No dia 21 de Novembro retomei as minhas caminhadas na linha do Tua. Em Agosto participei numa caminhada organizada pela Coagret e em Outubro noutra organizada pela Associação Campo Aberto, mas já tinha saudades de passar algumas horas sozinho na linha.
O dia estava “feio”, ameaçava chover a qualquer momento. Saí de Vila Flor em direcção a Vilarinho das Azenhas. Parei na ponte onde passei alguns minutos na conversa com os pescadores que todos os fins-de-semana a povoam. Um grupo tinha vindo de Valpaços, para pescar no rio Tua. São “clientes” habituais e já nos tínhamos encontrado outras vezes no mesmo local. Levantou-se algum vento, para estragar a pescaria e eu segui (em automóvel), pela estrada, para o Cachão. Fiz algumas paragens para fotografar o Outono mas a luminosidade não estava favorável.
Cheguei à estação do Cachão e não havia maneira de chover! Perto do meio dia e meio iniciei a caminhada pela linha em direcção a Mirandela.
Ainda não tinha percorrido um quilómetro quando senti as primeiras gotas de chuva a refrescarem-me a cara! Estava preparado e decidi continuar. Retirei da mochila uma fina capa de água que me protegeu até chegar à estação de Frechas.
Sem o céu azul, que tanto gosto de fotografar e sem as minúsculas flores selvagens de múltiplas cores, restava-me o colorido das folhas característico do Outono. É no Outono que gosto de percorrer esta zona da Linha, entre a Ribeirinha e Mirandela. A vegetação que ladeia o rio é muito variada, uma autóctone, outra não, mas ganha cores quentes que contrastam com a água e a verdura da erva que rebenta em força despertada pelas chuvas outonais.
Perto de Frechas um grande olival não resistiu e foi arrancado. Os velhos troncos de oliveira poderiam proporcionar-me alguns momentos de inspiração, mas segui em frente. A terra fresca e molhada colar-se-ia em força às minhas botas. No centro do terreno uma enorme oliveira eleva-se no seu tronco erecto. Vá-se lá saber porquê, aquela oliveira não foi afectada pela praga que debilitou todas as outras!
Quando cheguei à estação de Frechas chovia abundantemente. A leve capa de água já não era suficiente. Retirei da mochila um impermeável, calças e casaca, que protegeu dali para a frente. A chuva não me incomodava os movimentos, mas, de cada vez que tentava tirar uma fotografia, a objectiva ficava encharcada.
A ribeira da Carvalha não leva uma gota de água! Ainda me recordo de ver peixes com algum tamanho subirem pela ribeira acima! Está tudo diferente. Desci ao leito seco e fotografei alguns cogumelos.
No túnel de Frechas aproveitei para tirar alguma comida da mochila. Não tinha tempo para comer tranquilamente, por isso, fui mordiscando enquanto caminhava.
O ponto mais importante da minha caminhada estava a chegar. É junto do antigo apeadeiro de Latadas que há maior número de árvores de folha caduca. São choupos bancos, plátanos, mas também amoreiras, marmeleiros e salgueiros, que teimam em continuarem verdes.
Abandonei a Linha e desci junto do rio. Ali perto olhava-me uma garça e ao longe esvoaçavam bandos de corvos marinhos. Acima da represa das Latadas é o paraíso para estas aves. O rio é largo, calmo, com muita vegetação nas duas margens proporcionando um ambiente propício para estas aves.
Entusiasmei-me com o colorido e não reparei no relógio. Retomei a caminhada pela linha pelas três da tarde. Sobrava-me pouco mais de uma hora para percorrer cerca de seis quilómetros. Não me restou outra alternativa senão acelerar o passo e fazer mesmo alguns quilómetros a correr. Não é muito agradável correr à chuva, vestido com um impermeável, com uma mochila às costas, com a máquina fotográfica numa mão e o guarda-chuva noutra, mas cheguei às portas de Mirandela às dezasseis em ponto. Mal tive tempo para fotografar o rio, as pontes, os parques da cidade. Não abrandei o passo até chegar à estação do metro de Mirandela. Foi já no interior da carruagem que despi o impermeável e descobri que estava completamente encharcado, não de água da chuva, mas em suor.
A composição partiu em direcção ao Cachão. Continuava a chover. Ensaiei alguns disparos tentando tirar partido das gotas de chuva no vidro, enquanto recuperava o fôlego. Estava terminada a etapa do dia e o dia também chegava ao fim, escuro, sombrio e chuvoso, mas eu sabia que dentro da máquina fotográfica havia algumas imagens que justificavam todo o esforço.
