-la a cada instante. É um lugar solitário, de paz, onde apetece parar e deixar o tempo passar, sem preocupações. Saí dali com pena, a passo lento. Aproveitei para comer alguma coisa, enquanto caminhava. Estava sensivelmente no quilómetro doze. Pouco depois atravessei uma ponte, penso que se trata da Ribeira do Barrabáz. No alto das montanhas é a Aborraceira, um local onde espero ainda ir um dia.

Entre o quilómetro 9 e o 10 há um túnel, em curva, o maior de todos os seis que existem na linha. É o Túnel da Falcoeira. Apesar do nome sugerir aves de rapina, não vi nenhuma durante todo o percurso. Curiosamente o dia não estava muito bom para observação de aves. Quase posso resumir a lista de aves que vi : perdizes, pombos-torcaz, melros, melros azuis, tentelhões e andorinhas das rochas. No que toca à flora, destaco o medronheiro de que já falei, a giesta (Cytisus scoparius), a urze (já sem flor), a dedaleira (Digitalis purpurea L.), encontrei uma completamente branca, nunca tinha visto, espadana dos montes (Gladiolus illyricus), madressilva (Lonicera etrusca)…entre outras.

Também encontrei bastantes ninhos de pequenos passeriformes nos barrancos da linha. Alguns deles tinham ovos.
O rio faz um apertado cotovelo e, logo depois, aparece o pequeno apeadeiro de Castanheiro quase escondido na encosta. Perto deste havia dois ou três veículos automóveis e junto ao rio estava uma meia dúzia de homens. Estavam todos entretidos, pelo que pude perceber a estripar peixes! Perto deles, nos rochedos, estava uma enorme panela de ferro, daquelas que usavam para cozer os ossos das alheiras! Deu-me impressão que se preparavam para fazer uma valente caldeirada. Reconheci alguns, eram de Carrazeda de Ansiães. Ainda pensei em ir conversar com eles, mas segui viagem.

Pouco depois encontrei uma zona da linha que parecia ter sido mexida recentemente. Devia ser o local onde ocorreu o acidente de 12 de Fevereiro de 2007, em que perderam a vida três pessoas. O local não é, nem mais, nem menos perigoso, do que a maior parte da linha. Nos percursos que já fiz, vi com frequência pequenas pedras que se desprenderam por causas naturais e rolaram até perto da linha. Em muitas locais já foram colocadas protecções, mas é impossível coloca-las em todos os locais onde há perigo. Viajei bastante na linha do Douro e sempre tive receio que um dia o comboio descarrilasse para o rio. Felizmente nunca aconteceu.
Entre o quilómetro 5 e o quilómetro 7 há dois túneis. Este sim é um local assustador. Entre os dois, o Túnel Fragas Más e o Túnel do Boitrão, a linha é suportada por uma estrutura de betão com alguns metros de altura. É uma das zonas mais agreste e a mais assustadora de todo o percurso.

Neste local há uma outra atracção, mas do lado oposto do rio, em território do concelho de Alijó. Trata-se de um conjunto de pequenas cascatas, que só terminam quando a água da Ribeira de S. Mamede atinge o rio. Tive sorte porque a ribeira ainda corre bastante água e a paisagem estava um encanto.
Pouco depois surge um outro túnel, o Túnel da Aveleda que antecede a no apeadeiro de Tralhariz. A paisagem muda bastante neste local. Começam a ver-se muitos socalcos com oliveiras principalmente na margem esquerda do rio. As vinhas também começam a marcar presença.

A luz começava a estar mais baixa, tentando entrar pelo vale acima. O céu perdeu o brilho da manhã e início de tarde, mostrando-se agora cheio de neblina com a luz difusa. Quer os meus olhos, quer os meus pés já ansiavam por ver os vinhedos do Douro, mas ainda faltavam 3 quilómetros. Perto da foz do Tua as margens ganham de novo altura e a dureza do granito. O leito estreita-se formando uma garganta de paredes verticais de rocha pura e nua. É neste local que se planeia a construção da barragem. Já se avistava a ponte sobre o Tua e os vinhedos do outro lado Douro. Depois de um pequeno túnel há uma ponte metálica, o Túnel e a Ponte das Presas. À volta da ponte, há uma estrutura metálica e obras de restauro na mesma.
Já se avistam as casas de Foz Tua e o olhar alonga-se ao correr do Douro.

Cheguei à estação às seis horas menos um quarto. A calma era total. Entre sentar-me num banco a descansar um pouco, comer alguns mantimentos que ainda tinha comigo, ou dar um passeio pela estação, admirando velhas glórias dos caminhos-de-ferro que por ali se encontram, optei por esta última. Há algumas composições da via estreita que vão morrendo aos poucos. As portas estão abertas, arrancam-lhe os bancos, as lâmpadas e partem-lhe os vidros. O cenário é degradante.
No interior da estação há algumas peças museológicas dos caminhos-de-ferro. Estas sim, bem cuidadas e apresentadas.
Chegou uma composição procedente do Pocinho e uma outra do Porto. Ambas partiram rumo aos seus destinos e eu abandonei a estação à procura do táxi. Na viagem de regresso éramos apenas dois passageiros e o revisor. Mantivemo-nos os três, até que abandonei a composição do metro, na Ribeirinha.

O percurso de regresso a Abreiro até é interessante, mas não me parece que seja o que os turistas que vêm viajar na Linha do Tua, pretendem ver. Saímos do Tua às 18:22 e fizemos o seguinte percurso: Ribalonga, Castanheiro, Paradela, Pombal, Pinhal do Norte, Brunheda, Sobreira, Milhais e Abreiro . Perto da Sobreira cruzámos com outros dois táxis que faziam o percurso inverso.
Às 19:35 estava de volta à Ribeirinha. Tinha o sr. Abílio à minha espera, para saber as novidades sobre a linha.
Subi a Vilas Boas quando os últimos raios de sol quente iluminavam o cabeço de Nossa Senhora da Assunção. Vinha contente. Tudo correu bem. Fisicamente sentia-me bem. O dia também esteve agradável para caminhar, não fazendo muito calor. Não tive nenhum percalço no percurso, o que teria sido muito mau, uma vez que só há rede de telemóvel (da rede que uso) no Amieiro e depois de deixar o Tua em direcção a Ribalonga.

Em termos fotográficos, foi um dia muito produtivo. Depois de apagar algumas fotografias exageradamente falhadas, sobraram 1390, que dá uma média superior a 6 fotografias por cada 100 metros. Preferia ter feito o percurso em duas etapas. Teria tido mais tempo para dedicar a determinados aspectos da fauna e da flora, até mesmo da linha e do rio, que gostava de explorar. Quem sabe se esta não foi só a minha primeira viagem a pé, de Mirandela a Foz Tua?
Ligação para a 1.ªetapa entre Cachão e Ribeirinha
Ligação para a 2.ªetapa entre a Brunheda e Ribeirinha
Ligação para a 3.ªetapa entre a Cachão e Mirandela
Ligação para a 4.ªetapa entre a Brunheda e Foz-Tua

Do Blog: À Descoberta de Carrazeda de Ansiães