Com esta caminhada terminei a 5 viagem a pé entre Foz-Tua e Mirandela, iniciada em Março de 2009.
Curiosamente, no dia 22 de Novembro de 2008 fiz o percurso Cachão-Latadas, mas com outras condições atmosféricas.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Chuva, pela Linha
Hoje foi dia de caminhada na Linha do Tua. O troço escolhido foi Cachão-Mirandela. Apesar da chuva, houve ainda tempo para algumas fotografias.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Olhando o rio Tua
Perto do Cachão subi ao alto das fragas para admirar o rio. A água era pouca e o sol beijava as montanhas ao longe despedindo-se. Boa noite.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Amieiro (2)
Depois de mais uma curva, o Amieiro, sempre voltado para o nascer do sol na esperança que o comboio volte a apitar e a fazer eco nos fraguedos que se estendem ao longo do rio.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Na Linha do Tua, do Tua a S. Lourenço
Habituado como estou a percorrer a Linha do Tua em solitário, com todo o tempo que um dia pode dar e o silêncio das fragas, foi com bastante expectativas que me encaminhei para Foz-Tua no dia 4 de Outubro para participar na caminhada organizada pela Associação de Defesa do Ambiente, Campo Aberto. O meu entusiasmo era ainda maior porque há várias semanas trocava email’s com a Associação que pediu a minha colaboração, como conhecedor do terreno. Sugeri várias alterações ao programa inicial, a maior parte delas foram aceites e estava tudo planeado para um grande dia.
A acompanhar-me, desde Vila Flor, estava o meu primo e amigo Adriano, incansável na defesa da Linha que quase lhe tirou a vida a 22 de Agosto de 2008 e que comigo ilustra este texto com fotografias suas.
Chegámos ao Tua pelas 9:30 da manhã. O movimento era pouco mas a situação foi-se alterando rapidamente. Estava prevista a presença de aproximadamente 100 pessoas, metade das quais se deslocariam por meios próprios para o Tua. A lista onde Bruno Meireles ia fazendo uma cruzinha de presença foi ficando completa e pouco depois chegou o autocarro que partiu do Porto com mais meia centena de participantes.
Depois de feitas algumas recomendações, dirigímo-nos para o quilómetro 0 para uma fotografia simbólica do início da caminhada.
Foi com entusiasmo que aquele grande grupo se “fez à estrada”. Crianças, jovens, idosos, homens e mulheres, todos com um sorriso na cara e uma grande vontade de descobrir os gigantes ciclópicos feitos de granito no vale do Tua, começaram a caminhar pela linha.
O primeiro obstáculo assustou alguns. O Viaduto das Presas é como que a porta do vale, juntamente com o Túnel das Presas. Quem consegue passar a porta entra pelo vale numa viagem sem grande esforço, o que causou alguma surpresa em certos participantes.
O grande grupo dividiu-se em quatro grupos mais pequenos, para melhor controlo, que entraram vale a dentro decididos. Nos primeiros quilómetros acompanhei um senhor que apenas pretendia ir até Tralhariz. Veio do Porto expressamente para a caminhada, mas, as suas raízes, estavam aí mesmo, entre S. Mamede de Riba Tua e Tralhariz. Conversámos sobre a história de seus pais e, tanto ele como eu, nos sentimos emocionados. O vale profundo não foi suficiente para afastar seu pai, de Tralhariz e trabalhar na estação, de sua mãe que vivia na outra margem, em S. Mamede. Depois de tantos anos passados voltou ao lugar onde os seus antepassados se cruzaram e foi com um ar muito feliz que se despediu de mim no apeadeiro do Castanheiro.
No meu grupo seguia além do meu primo, Bruno Meireles (especialista na flora), Vânia Seixas e a sua irmã (Parambos tinha que estar representado), mas o diálogo com outras pessoas também foi fácil e não faltaram temas para conversa: a malfadada barragem, a linha do Tua, a linha do Sabor, caminhadas incontáveis que cada um já tinha feito. Em pontos estratégicos fazia-se uma pausa e fotografias dos rochedos, do rio quase seco, da vegetação sedenta de água, até mesmo das costas suadas dos que seguiam à nossa frente.
O depósito de água junto ao apeadeiro do Castanheiro estava cheio, bem fresta, proporcionando a quem dele se apercebeu um bom momento para repor a água e recuperar alguma energia.
O sol foi-se mostrando e quando passámos o Túnel da Falcoeira já queimava nas costas. À sombra dos sobreiros abriram-se as mochilas para o já merecido almoço. Estavam percorridos 9,5 km e o relógio marcava a uma da tarde. Esperava que se juntassem todos naquele local, mas o distanciamento entre os vários grupos já era grande. Parti 45 minutos depois.
A Ponte de Paradela já não assustou ninguém. A passagem por Santa Luzia fi-la a passo rápido na intenção de recuperar a cabeça do “pelotão” coisa que não consegui. Muitos dos caminhantes apresentavam maior frescura física do que eu, avançando a bom ritmo.
Depois de chegarmos a S. Lourenço subimos às termas e esperámos pela chegada de todos os participantes. Foi mais de uma hora de espera. Houve tempo suficiente para uma visita, para um banho quentinho, ou para uma bebida fresca, uma vez que o bar, o velho bar de S. Lourenço, estava aberto.
Em três pequenos autocarros subimos ao Pombal. O lanche estava preparado no Hotel Rural Flor do Monte. A ementa era vasta e cheia de sabores regionais. Assim é que deve ser. De entre todos os petiscos, destaco os peixinhos do rio em escabeche, orelheira com grão-de-bico, rojões e também nabiças com feijão-frade. Do vinho nem vou falar. Para nós que conhecemos a região, basta pronunciar o nome Pombal, para percebermos que estamos a falar de boa pinga.
Ainda faltava a última etapa do programa, a visita ao Castelo de Ansiães. O autocarro com as pessoas que se deslocaram do Porto iniciou o regresso directamente do Pombal. Um pequeno autocarro seguiu para o Castelo. Pensei para mim que não teriam coragem de subir ao marco geodésico do castelo. Passava das 19 horas, era quase noite e depois da caminhada e do lanche a vontade de escalar as muralhas já era pouca (da minha parte). Enganei-me. Não só subiram ao ponto mais alto da muralha, como adoraram o velho castelo e as suas duas capelas, ficando até com pena de não terem mais tempo para explorarem e conhecerem melhor.
Pelas 19:30 partimos em direcção a Foz-Tua. Tínhamos deixado os automóveis junto da estação. Já não houve muito tempo para despedidas, partindo cada um em sua direcção não sem antes fazer um aceno amigável com a mão acompanhado de um “adeus, até à próxima”.
Foi um dia fantástico, dizia-me o meu primo. Quando lhe disse que o rio estava seco, as plantas amarelas e não havia flores, respondeu-me com toda a sabedoria – mas havia pessoas.
E é com as pessoas que termino. Foi bom encontrar tanta gente que gosta de passar um domingo a caminhar longe de todas as mordomias do mundo moderno. Foi bom encontrar alguns amigos, alguns já conhecidos outros ainda só do mundo virtual, mas que agora têm rosto.
À associação Campo Aberto o meu agradecimento, deram um bom exemplo a autarcas, agentes da sociedade civil e movimentos: se houver organização as pessoas vêm, e muitas.
Fotografias na Associação Campo Aberto
A acompanhar-me, desde Vila Flor, estava o meu primo e amigo Adriano, incansável na defesa da Linha que quase lhe tirou a vida a 22 de Agosto de 2008 e que comigo ilustra este texto com fotografias suas.
Chegámos ao Tua pelas 9:30 da manhã. O movimento era pouco mas a situação foi-se alterando rapidamente. Estava prevista a presença de aproximadamente 100 pessoas, metade das quais se deslocariam por meios próprios para o Tua. A lista onde Bruno Meireles ia fazendo uma cruzinha de presença foi ficando completa e pouco depois chegou o autocarro que partiu do Porto com mais meia centena de participantes.
Depois de feitas algumas recomendações, dirigímo-nos para o quilómetro 0 para uma fotografia simbólica do início da caminhada.
Foi com entusiasmo que aquele grande grupo se “fez à estrada”. Crianças, jovens, idosos, homens e mulheres, todos com um sorriso na cara e uma grande vontade de descobrir os gigantes ciclópicos feitos de granito no vale do Tua, começaram a caminhar pela linha.
O primeiro obstáculo assustou alguns. O Viaduto das Presas é como que a porta do vale, juntamente com o Túnel das Presas. Quem consegue passar a porta entra pelo vale numa viagem sem grande esforço, o que causou alguma surpresa em certos participantes.
O grande grupo dividiu-se em quatro grupos mais pequenos, para melhor controlo, que entraram vale a dentro decididos. Nos primeiros quilómetros acompanhei um senhor que apenas pretendia ir até Tralhariz. Veio do Porto expressamente para a caminhada, mas, as suas raízes, estavam aí mesmo, entre S. Mamede de Riba Tua e Tralhariz. Conversámos sobre a história de seus pais e, tanto ele como eu, nos sentimos emocionados. O vale profundo não foi suficiente para afastar seu pai, de Tralhariz e trabalhar na estação, de sua mãe que vivia na outra margem, em S. Mamede. Depois de tantos anos passados voltou ao lugar onde os seus antepassados se cruzaram e foi com um ar muito feliz que se despediu de mim no apeadeiro do Castanheiro.
No meu grupo seguia além do meu primo, Bruno Meireles (especialista na flora), Vânia Seixas e a sua irmã (Parambos tinha que estar representado), mas o diálogo com outras pessoas também foi fácil e não faltaram temas para conversa: a malfadada barragem, a linha do Tua, a linha do Sabor, caminhadas incontáveis que cada um já tinha feito. Em pontos estratégicos fazia-se uma pausa e fotografias dos rochedos, do rio quase seco, da vegetação sedenta de água, até mesmo das costas suadas dos que seguiam à nossa frente.
O depósito de água junto ao apeadeiro do Castanheiro estava cheio, bem fresta, proporcionando a quem dele se apercebeu um bom momento para repor a água e recuperar alguma energia.
O sol foi-se mostrando e quando passámos o Túnel da Falcoeira já queimava nas costas. À sombra dos sobreiros abriram-se as mochilas para o já merecido almoço. Estavam percorridos 9,5 km e o relógio marcava a uma da tarde. Esperava que se juntassem todos naquele local, mas o distanciamento entre os vários grupos já era grande. Parti 45 minutos depois.
A Ponte de Paradela já não assustou ninguém. A passagem por Santa Luzia fi-la a passo rápido na intenção de recuperar a cabeça do “pelotão” coisa que não consegui. Muitos dos caminhantes apresentavam maior frescura física do que eu, avançando a bom ritmo.
Depois de chegarmos a S. Lourenço subimos às termas e esperámos pela chegada de todos os participantes. Foi mais de uma hora de espera. Houve tempo suficiente para uma visita, para um banho quentinho, ou para uma bebida fresca, uma vez que o bar, o velho bar de S. Lourenço, estava aberto.
Em três pequenos autocarros subimos ao Pombal. O lanche estava preparado no Hotel Rural Flor do Monte. A ementa era vasta e cheia de sabores regionais. Assim é que deve ser. De entre todos os petiscos, destaco os peixinhos do rio em escabeche, orelheira com grão-de-bico, rojões e também nabiças com feijão-frade. Do vinho nem vou falar. Para nós que conhecemos a região, basta pronunciar o nome Pombal, para percebermos que estamos a falar de boa pinga.
Ainda faltava a última etapa do programa, a visita ao Castelo de Ansiães. O autocarro com as pessoas que se deslocaram do Porto iniciou o regresso directamente do Pombal. Um pequeno autocarro seguiu para o Castelo. Pensei para mim que não teriam coragem de subir ao marco geodésico do castelo. Passava das 19 horas, era quase noite e depois da caminhada e do lanche a vontade de escalar as muralhas já era pouca (da minha parte). Enganei-me. Não só subiram ao ponto mais alto da muralha, como adoraram o velho castelo e as suas duas capelas, ficando até com pena de não terem mais tempo para explorarem e conhecerem melhor.
Pelas 19:30 partimos em direcção a Foz-Tua. Tínhamos deixado os automóveis junto da estação. Já não houve muito tempo para despedidas, partindo cada um em sua direcção não sem antes fazer um aceno amigável com a mão acompanhado de um “adeus, até à próxima”.
Foi um dia fantástico, dizia-me o meu primo. Quando lhe disse que o rio estava seco, as plantas amarelas e não havia flores, respondeu-me com toda a sabedoria – mas havia pessoas.
E é com as pessoas que termino. Foi bom encontrar tanta gente que gosta de passar um domingo a caminhar longe de todas as mordomias do mundo moderno. Foi bom encontrar alguns amigos, alguns já conhecidos outros ainda só do mundo virtual, mas que agora têm rosto.
À associação Campo Aberto o meu agradecimento, deram um bom exemplo a autarcas, agentes da sociedade civil e movimentos: se houver organização as pessoas vêm, e muitas.
Fotografias na Associação Campo Aberto
sábado, 3 de outubro de 2009
Caminha na Linha do Tua
Está tudo a postos para a caminhada pela Linha do Tua organizada pela associação Campo Aberto. É esperada cerca de uma centena de pessoas vindas dos mais diversos locais. Metade deslocar-se-á desde o Porto, em autocarro.
A concentração far-se-á junto à estação de Foz-Tua, por volta das 09h:30m da manhã.
O elevado número de participantes exige alguma disciplina e bastante logística para prevenir várias eventualidades. Haverá possibilidade daqueles que se sentirem mais cansados (sempre são mais de 16 km), poderem abandonar a caminhada em pontos intermédios do percurso (apeadeiros de Tralhariz e Castanheiro), sendo transportados para o Pombal em veículos todo-o-terreno. Também vai haver apoio dos bombeiros.
Se tudo correr bem o almoço será entre o 9.º e o 10.º quilómetro à sombra de frondosos sobreiros e com uma vista espectacular constituída pela linha, o rio e as formações rochosas das margem.
Apesar de não ser possível prever o estado do tempo de amanhã, hoje esteve um dia de sol, vendo-se ao longe alguma neblina. O vento esteve fresco.
A noite está fria, com algum vento e o céu está estrelado.
A concentração far-se-á junto à estação de Foz-Tua, por volta das 09h:30m da manhã.
O elevado número de participantes exige alguma disciplina e bastante logística para prevenir várias eventualidades. Haverá possibilidade daqueles que se sentirem mais cansados (sempre são mais de 16 km), poderem abandonar a caminhada em pontos intermédios do percurso (apeadeiros de Tralhariz e Castanheiro), sendo transportados para o Pombal em veículos todo-o-terreno. Também vai haver apoio dos bombeiros.
Se tudo correr bem o almoço será entre o 9.º e o 10.º quilómetro à sombra de frondosos sobreiros e com uma vista espectacular constituída pela linha, o rio e as formações rochosas das margem.
Apesar de não ser possível prever o estado do tempo de amanhã, hoje esteve um dia de sol, vendo-se ao longe alguma neblina. O vento esteve fresco.
A noite está fria, com algum vento e o céu está estrelado.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Há cem anos
Não, não é uma fotografia de há 100 anos atrás, é uma fotografia actual (envelhecida). Mas acredito que há 100 anos atrás este local não estaria muito diferente do que o que a fotografia mostra, uma vez que a Linha do Rua já tem 100 anos.O local da fotografia é próximo de Mirandela, mais concretamente junto à Quinta de Choupim
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Amanhecer na linha
Numa das minhas caminhadas pela linha do Tua, cheguei muito cedo. O chão estava orvalhado e transpirava com os primeiros raios de sol que se reflectiam no branco das flores das giestas. A meus olhos surgiu uma atmosférica mágica, que tentei captar nesta fotografia. Não sei se consegui, mas é difícil ficar-lhe indiferente.Perto do Cachão.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
A luz e os túneis
Junto aos túneis, apelidados d'As Fragas Más, entra um raio de luz que vem do Douro. Dizem que Douro tem origem em duro, mas, depois de ver cenários como este, prefiro acreditar que aquela luz é D'Ouro.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Aniversário do último acidente no Tua
Realizou-se no dia 22 de Agosto uma caminhada ao local do último acidente na linha do Tua de que resultou uma vítima mortal. A iniciativa foi da COAGRET (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases), e juntou algumas dezenas de pessoas.Os participantes partiram da estação dos caminhos-de-ferro em Mirandela, ou no Metropolitano, ou em viatura própria, até ao Cachão. Seguiram depois de autocarro até à estação de Abreiro/Vieiro onde tomaram a palavra as várias entidades representadas. Para além da COAGRET, fizeram-se também representar nesta iniciativa, o Movimento Cívico da Linha do Tua, a Quercus, o Bloco de Esquerda, Os Verdes e a Câmara Municipal de de Mirandela. Estiveram também presentes alguns dos passageiros que seguiam na composição em 22 de Agosto de 2008, acidentada pouco depois da passagem pelo apeadeiro da Brunheda, causando um morto e vários feridos.
A iniciativa teve como objectivos principais homenagear as vítimas mortais dos acidentes na Linha do Tua, insistir no apuramento de responsabilidades e defender o melhoramento da linha, inclusive o seu prolongamento até Puebla de Sanábria, com ligação às linhas de alta velocidade da rede do país vizinho.
Após uma conferência de imprensa na estação de Abreiro/Vieiro, em que as várias organizações representadas usaram da palavra e foram entrevistados por órgãos de comunicação social, entre os quais, dois canais de televisão, teve início uma caminhada que levou os participantes ao local do acidente de Agosto de 2008.
O calor era intenso, mas ninguém se queixou. Os presentes, representantes das organizações e apoiantes da manutenção da Linha chegaram ao apeadeiro de Brunheda perto das treze horas e trinta minutos. Após uma almoço ligeiro, dirigiram-se ao local do acidente, onde três passageiros que seguiam na composição que fez a última viagem no dia 22 de Agosto de 2008, depuseram uma coroa de flores em memória de Olema Barros, que faleceu no acidente. Um terceiro passageiro ficou no apeadeiro da Brunheda, ainda incapaz de enfrentar a dor e os fantasmas que se instalaram na sua vida. Estas pessoas que seguiam na composição no dia 22 de Agosto de 2008 não desejam a morte da linha, desejam sim o apuramento de responsabilidades e as obras necessárias para a manutenção da linha como atracção turística e factor de desenvolvimento local.

Como seria de esperar, as autarquias, à excepção da de Mirandela, mantiveram-se à margem do acontecimento. Elas é que podem ser acusadas de coveiros da Linha do Tua, juntamente com as entidades que deveriam ter mantido a estrutura da linha e o material circulante em perfeitas condições de segurança, e não o fizeram.
Outras iniciativas relacionadas com a Linha do Tua vão acontecer nos próximos tempos. Também a Linha do Tua se tornou uma questão política, condenada à partida, caso o actual governo consiga votos suficientes para continuar a sua forma déspota de governar. Aos que ainda acreditam na Linha só resta continuar a lutar pela manutenção deste património inigualável e que é necessário não perder.
Eu participei nesta iniciativa porque me senti solidário com as vítimas do último acidente e com as dos restantes, mas também porque partilho da maior parte das ideias que defendem as organizações presentes.
Gostei de conhecer “cara a cara” companheiros de luta pela Linha do Tua: Daniel Conde, Manuela Cunha e Mário Carvalho. Apesar dos email’s trocados, nunca nos tínhamos encontrado pessoalmente. Também gostei de ter como companheiro de caminhada Jorge Delfim, que já várias vezes me desafiou para caminhadas “fotográficas” na Linha do Tua. Um forte abraço também para o meu primo e amigo Adriano Pereira e esposa, ambos passageiros na viagem do metro a 22 de Agosto de 2008, que fizeram que questão de estar presentes, tal como o têm feito noutras ocasiões em que testemunhos positivos são necessários. Vamos continuar a encontrar-nos porque Trás-os-Montes é a nossa paixão.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Comunicação ao país e passeio pedestre pela linha do Tua

A COAGRET-Portugal propõe a todas as organizações idóneas da sociedade civil, em particular aquelas que já tiveram intervenção no caso da linha do Tua que se unam em torno desta acção, a realizar no próximo sábado, dia 22 de Agosto de 2009.
Comunicação ao país e passeio pedestre pela linha do Tua
- 09h30 - concentração junto a estação de comboio de Mirandela, rumo à estação de Abreiro/Vieiro
- 09h37 - partida em transporte próprio ou em transporte público (Metropolitano para o Cachão onde se embarca no transporte complementar)
- 10h30 - conferência de imprensa em jeito de denúncia dos responsáveis pela actual situação da linha do Tua. Intervenção breve de todos os colectivos representados, segundo estrutura definida
- 11h00 - início da marcha rumo a estação da Brunheda e romagem simbólica ao local do último acidente ocorrido na linha do Tua
- 13h00 - almoço volante
Para mais informações, contactar:
Pedro Felgar Couteiro
COAGRET-Portugal
https://coagret.wordpress.com
coagret.pt@gmail.com
Estação de Caminhos de Ferro de Mirandela, 4
5370-408 MIRANDELA
PORTUGAL
telm.COAGRET: (+351) 969761301
fotografia: Brunheda; sensivelmente onde ocorreu o acidente de 22 de Agosto de 2008.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Incêndio na Estação de Foz-Tua
sábado, 8 de agosto de 2009
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